Remédios
Sexta passada, numa reunião de grupo lá na biblioteca da universidade, uma das moças do meu grupo disse que estava com dor de cabeça. Eu também estava. No nosso break, comprei uma garrafinha d’água, abri o bolso da minha mochila e tomei um Dorflex (enviado via Air Mamãe). A moça perguntou o que era aquilo e eu disse que era um remédio brasileiro. Ela achou estranho e eu expliquei que os remédios suecos são tão fracos que não dão conta dos meus raros porém fortes achaques. Só pra se ter uma idéia, se você precisar de um remédio equivalente ao Dorflex, por exemplo, tem que ir ao médico, pagar 250 coroas, explicar o que sente e torcer para que ele te dê o remédio que você quer - o que nem sempre acontece.
Os suecos dizem que isso é bom porque os protegem da automedicação e de infecções violentas. Quando eles realmente precisam, os remédios mais fortes e decisivos funcionam. Acho isso muito bom, mas, ao mesmo tempo, fico doida com essa proibição total de substâncias controladas… que na verdade não são assim tão perigosas. E as farmácias também são um show a parte (e falo isso sem ironia, acho realmente impressionante). Chamam-se Apoteket (foto acima) e são um conglomerado estatal. Você vai buscar seu remédio na Apoteket da sua região ou onde o médico do posto de saúde perto da sua casa mandou a receita por computador, depois da consulta.
Não é qualquer zé mané que pode trabalhar numa Apoteket. Pra ser apotecário a pessoa precisa ir pra universidade e estudar cinco anos (eu, pra ser assistente social, preciso de “apenas” três anos e meio). O lance é que o apotecário é quem recebe a receita do meu remédio lá na Apoteket é responsável pela dosagem e por me explicar tudinho sobre o remédio. Outro dia li uma matéria no meu jornal sobre um apotecário que estava sendo processado por ter feito um remédio a base de morfina com a dosagem errada. A dosagem era 10% e o cara fez as pÃlulas com 100%. A sorte foi que a pessoa viu o erro e não ingeriu as cápsulas. Senão, teria morrido.
A primeira vez que precisei de um remédio com receita fiquei uns dez minutos sentada na frente da apotecária, que me explicou tu-di-nho sobre o remédio, os possÃveis efeitos colaterais, quando deveria tomar as pÃlulas etc. Fiquei muito espantada e realmente pensei que ela estava achando que eu era burra (esse complexo de imigrante me cansa à s vezes). Em minha defesa, digo que isso aconteceu quando eu ainda dava meus primeiros passos em sueco, há uns três anos. Hoje sei que ela estava apenas fazendo o seu trabalho. Mas é sempre um choque esse novo sistema pra quem tá acostumado a ir numa drogaria povão ali da esquina e comprar qualquer coisa sem pensar duas vezes.

October 30th, 2004 at 12:42
Silvia, aqui na Suécia toda essa parte de servicos de saúde é pública, ao contrário do que acontece nos EUA, eu presumo (mas não tenho certeza). Essa coisa do controle aqui é aceita como uma forma do governo de controlar que a populacão tenha o melhor nível de ajuda médica possível - até nas farmácias. Muitas pessoas dizem, no entanto, que essa razão é apenas uma máscara para a real razão do monopólio continuar tão extenso por aqui: os lucros do estado. Aí posso entender uma conexão direta entre a socialista Suécia e os ultra-capitalistas EUA. Valeu pelo seu comentário!
October 29th, 2004 at 23:45
Interessante ler esta sua passagem. Ja moro na cidade de “New York” ha 25 anos. E, creio que todo este movimento, aqui tambem muito controlado, so beneficia os grandes conglomerados farmaceuticos e orespectivamente os salarios dos “chairmen”. E, se nao fosse este o caso, a cadeira medica nao teria tanto retorno como tem.
October 17th, 2004 at 13:11
Tem razão, Manoel. Talvez o sistema farmacêutico sueco funcione assim porque há uma rede de saúde por trás que realmente funciona e resolve o problema de saúde da populacão com rapidez.
October 17th, 2004 at 03:34
No Brasil, se para tomar um remédio fosse necessário ir ao médico, o povo todo morreria na fila do SUS.
