September 18, 2011

Counting my blessings

E eu achei que ontem seria o último dia. Hoje também está lindo. E eu vou levar meu filho pra aula de natação. Inté.

Filed under: De bem com a vida,Eu ♥ a Suécia,Max e a maternidade — Maria Fabriani @ 11:02

September 17, 2011

Despedida

Dia lindo. A foto acima é do meu jardim às 18 hs, mais ou menos. Início do final do outono (hoje de madrugada deve ter “frost”, ou seja a temperatura deve cair abaixo de zero onde eu moro). Me dei conta disso e pensei: é um tipo de despedida, como se deixasse de respirar, fechasse a boca e o nariz debaixo d’água, até a chegada da primavera, lá pra março, abril, quando o fôlego volta.

(Tudo isso veio em sueco, enquanto fazia panquecas pro meu filho, como todos os sábados:
sista höst dag, sol
perfekt ljus
känns som ett avsked
jag andas djupt
och håller andan
tills mars någongång)

Filed under: De bem com a vida,Elucubrações,Eu ♥ a Suécia,Vidinha — Maria Fabriani @ 20:20

September 3, 2011

O pulso ainda pulsa

Fomos ao Rio no verão daqui (inverno de lá). Max conheceu a cidade em que a mãe nasceu e viveu durante 29 anos, o avô (com quem antes apenas havia falado no Skype) e a praia de ipanema (se jogava, de roupa e tudo, na água, não aguentava esperar e nunca mais queria sair da água, nem mesmo quando os lábios ficavam azuis de frio). Tomou sorvete, bebeu água de côco (e não gostou), brincou na areia e até fez amigos cariocas. Falou português também, quando precisou. Visitamos o jardim botânico três vezes, brincamos e tomamos muito suco de fruta.

Andamos pelas ruas do Rio, os três. Na verdade, essa era uma necessidade minha; de sair andando, vendo as coisas, ouvindo os barulhos (altíssimos), sentindo os cheiros (fortíssimos) das ruas do Rio. Andamos muito, até que descobri que minha família não tinha essa necessidade. Então passamos a andar de ônibus, de metrô e de táxi. Às vezes os motoristas de táxi ou os passageiros dos ônibus comentavam sobre Max, que nunca parava de falar em sueco e comentar o que via. “Que língua ele fala?”, “Quantos anos ele tem?”, “Só três? E já fala uma língua estrangeira?” Hohoho.

Nos sentimos muito seguros no Rio. Nenhum problema. E, no final, o tal do aperto no coração aconteceu, como era de se esperar, mas inesperadamente (?) fiquei feliz em voltar pra “casa”. Aqui também estava tudo bem, mas uma família de porcos-espinho tinha se instalado no jardim e achou muito estranho ter que dividir o espaço com seres tão grandes e barulhentos. Trouxemos pouquíssimas coisas, mais livros em português, pequenas lembrancinhas, uns dois ou três presentinhos. O que mais aconteceu nessa viagem foi reencontrar pessoas amadas. E chega.

Aqui, mudei de emprego. Estou adorando.

No entanto: não me sinto mais livre o suficiente para escrever aqui. Tenho a sensação de que escrevo sobre o que está bem perto de mim, o que necessariamente é influenciado, por exemplo, pelo meu trabalho. E o meu trabalho não pode ser comentado, a não ser em termos gerais, sem detalhes específicos. E eu não sou boa em generalizações - ou, eu não gosto de generalizações. O texto fica fraco, vago, sem interesse. Gosto de detalhe, gosto de casos específicos, gosto de dizer o que penso sobre um determinado assunto. Ainda não sei como resolverei esse dilema (talvez um blog sem assinatura?), mas tenho pena por ter perdido a possibilidade de ser mais aberta sobre o que penso.

E eu completei 40 anos no Rio. Ainda não sinto crise alguma. Acho que ela deve vir quando eu completar 50. E Max completou quatro anos. Os quatro anos mais intensivos da minha vida. Minha impressão é que meu filho sempre esteve comigo. Que ele e eu dividimos tudo não há quatro anos mas há quarenta.

 

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