December 29, 2007

A palavra em sueco do dia é vallmo, papoula.

Filed under: De bem com a vida,Pra frente é que se anda,Vidinha — Maria Fabriani @ 07:58

December 27, 2007

Cabelo

izem que é normal perder cabelo depois da gravidez. O problema é saber o que é “normal” e o que é “anormal”. Cai tanto cabelo da minha cabeça, mas tanto, que já ando apreensiva. Ontem fizemos uma limpeza na casa e foi aquela coisa, cabelos pelos quatro cantos do apartamento, devidamente enrolados em tufos de poeira. Meu urso está alarmadíssimo e quer que eu comece a tomar vitamina. Hohoho.

A palavra em sueco do dia é hår, cabelo.

Filed under: Vidinha — Maria Fabriani @ 07:06

December 26, 2007

The other way around

ete e meia da manhã. Max gemendo, querendo acordar. Mas ele geralmente dorme até às oito. Se acorda antes fica exausto e chato. Aí eu vou lá no quarto dele, no escuro, e seguro a mãozinha dele. E ele dorme. Cospe a chupeta que não gosta muito mesmo, se vira, acha uma posição confortável e dorme. Só não solta do meu dedão. E eu fico lá, no escuro, ouvindo meu filho respirar. Tudo bem, sem estresse, não tenho absolutamente nada melhor pra fazer hoje. E há quem diga que estou mimando Max. A essas pessoas, um riso: hahaha! Vocês não sabem de nada! É ele que está me mimando. Imagina quando ele não precisar mais do meu dedão? Como é que vai ser?

A palavra em sueco do dia é bortskämd, mimado.

Filed under: De bem com a vida,Elucubrações,Max e a maternidade,Vidinha — Maria Fabriani @ 08:05

December 25, 2007

Pára o tempo

o meio do dia 24, loucura total. Falei com o Rio, chorei mas ninguém notou. As três sobrinhas pré-adolescentes, todas mais altas do que eu, num alvoroço só, se vestindo para ser papai noel para Max. Enquanto isso, nos recolhemos para que meu filho possa tirar sua soneca da tarde. Nos deitamos na cama da cunhada; eu abraço meu Max, que vira o rostinho pra mim e dorme, respirando o meu ar, e eu o dele. E tudo está perfeito.

A palavra em sueco do dia é perfekt, perfeito.

Filed under: De bem com a vida,Max e a maternidade,Vidinha — Maria Fabriani @ 07:00

December 24, 2007

Filed under: De bem com a vida — Maria Fabriani @ 06:06

December 23, 2007

Último advento

uito feliz. MUITO FELIZ. Estou aqui em casa, de folga do meu interessante e estimulante trabalho. Max está na sala brincando com o pai; a casa de cabeça pro ar, mas quem se importa? Hoje vou empacotar os presentes todos (os que serão dados amanhã e os que viajarão pra dois estados no Brasil e pra dois países europeus, pra amigas especiais). Acabei de colocar o primeiro pudim de leite no forno pra assar. Levarei dois pudins pro natal de amanhã. Encomeda da minha cunhada. Estou tão feliz. TÃO FELIZ. Não dá nem pra explicar. Amanhã eu volto pra desejar feliz natal. :)

A palavra em sueco do dia é befrielse, liberação.

Filed under: De bem com a vida,Max e a maternidade,Trabalho,Vidinha — Maria Fabriani @ 10:23

December 22, 2007

Acabou


ais um post-tradição. Mas esse é importante: ontem foi o dia mais curto do ano, o chamado solstício de inverno, e hoje já estamos ganhando minutinhos de luz diariamente. A foto acima, copiada do meu jornal, é de Lovikka, uma cidadezinha localizada acima do Círculo Polar Ártico, quer dizer, pertinho aqui de mim.

E finalmente estou de folga depois de uma semana intensíssima. Vou trabalhar na próxima quinta e na sexta, mas agora estou de folga. Não me desgrudo de Max. E ontem, no trabalho, foi engraçado. Todas as sextas temos uma reunião às dez pra que possamos relaxar e, quem quiser, falar sobre algo difícil que tenha acontecido durante a semana.

Uma vez que lida-se com gente com problemas durante nossos longos dias de trabalho, há sempre o que se dizer. Mas, antes, faz-se um relaxamento. E aí o que acontece? Eu quase durmo. Tudo bem que não cheguei a roncar (eu acho), mas tive, uhm, uma certa dificuldade em abrir os olhos quando o exercício acabou. Olha o mico! Hohoho.

Amanhã eu volto pro último advento.

A palavra em sueco do dia é generad, envergonhada.

Filed under: De bem com a vida,Europa & Escandinávia,Jornal,Trabalho — Maria Fabriani @ 05:53

December 20, 2007

Primeira semana de trabalho

rimeira semana de trabalho. Não posso contar nada de muito específico já que tenho que respeitar leis rigorosíssimas de sigilo em quase tudo o que faço. Ainda estou aprendendo o sistema usado no departamento e volta e meia vou chatear uma colega com perguntas mais ou menos imbecis. É a vida. Todo mundo tem que começar um dia, né?

Licença paternidade. Aqui em casa tudo em paz. Meu urso tirou folga até as festas do final de ano para ficar com Max e, a partir de janeiro, ele entra em licença paternidade. (Abençoada seja a política socialista sueca!) Começo a trabalhar às 7:45 da manhã e termino às 17hs. Chego em casa faminta — não de comida, mas de contato com my boys.

