Não consigo gostar dessa coisa de Twitter. Acho a página complicada, cheia de grafismos incompreensíveis, com textos idem. Tem que ler vários microtextos pra entender qualquer coisa. Isso porque, na minha humble opinion, escrever de forma concisa é arte. Eu ainda prefiro o Montanha, mesmo estando longe da frequência de tempos idos, quando escrevia aqui todos os dias.
Eu sinto saudades, muitas saudades. Queria dizer, por exemplo, que aqui não se fala em copa do mundo. Se quiser assistir tudo, tem que comprar pacote de TV do Canal Plus, carérrimo. Eventualmente a TV daqui mostra alguns jogos, mas não todos, nunca. Só se fala aqui em duas coisas: o casamento da princesa coroada e as eleições do outono.
A copa não passa aqui porque os suecos não se classificaram. O casamento da princesa coroada é o talk of the town, ainda mais porque tem a maior fofocada da paróquia: a irmã linda dela, que ia se casar em dezembro, desmanchou o noivado porque o cara teve casos paralelos com outras mulheres.
O que, aliás, ninguém entendeu, porque a princesa linda é… linda mesmo. Ela sempre faz mais sucesso do que a princesa coroada, que é bonitinha, muito bem-cuidada e muito simpática (minha preferida), mas meio queixuda. Como é que o cara vai achar uma outra mulher estando prestes a casar com uma princesa linda? Não dá pra entender.
Aliás, o rapaz que vai se casar com a princesa coroada estava doentíssimo até pouco tempo. Todo mundo notou o tom amarelado do sorriso e da pele dele quando eles anunciaram o noivado e o casamento. Achamos todos que ele estava afetado, se achando o máximo. Estava mesmo, mas estava também doente. Umas semanas depois ele recebeu a donação de um rim do próprio pai. A imprensa da casa real sueca se apressou a informar que a doença é de nascença porém não prejudica as possibilidades dele de ser pai.
E aí no outono (primavera no Brasil) são as eleições daqui. Atualmente temos um governo/parlamento de direita, mas o bloco socialista está ganhando terreno, ainda mais com o crescimento dos verdes. Eu voto sempre com o meu partido, socialdemocrata, mas tenho medo de que não apenas não ganharemos essa eleicão, como ainda veremos um partido de extrema direita (quer dizer racista) conquistar uma ou duas cadeiras no parlamento.
Isso já aconteceu na Suécia nos anos 90. Depois de permanecer no parlamento por um mandato, o partido não ganhou mais apoio popular na eleição seguinte e sumiu. Esperemos que aconteça a mesma coisa dessa vez.
A palavra em sueco do dia é skvaller, fofoca.