Perseverança
Li esse post no blog da Rosana Hermann, de quem já gostava na TV e passei a adorar depois que conheci o Querido Leitor. O texto abaixo é meio velho (mais ou menos um mês), mas sempre volto a ele quando penso em desistir. Isso acontece quando leio e estudo sueco que nem uma obcecada e nas ocasiões em que vou dizer alguma coisa mais complicada as palavras somem, quando olho pela janela e nem as cores lindas do outono me fazem esquecer que o invernão está ali na esquina, ou quando meu coração aperta de saudades. O texto da Rosana é bacana porque é uma ode à perseverança. Quando você estiver quase desistindo, pense na manteiga! :c)
Manteiga
(…)
O dia está sendo de muita lucidez. Não sei o que é. Mas vou mudar os rumos da minha vida a partir de hoje.
Tenho visto, ouvido, aprendido, absorvido e está acontecendo um processo, do jeito que eu mesma sempre descrevo: o processo da manteiga.
Quem já bateu manteiga sabe como é.
Você se vê ali, batendo um monte de leite. Parece impossível que aquilo vire manteiga, mas você está ali pra isso e vai batendo.
No meio do processo, o braço começa a ficar cansado. Você não acredita que aquilo vá virar manteiga e ainda por cima, começa a sentir um grande incômodo.
Aí vem o processo de questionamento. Por que você vai ficar ali, como uma idiota, de braço dolorido, batendo aquele monte de leite com cara de que não virar coisa nenhuma?
Não tem nenhum sinal de manteiga, continua tudo líquido e branco. A única coisa concreta é o cansaço no braço e a descrença.
E aí, na reta da desistência, você se irrita e, com raiva, bate mais e mais e mais.
Aquele leite branco e líquido.
E não se sabe como, ou porquê, numa meia volta da batida, subitamente…
plaft!
TUDO VIRA MANTEIGA.
MANTEIGA.
De uma vez.
E aí, você esquece o cansaço e a descrença, diante daquele milagre.Alguma coisa está acontecendo hoje, com essa aproximação de marte.
Pode trazer o pãozinho fresco.
A manteiga, está pronta.
