May 31, 2008

Night out

E ontem foi a primeira vez que saí de casa sozinha pra me divertir com amigos desde agosto do ano passado. Depois do futebol (perdemos de sete a dois, já dei todas as cambalhotas necessárias) fui jantar fora com o pessoal do trabalho. Foi tão bacana! O restaurante imita o convés de um navio e fica às margens de um rio que corta Boden ao meio. O dia estava quente, 20 graus, ensolarado, perfeito. Não posso nem começar a descrever minha alegria em ter camaradas de trabalho novamente. Dos chopes no Jobi a um suco de laranja no M/S Bränna em Boden passaram sete anos no mínimo interessantes.

E hoje o dia promete. :)

A palavra em sueco do dia é värme, calor.

Filed under: Conquistas,De bem com a vida,Eu ♥ a Suécia,Trabalho — Maria Fabriani @ 07:50

May 30, 2008

Os índios intocados e eu

Fiquei impressionadíssima quando dei de cara com as imagens que reproduzo aqui. A matéria está aqui, em inglês. As fotos foram tiradas por empregados da Funai e mostram uma tribo intocada pela sociedade moderna e que vive na Amazônia, na fronteira de Brasil e Peru.

Acho que fiquei tão impressionada por várias razões: o fato da tribo ser intocada; a beleza pura das imagens (a floresta é po-de-ro-sa, reparem bem na foto aí de cima!); pelo fato de não ter visto registro do ocorrido na imprensa carioca. Saiu no Globo? Alguém viu?

Estou boba. Essa tribo pura e intocada. Tomara que os caras da Funai sejam éticos e não divulguem a localização pra ninguém. Deixa os caras lá, levando a vida deles, caçando, comendo, dormindo, tomando banho de rio, tendo filhos, andando na selva e fazendo arcos e flexas.

E hoje vou jogar futebol. Pois é. É mais um lance do trabalho, coisa de entrosar o grupo e tals. Como aquele curso de dansa. Agora veja você: um bando de senhoras, todas com netos, só eu tenho filho pequeno e uma outra que é mais nova que eu, correndo (!) pra cima e pra baixo num campo de futebol. Alguém adivinha o placar? Se sair do zero a zero eu dou uma cambalhota.

Já contei que Max é um gênio? Não? Ah, pois é. Ele é. Outro dia fui ao banheiro e ele me fez companhia, sentadinho no andador. Ficou lá, espiando o que a mamãe estava fazendo. Aí, terminei meu business, lavei as mãos e fechei a porta (agora ele está engatinhando tudo, abrindo e fechando portas e tenho medo dele prender os dedinhos).

Disse: “Max, vem brincar com a mamãe na sala!” E ele fez que nem era com ele. Aí levantou (ele fica em pé no andador o tempo todo, um gênio da raça!) e bateu com a mãozinha na porta fechada do banheiro, como se quisesse entrar. “Não, Max”, eu disse, “vamos brincar na sala, agora”. Fui lá pegá-lo e quando o levantei, ele tinha feito cocô.

Já estamos economizando grana pra Harvard ou Julliard. A escolha é dele, lógico.

A palavra em sueco do dia é indianer, índios.

Filed under: Max e a maternidade,Trabalho,Variedades — Maria Fabriani @ 05:10

May 15, 2008

Ah…

…a página em branco.

Consolo de uma balzaca avançada: com o passar dos anos pode-se constatar verdades de várias formas, cínica, bem-humorada, melancólica etc. Então lá vai: fui ver TV hoje de manhã e qual foi a notícia de maior destaque? O fato de fazendeiros nativos, criadores de gado leiteiro, soltarem suas vaquinhas no pasto depois que os animais passaram os muitos meses de inverno confinados indoors. As vaquinhas pulam, dão coices, ficam como loucas. Pode-ser ver a notícia com diferentes olhos e classificá-la como provinciana, matuta ou simplemente bucólica.

Atendendo a pedidos: Max já está “falando”; grita que é uma beleza; fala “mama” o tempo todo e “papa” também; engatinha; adora tomar banho; come comidinha e frutinha mas gosta mesmo é de mastigar papel; acorda cedo demais e, quando a mamãe está em casa com ele, se nega a dormir durante o dia; tem fascinação por fios de todos os tipos e qualidades; fica felicíssimo quando sentado no andador; explora a casa toda e solta gritinhos de alegria; está com seis dentes e crescendo horrores. Última vez que fomos ao controle, há um mês, estava com 73 centímetros e 9.850 gramas.