October 16th, 2004 at 16:07
Que maravilha de comentário, Luanna! Só posso te agradecer pelos esclarecimentos tão bem feitos, pelo comentário gentil e informativo (além de muito bem escrito). De fato, dá pra notar que você ama sua profissão e não há nada mais gratificante do que ver uma pessoa que realmente gosta do que faz. Continue assim! Muito obrigada mais uma vez pelo seu comentário e um abraco! :c)
October 16th, 2004 at 15:40
Olá!! Parabéns pelo blog Maria, muito interessante!!! Como Farmacêutica, não poderia deixar de fazer um comentário sobre sua coluna ”Remédios”
. Toda essa orientação sobre os medicamentos que vc recebe ao comprar na Apoteket é a chamada ATENÇÃO FARMACÊUTICA, realizada já há muito tempo nos países desenvolvidos e que estamos tentando ainda implantar aqui no Brasil. O Farmacêutico na verdade, tem o DEVER de fazer isso todas as vezes que dispensar qualquer tipo de medicamento, é um dever nosso aconselhá-lo sobre as possíveis reações adversas, interações com outros medicamentos e alimentos, precauções, contra-indicações e até mesmo, medidas de conservação e armazenamento.
Infelizmente aqui no Brasil as pessoas e até mesmo muitos profissionais ainda acham que o Farmacêutico existe alí somente para controlar a saída e entrada dos psicotrópicos, e como qualquer outro funcionário, auxiliar na administração e gerência do estabelecimento.
Sou recém-formada, tenho 22 anos e na Farmácia em que trabalho tento implantar essa nova ”filosofia” digamos, prestar toda essa orientação que é importante e necessária, mas é incrível como as próprias pessoas relutam em recebê-las (na maioria). Infelizmente na nossa cultura está quase que ”vincado” que Farmácias são verdadeiros atacadões de medicamentos, onde vc entra, escolhe, enche sua cestinha, paga e vai embora..é uma tristeza mas é verdade. Pode ser ilusão de iniciante no mercado mas ainda acredito que a mudança de mentalidade ainda pode ser alcançada e neste ponto estará o diferencial, o que fará vc escolher entre uma Farmácia e outra, saber que em determinado estabelecimento vc terá um serviço de qualidade. Nada mas é do que a nossa função, missão!
Sobre alguns comentários que andei lendo, deixo aqui algumas explicações:
- medicamentos OTC: são os que a gente compra sem receita, os chamados de venda livre. Exemplos tem-se os famosos analgésicos, como ~Dorflex(r), paracetamol, etc. Não possuem nenhum tipo de tarja em sua embalagem. Em alguns países, o controle é tão grande com relação a automedicação que nem esses podem ser comprados sem receita. Acho que toda Europa é assim.
- psicotrópicos: O certo é comprá-lo na Farmácia, com receita correta e acima de tudo, bem orientado, existem tantas coisas importantes a serem ditas mas infelizmente esse maldito sistema de tele-entrega não permite isso, é um horror mas é verdade.
-Exposição: Nenhum medicamento pode ser exposto ao consumidor sabiam? Todos atrás do balcão, de forma a não estarem visíveis, mas tudo isso infelizmente existe só no papel…
Maria, novamente parabéns pelo blog, lhe descobrì por acaso no blog LÁ LONGE que leio sempre, e agora estarei sempre aqui..
Desculpe o enorme comentário, é que algumas vezes me empolgo sabe, eheh..
Bem, se alguma das pessoas que comentaram possuirem qualquer dúvida com relação ao assunto, por favor serei gratíssima em responder (se souber claro, se nao, darei uma pesquisada
), adoro minha profissão, amo o que faço, mesmo com todas as barreiras que insistem em crescer quando vc tentar fazer um trabalho decente e honesto.
Um grande abraço a todos!!
Luanna
Natal-RN
October 16th, 2004 at 14:16
Nossa, Marcia de Souza, é mesmo? 40 euros é grana pra caramba!!!!! Vê se te cudia e não fica doente aí não, hein menina! :c)
October 16th, 2004 at 12:01
Pois e Mary, vou usar o correio mamae bastante aqui na Irlanda, para ter o privilegio de ver o medico aqui tenho que pagar 40 euros, e o seguro de saude so reembolsa metade disso no fim do ano fiscal. Para que pagar seguro entao? So para hospital mesmo, pelo jeito. Na Holanda eu pagava seguro e tinha um sistema que nao so pagava meu medico mas tambem boa parte dos meus remedios, e as farmacias (tambem chamadas apotheek) sao como as suecas, cada remedio vinha com umas duas paginas de papelada. Muito brasileiro reclama do sistema holandes, mas eu tive boas experiencias. Melhor do que pagar 40 euros!
