Tudo é passageiro
Tenho que me lembrar regularmente que tudo nessa vida é passageiro. Maximilian é a pessoa mais maravilhosa do mundo mas está passando uma fase - passageira! - que me deixa no bagaço. Ele aprendeu que tem voz e que pode escolher, o que nem sempre é bom (os democratas sem filhos - e que portanto não entendem - que não me leiam ou se calem para sempre).
É um tal de “Nããããããoooo!” prá lá, “não queeeeeeeeeeeero!” pra cá. Morde, bate, descobriu que é mais forte que o batman, pula de um lado pra outro, volta da escola com areia dos pés à cabeça e não quer tomar banho, mas quando eu ainda assim insisto e o coloco na banheira, ele não quer mais sair e grita, grita, gritaaaaaaa!. Uma coisa! Estou no osso! Hugf! Mas, claro, tudo é passageiro, com certeza. É ou não é? É ou não é?
A palavra em sueco do dia é trotsålder, não existe tradução direta pro português, acho. A palavra sueca diz respeito à idade em que a criança pequena (geralmente acontece aos 3 anos de idade) fica obstinada, descobre seu poder e se rebela. Tipo uma adolescência infantil. Um charme.

