April 24, 2010

Tudo é passageiro

Tenho que me lembrar regularmente que tudo nessa vida é passageiro. Maximilian é a pessoa mais maravilhosa do mundo mas está passando uma fase - passageira! - que me deixa no bagaço. Ele aprendeu que tem voz e que pode escolher, o que nem sempre é bom (os democratas sem filhos - e que portanto não entendem - que não me leiam ou se calem para sempre).

É um tal de “Nããããããoooo!” prá lá, “não queeeeeeeeeeeero!” pra cá. Morde, bate, descobriu que é mais forte que o batman, pula de um lado pra outro, volta da escola com areia dos pés à cabeça e não quer tomar banho, mas quando eu ainda assim insisto e o coloco na banheira, ele não quer mais sair e grita, grita, gritaaaaaaa!. Uma coisa! Estou no osso! Hugf! Mas, claro, tudo é passageiro, com certeza. É ou não é? É ou não é?

É ou não é?

A palavra em sueco do dia é trotsålder, não existe tradução direta pro português, acho. A palavra sueca diz respeito à idade em que a criança pequena (geralmente acontece aos 3 anos de idade) fica obstinada, descobre seu poder e se rebela. Tipo uma adolescência infantil. Um charme.

Filed under: De bem com a vida,Max e a maternidade,Vidinha — Maria Fabriani @ 20:34

April 17, 2010

A nuvem que parou o mundo

É bonita ou não é? Vale a pena parar tudo e só olhar… O nome do vulcão islandês é Eyjafjallajökul. Se fala “eiiafialajôkul”, que quer dizer, numa tradução marotíssima, “a ilha das geleiras da montanha”. (O islandês, fiquei sabendo, é uma língua literal, explicativa. Completamente fascinante porque cria palavras próprias pra tudo. Há uma resistência intensa em emprestar palavras de idiomas estrangeiros… o que considero peculiar porém rígido demais pro meu gosto). A foto é de Brynjar Gauti, AP.

A palavra em sueco do dia é, moln, nuvem.

Filed under: De bem com a vida,Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 07:46

April 15, 2010

We all live in a yellow submarine

Pois é, o Rio debaixo d’água, a Islândia em chamas. E todo o espaco aéreo sueco está fechado por conta da enorme nuvem de fumaca que está a caminho daqui. Estava sol hoje quando fui andar, ao meio-dia. Céu aberto, 9 graus positivos. A glória. Agora está tudo nublado.

A família real sueca passou uns dias (semanas?) no Brasil. A imprensa nativa se agitou: oficialmente, o rei e a rainha Silvia querem ajudar na venda dos aviões militares Grippen pro Lula. Mas a fofoca é que Silvia está dando uma “puxadinha” com o Pitangy (ele ainda vive?) pro casamento das filhas esse ano (a princesa coroada, Viktoria, se casa agora em junho e a outra, Madeleine, mais bonita porém mais burra, em dezembro).

A Suécia não se classificou pra copa da África do Sul. Agora vai ser um deus-nos-acuda pra poder ver alguns jogos pela TV por aqui… :(

Meu computador, um senhor de seis anos de idade, estava sofrendo com diabetes, obesidade e demência, todas doencas ocasionadas pelo periogosíssimo Windows. Dei, com a ajuda do meu urso, uma rejuvenicida no velhinho e agora usamos Ubuntu como sistema operacional. Estou me sentindo moderníssima. O lado ruim é que perdi todos os acentos da lingua portuguesa.

No mais, tem eleicões aqui também esse ano. Aqui eu sei como funciona. Já no Brasil… sei que justifiquei nas últimas eleicões porque moro longe de Estocolmo. Agora parece que as regras mudaram. Tem alguém aí no eco do ciberspaco que sabe como a burocracia brasileira funciona? Obrigadinha.

Filed under: Europa & Escandinávia,Notícias do primeiro mundo,Vidinha — Maria Fabriani @ 16:49
 

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