October 15th, 2004 at 12:43
Tereza, nunca precisei fazer exames de sangue ou urina aqui, de forma que não posso te dar certeza absoluta, mas acho que com 90% de certeza de que os apotecários daqui não têm nada a ver com esses exames, que são feitos nos hospitais. Mas posso estar errada.
Oi Sando, que legal que você gostou do Montanha. Eu vi na TV que os supermercados querem passar a vender so remédios mais gerais, aqueles que a gente já compra na apoteket sem receita, o panodil, o treo e coisas do tipo. Acho muito bom. Só assim a gente evita aquelas filas fenomenais com as desgracas daquelas nummerlappar, é ou não é?
Angelique, quando cê vier nao precisa de preocupar com isso não porque eu recebi uma farmacinha via Air Mamãe. Tem tremedal, charope Vik Vaporub sabor cereja (Stefan tomou e ficou bom da tosse em UM DIA) e muito mais. Tenho dorflex e ponstan (que eu não sou de ferro). Venha descansada. Hohoho. Beijocas.
October 15th, 2004 at 07:32
O ideal seria mesmo um sistema “nem tanto ao Brasil, nem tanto à Suécia”. A quantidade de farmácias no Rio é mesmo absurda. Perto aqui de casa só de Pacheco tem 5, e a distância entre as mais afastadas não deve ser nem cinco minutos a pé. Sem falar nas farmácias “de bairro”, que não são de rede.
Mas outro dia fui comprar um remédio pra garganta, tipo spray, e pediram a receita. Eu nem acreditei. Como assim receita pra comprar meu sprayzinho?!?!?! Só assim a gente percebe como está mal acostumada. Mas também, se eu dependesse desse seu remedinho água-com-açúcar aí pras minhas dores de cabeça, tava ferrada mesmo. Tenho que lembrar de levar uma mini-farmacinha quando for à Suécia (hohoho)
beijos
October 14th, 2004 at 21:45
Vc sabia que ha um projeto de lei para liberar a venda de alguns medicamentos (os que se podem comprar sem receita medica hj) em outros pontos comerciais alem das Apotek? Provavelmente isso acontecera no proximo ano (haja lobby). As redes de supermercados (ICA, Willis,…) ja estao prontas para ampliarem seus sortimentos.
Abraco
Sando
P.s. Muito legal seu site.
October 14th, 2004 at 20:26
Oi Maria,
que legal saber como funciona as FARMÁCIAS na Suécia,eu não sabia que o Farmacêutico decidia a dosagem, pensei que fosse como no Brasil, sendo com Farmacêutico e com receita, o Fred nunca sabe me explicar como funciona a farmácia e olha que a mae dele é Farmacêutica (aposentada) Tenho duvidas que ele não sabe como por exemplo, aqui no Brasil o Farmacêutico?bioquimico pode fazer exames se sangue, urina, etc.. já na Suécia não sei se Farmaceutico fica só na Farmacia, Mas quando for viver aí com certeza descobrirei
beijos
Teresa
October 14th, 2004 at 17:28
Teruska, acho que cê disse tudo. O lance é que quando estamos no desespero, nada melhor do que ligar pro zé mané das drogarias pacheco e conseguir o remédio desejado, não é?
Gilda! Que loucura! Hahaha, vou mandar um email pro papai agora… hahaha. Ah, minha universidade é em Umeå, não Luleå. E eu ainda não fui aprovada, mas passei numa prova difícil. hehehe. Valeu pela dica! Beijocas.
É verdade, nanda, acho que não há outra cidade brasileira com mais farmácias por metro quadrado do que o Rio… Beijocas.
Felícia, quem diria hein? Jeitinho à la austríaca… hohohoho. Beijocas.