Absolutamente nada que leio no jornal me agrada atualmente. Visito o Globo e fico de boca aberta com o caso do pai e da madrasta que mataram a Isabella. Aqui foram dois os casos recentes de crianças mortas: um serial killer seqüestrou e matou uma menina chamada Engla, mais ou menos dez anos, cem metros da casa dela, e duas crianças, dois e quatro anos de idade, foram mortas a marteladas por uma conhecida do marido da mãe, nativa da Alemanha. A mãe das crianças, que também foi atacada, se salvou. A razão, ao que tudo indica, é ciúmes. E loucura, naturalmente.

E por falar em leitura, estou relendo “Anna Karenina”. A escolha foi feita conscientemente, pra fazer contraponto ao último livro que li, “Nu vill jag sjunga dig milda sånger”, de Linda Olsson, que foi uma porcaria. Mas só tenho a mim mesma para culpar. Li a resenha e achei bacana, conferi o livro na livraria antes de comprar online e vi que tinha blurbs ótimos, cheios de adjetivos positivos. Gostei do título (“Agora quero cantar-lhe músicas amenas”) e da capa. Mas que frustração! Aquela coisa dos dentes dos cavalos é a mais pura verdade.

Uma das coisas que ando pensando atualmente é como se faz para nos sentirmos “em casa” em algum lugar. Vi uma entrevista na TV do escritor Michael Chabon, cujo mais recente livro, “The Yiddish Policemen’s Union”, é uma ficção que se passa numa cidadezinha do Alasca, onde os judeus se estabeleceram depois da segunda grande guerra. Chabon queria imaginar o mundo sem o estado de Israel e como seria ser judeu e ter de fazer de um lugar qualquer a sua casa. Estou meio que fascinada com isso.

Filed under: Livros,Max e a maternidade,Vidinha — Maria Fabriani @ 08:26

May 14, 2008

Nove meses!



IMG_1010, originally uploaded by Montanha-Russa.

Filed under: Aniversários,Conquistas,De bem com a vida,Max e a maternidade — Maria Fabriani @ 15:21



Nove meses!, originally uploaded by Montanha-Russa.

Filed under: Aniversários,Conquistas,De bem com a vida,Max e a maternidade — Maria Fabriani @ 15:16



Nove meses!, originally uploaded by Montanha-Russa.

As palavras em sueco do dia são nio månader, nove meses.

Filed under: Aniversários,Conquistas,De bem com a vida,Max e a maternidade — Maria Fabriani @ 15:14

May 13, 2008

Nuvem

Franzo o cenho e me jogo.
Sonhei que conversava com uma pessoa e que estávamos na Índia, acho. E eu dizia: “É importantíssimo que as mulheres possam sair de casa para trabalhar, é importantíssimo”. Álibi até debaixo dágua, cara pálida. No trabalho, no final do dia, tiro dez minutos para ler os jornais, para unwind, você sabe. Aí clico no globo e me sinto na twiligt zone. É divertido e assustador: me lembro da minha vida antes de tudo e de repente vejo e considero: “Que viagem!” Aliás, dia nove completei sete anos de Suécia. Eu tinha me esquecido de comemorar. Logo agora que eu finalmente tenho razões – muitas, muitas – para fazê-lo. Max agora quer ajudar a mamãe a limpar todos os pontinhos escuros do rosto dela, também conhecidos como sardas. O resultado são diversos arranhões mais ou menos doloridos. O problema é que ainda nao descobri um jeito de manter as unhas de um baby em cheque. Virge Maria. Sinto saudade dos meus pais. E a Doris Lessing disse que foi um bloody disaster receber o Nobel, que ela não tem mais tempo pra escrever, somente dar entrevistas e tirar fotos. O problema é que ela diz que perdeu a sparkle, aquela coisa que a fazia escrever. Se for verdade mesmo, é trágico. Queria poder comentar que ela pode se consolar com suas muitas libras no banco, mas não quero ser cínica, ainda mais em se tratando de DL. Ciclone em Burma, terremoto na China, guerra civil no Líbano, fome no mundo inteiro. I must - must, must! - count my blessings.

A palavra em sueco do dia é moln, nuvem.

Filed under: Elucubrações,Variedades,Vidinha — Maria Fabriani @ 07:33
 

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