Malandragem. A hora do início de trabalho é essa porque estamos no inverno. Durante o período mais frio do ano chaga-se 15 minutos mais cedo aqui. Com isso vai-se juntando tempo para que de maio a setembro possa-se sair do trabalho uma hora mais cedo. Pena que essa malandragem não vale pra mim, já que meu contrato termina em março.

Abstinência. Noite dessas teve apagão em Boden. Dia seguinte caos no departamento. Alguns computadores não funcionavam, ou se funcionavam não o faziam direito. Mulherada em desespero. Todo mundo foi tomar café. Só que naquela noite a água tinha sido fechada e, horror dos horrores, não havia café. Revolta, nervoso, irritação. Salve salve santa cafeína!

Meu filho. Morro de saudades de Max. O dia inteiro. Tenho seis fotos dele na minha sala, em volta do meu computador. Ligo pro meu urso pelo menos duas vezes por dia pra saber como estão as coisas e todas as vezes fico com o coração apertado. Fazer o quê? Aceitar e lidar com o sentimento, nada mais. Isso porque sou uma daquelas mulheres that happen to want it all.

A palavra em sueco do dia é allt, tudo.

Filed under: Conquistas,De bem com a vida,Eu ♥ a Suécia,Trabalho — Maria Fabriani @ 05:57

December 16, 2007

Quiche e advento

ão sou o que se pode chamar de cozinheira de mão-cheia, uma vez que cozinhar é dominar a arte da química e da matemática, o que pra mim é uma impossibilidade. Mas às vezes eu dou uma dentro. Dia desses estava lendo uma revistinha que um supermercado manda todo mês (é, aquele da carne vencida do post abaixo. É lá que faço minhas compras) e descobri uma quiche que me parecia relativamente fácil de fazer. Bastava determinar se seria fácil pra mim.

A receita foi dada por uma jornalista e escritora tcheca-sueca chamada Katerina Janouch (foto ao lado; blog, blog, blog). O interessante dessa moça é que além de ser inteligente e bonita, ela tem cinco filhos. Pois é, cinco. Fui lá num dos blogs dela é encontrei essas estatísticas interessantes:

“Fiquei grávida por 50 meses, engordei mais ou menos 30 quilos por gravidez (150 quilos ao todo), dei de mamar por sete anos, troquei fraldas por nove anos, deixei e busquei na creche por 16 anos, limpei vômito por mais ou menos 6-7 anos. Meus cinco partos levaram 18 horas para serem concluídos. O resultado são cinco filhos, 5, 8, 10, 12 e 18 anos de idade. Sou casada há 13 anos.”

Além disso, ela mantém três blogs, é sócia de uma loja e já escreveu um monte de livros, fora suas crônicas e colunas de respostas a cartas em jornais variados. Então, raciocinei, se essa mulher-maravilha consegue fazer essa quiche com essa vida, eu, com meu anjo de filho, conseguirei também, certo? Certíssimo. Tentei e ficou tão bom, mas tão bom, que vale a pena divulgar a receita. Anota aí:

Quiche de queijo

Para a massa:
150 g de manteiga fria
3 dl farinha de trigo
1/2 dl água

Recheio:
300 g de queijo ralado de ótima qualidade
3 ovos
1 dl leite
sal e pimenta

Modo de fazer:
1. Esquente o forno a 200°C. Misture a manteiga, a farinha e a água até alcançar uma massa firme porém úmida. Abra a massa numa fôrma para quiche, mais ou menos 24 cm de diâmetro.
2. Coloque o queijo ralado (que não é parmesão, repare bem, mas aquele queijo que se coloca em pizzas, compreende?) por sobre a massa. Bata os ovos, o leite, 1/2 colher de chá de sal e uma pitada de pimenta a gosto. Despeje por cima do queijo ralado.
3. Coloque o quiche no forno por cerca de 30 minutos (dependendo do seu forno) ou até que os cantos da torta estejam moreninhos. Sirva com uma salada verde.

A quiche pode ser servida fria e até feita com antecedência. (Receita original, em sueco, aqui.) Gostei tanto dessa receita que saí experimentando. Já fiz uma versão magra, com tomates e ingredientes light, e até uma versão doce, com maçã em cubinhos, açúcar e canela. Tudo ficou ótimo. Recomendo.

E hoje já é o terceiro advento. Agora só falta mais um pra essa xaropada de natal acabar. Ufa!

A palavra em sueco do dia é paj, torta salgada.

Filed under: De bem com a vida,Receitas,Vidinha — Maria Fabriani @ 08:40

December 15, 2007

Alegria, alegria

stou totalmente incapacitada de escrever qualquer coisa que faça sentido. A razão é simples: estou tão feliz, mas tão feliz, que as palavras somem. Não há como descrever contentamento porque, pra mim, todas as palavras que me ocorrem não fazem justiça à abrangência do sentimento de redenção que estou sentindo. Fico com um sorriso bobo nos lábios, me vejo levemente contrariada pela impossibilidade de descrever o que sinto (precisa-se de talento para tal), mas acabo aceitando a situação. E aí volto à sensação rósea de alegria, alegria.

A razão?

Eu consegui um emprego. Temporário, é verdade, mas ainda assim. Eu consegui um emprego. E, melhor, na minha área, serviço social. Estou nas nuvens.

Parece mentira. Mas não é. É a mais pura — e doce — verdade.

A palavra em sueco do dia é arbete, trabalho.

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