October 14th, 2004 at 17:15
Maria, por aqui tambem temos a Apothek. Funciona do jeitinho que voce descreveu. Mas um farmacêutico aqui perto é amigo do meu marido. Acho que por isso tenho conseguido uns remedinhos básicos sem muito questionamento…E, puxa, que chique essa do seu paim hein?!
beijos, Felicia
October 14th, 2004 at 17:09
Nossa, aqui é tão fácil comprar remédio. Sem falar que todo mundo se acha o médico e sempre tem uma indicação que é tiro e queda.
Mas na verdade, eu gosto um pouco dessa facilidade. Tudo bem que tudo exagerado é ruim, pq vira “oba oba” demais ou burocracia demais.
Sem falar que aqui no Rio (não sei se nos outros estados é assim) tem uma drogaria pacheco em cada esquina (sem falar nas outras). Sério, talvez seja o lugar que mais tem drogaria no mundo. é uma coisa de louco.
e parabéns aí pela nota que a gilda postou!
beijos
October 14th, 2004 at 16:49
Oi Maria!
Esta nota saiu na coluna da Scarlet Moon, no O Globo de hoje:
Coruja
O poeta Armando Freitas Filho não cabe em si de tanto orgulho por sua filha Maria. A moça é fluente em inglês, francês, espanhol e sueco. Foi aprovada com louvor na Luleá, importante universidade européia.
http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/scarlet.asp
Mil beijos,
Gilda
October 14th, 2004 at 15:47
Fico sempre boba quando venho aqui e leio suas impressões sobre como acontecem as coisas na Suécia:)E não deixo de comparar e de achar que só muuuuito tempo para fazer uma nação civilizada. Não sei se é o têrmo exato, mas é o que me veio.:)Ontem mesmo consegui comprar um remédio controlado, sem receita e por telefone! É certo que o sujeito me pediu peloamordideus que mandasse a receita depois ( e eu o fiz), mas só comparando… eu estaria frita aí! Não sei se é bom ou mau o nosso sistema, acho que depende da hora.:)
October 14th, 2004 at 14:29
Que memória, Dani! É ele mesmo! Tá quase merecendo duas caixas de biscoitos! :c))))) beijocas.
Ah, Allan, novalgina me embrulha o estômago. Quando eu era crianca tomei à beca e até hoje não consigo sequer pensar naquele gosto amargo horroroso. Fico enjoada mesmo. :c/
A receita é dada pelo médico também, Pururuquinha, e não há diferenca de preco por causa disso nõ. Pelo menos não que eu esteja informada…
Sam, depende muito do tipo de dor de cabeca, mas se for enxaqueca, recomendo TREO, uma pastilha que dissolve na água é é bastante efetiva. Dê a dica pro seu namorado. Beijocas!
Déia, não posso pensar assim, uma vez que moro aqui e no Brasil não tenho mais seguro saúde, de forma que tenho que me contentar com os médicos de primeiro mundo mesmo.. hohoho.
É, Ana Lucia, chama-se apoteket e acho que é assim porque a língua sueca foi muitíssimo influenciada pelo francês, até porque a atual casa real, dos Bernadotti, veio da franca, por decisão de Napoleão Bonaparte. É mole?
October 14th, 2004 at 13:28
Eu ja imaginava que fosse assim. Aqui é meio assim também. Remedinhos que no Brasil eu comprava facilmente aqui tem que ter a receita e renova-la uma vez por ano durante a visita ao médico, sorte que eu nao preciso tomar remédios regularmente. Às vezes a visita ao médico para pedir o remédio é quase uma formalidade …Chego a pensar que é so para fazê-los ganhar dinheiro, porque como o sistema é publico, cada vez que eles passam o teu cartao, é grana no cofrinho…Quanto às explicaçoes dos farmacêuticos eu acho muito legal. Interessante o nome Apoteket ! Em francês o farmacêutico é o pharmacien, mas antigamente chamava-se d’apothicaire. Beijos pra ti.
