March 22, 2010

Não é por nada não…

…mas o meu irmão passou em vigésimo primeiro lugar no vestibular da UFRJ pra direito. Quantos eram os candidadtos? Ah… só 10.240…

É mole ou qué mais?

Parabéns querido irmão, você é o máximo.

Carlos, estou muito orgulhosa de você, de tudo o que você é. No que diz respeito a você, não precisar conquistar nada, basta ser, existir, que eu já estou gostando. Você sempre foi meu irmãozinho e sempre será. Muito amado. Um beijo! Maria

Num tem pra ninguém!!!!!!!!!!

Filed under: Conquistas,De bem com a vida,Saudade — Maria Fabriani @ 21:10

March 13, 2010

Anna Bergendahl

E acabou de acabar a final do Melodifestivalen, que escolhe uma música sueca pra participar do Eurovion Song Contest (festival de música européia). Ganhou a minha favorita, Anna Bergendahl, 18 anos de idade. Cantou lindamente “This is my life”, abriu os bracos, curtiu o momento, lindo! A voz dela é semelhante à voz da Tracy Chapman (se lembram?) só que muito mais forte, com um vibrato lindo no fundo. Ah, seu eu pudesse cantar assim…

Eu adoro Melodifestivalen. E não estou sozinha. O programa, que é produzido pela maravilhosa TV estatal sueca, é o maior programa do país, com milhões de espectadores. Se levarmos en consideracão que a Suécia inteira tem pouco mais de 9 milhões de habitantes, dá pra ver o peso do show. Essa menina vai agora cantar em Oslo, na Noruega, onde o Eurovision de 2010 vai ser realizado. Os noruegueses ganharam no ano passado com a música contagiante (e bobinha) de um rapaz de origem ucraniana.

Mas, claro, as chances de Anna Bergendahl são poucas. Mais e mais os países Europa querem votar nos vizinhos, nos antigos colonizadores (pasmem) ou em músicas com muitos tambores e ritmos meio que folclóricos. Pra ganhar a música tem mesmo que ser contagiante, muito melhor do que tudo o que se mostra no Eurovision. Tudo é muito kitsch, mas, até por isso mesmo, divertidíssimo.

A palavra em sueco do dia é talang, talento.

Filed under: Cinema e televisão,Europa & Escandinávia,Música — Maria Fabriani @ 22:08

March 7, 2010

Aniversário

E o Montanha-Russa completou mais um aninho de vida no dia 28 de fevereiro. Foi a Maria Alice quem lembrou (Obrigada!) porque até eu tinha esquecido. Oito anos, aos trancos e barrancos, mas ainda assim, oito anos.

A palavra em sueco do dia é åtta, oito.

Filed under: Aniversários — Maria Fabriani @ 17:09

March 5, 2010

Um dia, em casa

Um dia, em casa. Silêncio. Ouco apenas a neve deslizando do teto da casa (um bom sinal); meus passos no chão; a madeira reclamando; o banho; a secadoura de roupas; o relógio da cozinha; o som do micro. Um pouco de rádio.

Que acordei às cinco da manhã com uma dor de cabeca lancinante ninguém diria. Estou ótima. O silêncio me faz bem. Fico espantada como senti falta da solitude de um dia passado em silêncio, sozinha, em casa.

Depois de decidir o que fazer de almoco, desligo o rádio, com o qual tenho uma relacão de amor e ódio. Gosto de música mas não gosto de barulho contínuo. Só quando me encontro em situacões onde não se pode pensar em nada mais elaborado, no carro por exemplo, é que o rádio é indispensável.

Tudo é absoluto prazer. Arrumo pequenas coisas; esquento um pedaco de omelete com brócolis, bebo água com uma rodela de limão espanhol, amarelo. A refeicão tem que levar pelo menos 15 minutos - tempo suficiente pro corpo dizer pro cérebro de que comida foi ingerida e já já é hora de se mandar sinais de satisfacão.

Hoje é sexta-feira. Estive resfriada a semana inteira. Fui trabalhar na terca e na quinta. Fiquei exausta porque estava difícil de respirar. Hoje resolvi ficar em casa para me recuperar de verdade. Liguei pro trabalho; falei com a chefe, que entendeu. E disse pra eu dar uma andada, “porque o dia está lindo”.

De fato, está. Sol, apenas três graus abaixo de zero. Eu pretendo sair, claro, quero andar. Mas… Nada no mundo é melhor do que a felicidade e o luxo de fazer o que você mais quer na hora em que você deseja.

E hoje, nesse momento, o que quero é deixar o silêncio me abracar, me deitar com o livro da Janet Frame e não me sentir tão estranha; aceitar que há quem goste - prefira! - a solitude à outros estados de socializacão. E que isso é OK.

Tomo café na minha xícara azul-cobalto, finlandesa, com uma coruja e um pavão e várias árvores coloridas. Linda. Estou tão feliz que fico assustada… e com vergonha.

A palavra em sueco do dia é tystnad, silêncio.

Filed under: Conquistas,De bem com a vida,Elucubrações — Maria Fabriani @ 12:44
 

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