November 29, 2009

Primeiro advento

Filed under: Europa & Escandinávia,Vidinha — Maria Fabriani @ 12:23

November 27, 2009

A menina sem dedo verde

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Como podem constatar na foto acima, tirada há minutos atrás, voltamos ao outono de verdade. De fato, nesses meus oito anos de Suécia, nunca vi um novembro tão “quente”. Já teve um ano em que só nevou em dezembro, só que não me lembro qual - o que, aliás, é estranho, porque me lembro da minha alegria em poder andar na rua sem levar tombos semanais, mas me esqueço do ano.

Pois é, está tudo verde novamente. Os nativos que entendem das coisas dizem que isso não é bom no que diz respeito às plantas. Agora está na hora de descansar, das plantas irem dormir, cobertas por uma camada de neve, pra só acordarem na primavera, prontinhas pras muitas horas de sol daqui do topo do mundo.

Com esse tempo frio-quente-frio-quente, o que se forma por cima das plantas e no solo é gelo, o que é fatal. Os lapões têm horror desse tempo assim. As renas deles comem vegetação da tundra, que elas cavam com a boca na neve fofinha. Se tiver gelo, muitos são os animais que não conseguem cavar no gelo e simplesmente morrem de fome.

No entanto: o fato de estar verde do lado de fora, não indica que esteja verde do lado de dentro. Aqui em casa, a única planta que sobreviveu aos meus “cuidados” foi um cactus. E como sobreviveu! Um dia resolvi botar vitamina de plantas nele e haja vaso! Parecia um bodybuilder dependente de anabolizantes. Cresceu tanto que matou o outro cactus que dividia o vasinho com ele. Todas as outras plantas, que herdei de familiares, morreram.

O pior é que tenho big shoes to fill. Minha mãe tem não apenas um dedo verde, mas todos os dez. Ela faz sabe o que? Bomsai, meus amigos, bomsai. Sem exageros, não existe uma planta que minha mãe não consiga fazer crescer, feliz e bonita, onde quer que seja.

Se bem que na tundra ela nunca tentou.

A expressão em sueco do dia é gröna fingrar, dedos verdes.

Filed under: De bem com a vida,Europa & Escandinávia,Vidinha — Maria Fabriani @ 12:09

November 10, 2009

Outono 2009

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Não faço nada além de acordar, trabalhar, olhar pro meu filho, olhar pro meu marido, dormir, pensar na família distribuída pelo Rio, no Rio, no calor, nas meias de lã que achei e que são maravilhosas porque não pinicam e na neve, que chegou pra ficar. Leio, mas sem muito prazer, infelizmente. Penso também como estou feliz, que toda essa loucura que eu me fiz passar, realmente valeu muito a pena.

Não sei quando recomeçarei a escrever com mais regularidade. Mas todas as vezes que escrevo aqui, vejo que os textos vêm com um certo distanciamento, não com a energia de antes. Ao mesmo tempo, sempre que escrevo e leio o que acabei de escrever, detecto uma certa melancolia no texto. O engraçado é que não tenho a menor idéia de onde a melancolia vem. Não é consciente.

Max doentinho, febrinha, tossindo. Eu ainda às voltas com minhas neuroses com a tal da gripe suína. Até a semana passada a Suécia não vacinava crianças mais novas do que três anos. Agora, tudo mudou. Crianças de seis meses a 15 anos de idade são consideradas grupo de risco e, por isso, ganharão prioridade. Eu já me vacinei faz algumas semanas, por conta do meu trabalho. Dor no braço, nada demais.

A foto é do meu jardim no domingo passado, às 10 da manhã. E, sim, ainda estamos no outono. Pelo menos oficialmente.

A palavra em sueco do dia é vacker, bonito(a).

Filed under: Elucubrações,Eu ♥ a Suécia,Max e a maternidade,Vidinha — Maria Fabriani @ 20:01
 

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