October 14th, 2004 at 08:44
Maria, quando eu estava doente, ouvi de uma médica renomada aqui na Suécia e muito amiga nossa que eu não me operasse aqui se fosse preciso e juntando com os absurdos que ouvi dos 6 médicos que me atenderam só na internação, passei ao todo por 14 médicos em um mês para descobrir uma crise de vesícula que evoluiu para pancreatite pela demora e como consequência vivo com o risco de sempre voltar a ter crises de pâncreas e não posso beber uma gota de álcool… então muito cuidado… eu tenho hipoglicemia e um dos médicos disse que isso não tem nada com o pâncreas, só para dar outro exemplo de absurdo…
Cuidem-se, crianças… nosso Brasil ainda é mais confiável…
beijocas…
October 14th, 2004 at 08:39
Olá Mary, é realmente muito curiosa essa coisa da Apoteket… eu me lembro que queria um remédio para dor de cabeça, e estou acostumada a usar os de gotinhas… na Apoteket, depois de explicar o que eu queria a apotecária me disse que em gotinhas eles não vendiam, mas me deu um remédio que dissolvia na boca… achei muito bom, mas nem era uma “senhora” dor de cabeça. Quem não aprovou foi o Björn, para uma dor de cabeça que ele teve dias depois, o rémedio não deu nem pro começo…
Mas achei tudo isso muito curioso!!!
beijinhos e tudo de bom!!!
October 14th, 2004 at 07:42
Aqui eu tenho que pegar a receita do médico (que tem uma guia para ficar na farmácia) também. Se quiser pagar mais barato, levo a receita e pago o preço de paciente. Bem interessante. Pago beeeem mais barato do que se não tivesse receita. E nem pense que o Sr Dr vai receitar o remédio que a gente quiser não…
October 14th, 2004 at 05:14
Mais difícil seria descobrir que farmácia se chama apoteket. Destesto remédios, mas quando tenho dores de cabeça, só novalgina resolve. O curioso é que na Itália as farmácias são privadas, mas a comercialização de tabaco é monopólio de estado.
Ciao.
October 13th, 2004 at 19:36
Maryzinha eu não tomo remédio pra nada, só se for receitado pelo médico. Morro de dor de cabeça, passo mal de gripe mas não tomo remédio e nem fico passando com chazinho e essas coisas (detesto essas pajelanças hohoho). Eu procuro me alimentar bem e repousar, só.
Pra não mentir, eu tomo remédio contra cólicas senão não levanto da cama. Literalmente.
Esse simpático senhor aí do lado é autor de um livro que vc já comentou aqui, certo?? Estou sempre de olho em sua lista de livros. A maioria não posso ler pq está em sueco ou em inglês, mas vou anotando né?? rsss
beijões
October 13th, 2004 at 18:30
Karenin, eu nunca tive problemas mais sérios, de forma que não precisei ser assim tão preparada e ter de enfrentar as descrencas dos médios de primeiro mundo. Mas imagino que se acontecesse alguma coisa nesse estilo comigo (toc toc toc) eu agiria da mesma forma que você: com meus remédinhos em casa que eu sei o que é melhor pra mim. Beijoca.
Ah, Suyaen, eu não sei porque é diferente, mas eu pago 250. Tanto aqui em Umeå quanto em Boden. :c/
É sim desesperador, carola. Torço para que nunca precise de algo forte numa crise porque aqui simplesmente não existe, a não ser que você espere quinhentos anos pela consulta e pelo julgamento do médico… :c/
Que loucura, déia. Não quero nem pensar que os médicos suecos sejam ruins…
Sim, Wagner, o meio termo é sempre melhor.
Sim, marie, tem remédio pra dor de cabeca e resfriado no balcão da apoteket sim, mas tudo fraquinho, bem levinho. O equivalente ao Dorflex, cujo nome eu me esqueco agora, que é um remédio inofensivo, um relaxante muscular, é todo proibido. Um saco!
Pois é, Marcia K, não tinha pensado nisso, mas é uma comparacão bem boa. Hohohoho-
October 13th, 2004 at 16:35
Bom, quando lí seu post eu achei a idéia genial do controle de remédios por aí, acho que desse modo não haveria problemas com consumo até abusivo de medicamentos como o Viox, por exemplo que acabou de ter sua venda suspensa aqui no Brasil, por causar problemas cardíacos. Mas depois ler todos esses comentários, comecei achar meio exagerado também o sistema da europa em controlar medicamentos. Pra mim, visto daqui parece ser meio absurdo mesmo não encontrar um dorflex nas prateleiras e em contra partida comprar “canabis” em qualquer cantinho da Holanda….
Beijos
October 13th, 2004 at 15:53
i mean, nao tem como comprar remedinho do tipo “passe no balcao e encha a mao”?? hm. chato. eu que nao gosto de medico, ter que ir a umposto toda vez que tivesse uma dor de barriga seria meio estressante. beijo!
October 13th, 2004 at 15:13
Extremos opostos. Ainda acho que um “meio termo” seria o ideal para a questão - mas posso estar enganado.
October 13th, 2004 at 14:52
Karenin, entendi bem sua insegurança com os médicos aqui na Europa, ano passado comecei a ter dores abdominais que me enlouqueciam, fui para emergência 4 semanas seguidas, me viravam do averso fazendo exames desnecessários, e eu sempre pedindo que checassem minha vesícula e pâncreas, na 5ª vez, fiquei internada e após 6 médicos resolveram me ouvir e eu tinha uma pancreatite e a vesícula prestes a estourar de tão inflamada, queriam me operar e então voei para o Brasil pois fiquei com medo depois de ouvir tanta bobagem dos médicos, uma médica olhou para mim e vociferou “ela é brasileira, isto é febre amarela ou hepatite”, olhei para ela e mandei que não falasse besteira e já tive outras experiências com médicos daqui que deixaram meu marido cego de um olho e só com 25% da visão no outro olho por pura incompetência, ele só salvou esse pouco de visão com um médico no Brasil. Morro de medo de adoecer aqui, tenho uma farmácia em casa que trouxe do Brasil, vivo lendo tudo sobre doenças e resando. Apesar de achar muito bom o controle de venda de remédios na Suécia, mas vejo que eles são bem incoerentes pois liberam a venda de um poderoso anti-inflamatório como o ibuprofen, que por sinal é o melhor para dores na costa…. abraços…
October 13th, 2004 at 12:13
como a karenin jah disse na europa eh assim tambem. alias, michel smepre ficou impressionadissimo com a quantidade de farmacias e a facilidade com que compramos qualquer tipo de medicamente no brasil. temos que concordar com os europeus, este negocio eh perigoso para caramba! digo isto e confesso ao mesmo tempo que quando precisei de algo mais que um paracetamol na hungria (fiquei “travada” das costas) foi um parto para conseguir e quase coloquei fogo no sistema…
beijo grande,
October 13th, 2004 at 12:04
Maria eu só pago 100 coroas pela consulta médica, estranho isso!
October 13th, 2004 at 11:54
oi queridoca, na França, Suíça e Holanda também é assim, mas existem ainda os remédios de prateleira, ou seja, as aspirinas, os parasetamóis, e afins. eu concordo com vc que o controle de medicamentos é necessário, mas devo confessar que isso já me irritou deveras. eu tenho histórico de problemas renais e urológicos, já tive mais de 200 cistites (sem brincadeira) e 7 pielo-nefrites. Sem querer me gabar, esse histórico me fez sim muito ciente do que para mim funciona e em função das checagens constantes que devo fazer, sei ler meus exames de laboratório e estou sempre antenada nas novidades. Quando no Brasil, muitas vezes meu médico, já sabendo do meu histórico e da “ausência” de problema morfológico ou de funcionamento (eu fiz TOOOOODOS os exames, me viraram do avesso, não há nada errado comigo, não se sabe a causa da minha predisposição a contrair essas infecções) me deu o OK para que eu mesma comprasse meus medicamentos no evento de uma crise, às vezes eu telefonava somente pra checar. Bem, e aqui eu tive pouquíssimas crises, mas vou te dizer, quando a cistite ataca vc só quer um analgésico que dê conta do recado, porque é um desconforto angustiante. Bem, além do médico não conhecer meu histórico e muitas vezes achar que o brasil é uma república das bananas em que os médicos são pajés, (7 pielo-nefrites? hum… tem certeza?) muito menos me dão ouvidos para o que sei ser melhor para mim. Ãnfã, agora faço como vc, tenho meus antibióticos e analgésicos a postos em casa em caso de emergência. Se o negócio desenvolver para uma nefrite, eu vôo pro Brasil. É essa a insegurança que eu sinto aqui. Pode? (desculpas pelo comentário testamento) Beijoca,