February 28, 2007

Aniversário


Cinco anos de Montanha-Russa. Viva!

Filed under: Aniversários — Maria Fabriani @ 08:55

February 26, 2007

Help!

Acordada, me angustio por ainda não ter me decidido sobre que assunto tratar na minha monografia. Dormindo, sonho que estou correndo, apressada, em corredores de uma feira de tecnologia, mas não encontro o que quero (que imagino ser a saída). Aí acordo de novo e vou verificar o que marquei pra fazer hoje no meu calendário. Resolvo dar uma folheada e fico com falta de ar, porque não dá pra ficar tranquila quando uma palestra entitulada “Feyerabend e o anarquismo epistemológico” está marcada pra semana que vem. E pior: vai cair na prova.

A palavra em sueco do dia é tentamen, a prova.

Filed under: Universidade,Vidinha — Maria Fabriani @ 16:39

February 23, 2007

Sonhos, universidade e o segredo sueco

Ontem foi um dia peculiar. Não, nada de estranho aconteceu, mas fiquei sabendo que três pessoas que não se conhecem sonharam comigo. E o melhor: os sonhos foram todos positivos. Quer dizer, uma das pessoas, J., minha amiga da faculdade, me contou que havia sonhado que eu tinha ficado magra, loira e burra. Bom, sonho apenas 33% positivo, então. Os outros dois sonhos foram tão maravilhosos que eu prefiro guardar só pra mim mesma. Oh, iéss, até mesmo blogueira das antigas tem necessidade de privacidade… Quem diria.

Na faculdade as coisas estão chatíssimas. O curso maravilhoso de multiculturalismo acabou e agora entramos no último curso (antes de escrever a monografia). O curso chama-se mais ou menos Teoria Científica e é um saco. Eu sei que é importante e tals, mas ainda assim. Nem tudo o que é importante é legal, certo? Impostos são importantes, mas o que sobra do contra-cheque não é legal. Vacinas são importantes, mas injeção não é legal. A chatice aumenta ainda mais quando dou uma olhada no termômetro de manhã e vejo que dia após dia a temperatura não sai dos 20, 15 graus ne-ga-ti-vos. Olha, não é mole não. (Por outro lado, isso não quer dizer que sinta falta do verão carioca. Nunquinha da silva sauro eu gostei de ir trabalhar com sol de 40 graus batendo na moleira.)

Alguns de vocês lembram quando escrevi aqui sobre uma mancha na história recente sueca, o caso da esterilização em massa de mulheres consideradas não-desejáveis, que durou de 1935 até 1975. Pois é, essa história virou um filme que está sendo lançado hoje. O nome em sueco é “Den nya människan”, que pode ser traduzido como “A nova pessoa” ou algo semelhante. Cerca de 30 mil mulheres (e alguns homens) foram levados a sanatórios e lá submetidos à operação. As idéias de higiene da raça ainda tinham forte aceitação na sociedade sueca depois da guerra. Não por ideais nazistas, mas pela busca de uma nova sociedade, mas “limpa”, superior — um ideal defendido pela maioria social-democrata que queria fazer da Suécia, até então um país atrasadíssimo e paupérrimo, uma superpotência.

Eu volto a escrever no dia 28. Ganha um doce quem acertar o por quê. :)

A palavra em sueco do dia é drömmar, sonhos.

Filed under: De bem com a vida,Europa & Escandinávia,Universidade — Maria Fabriani @ 09:14

February 9, 2007

Uma rapidinha

Finalmente um respiro. Acabei de colocar o ponto final no meu trabalho que conclui o primeiro curso desse semestre, sobre trabalho social numa sociedade multicultural. E o melhor é que estou muito satisfeita com o resultado. O trabalho é uma análise do caso do encontro de uma menina com o pai que acaba de chegar à Suécia depois de anos numa prisão iraquiana. O que pode ser feito para ajudar a família? Havia a necessidade de combinar minha análise com a leitura de seis livros, que deveriam ser citados. Isso tudo apartir de uma entrevista que meu grupo fez com uma atriz, que interpretou o papel da menina. Foi difícil, mas interessantíssimo.

No mais, minha vida anda meio sem graça (intelectualmente falando). Não li coisa alguma nas últimas semanas a não ser os livros do curso, tudo o que sai no meu jornal me parece insípido e não vou ao cinema desde o verão, no Brasil. A única coisa que me salva é, como sempre, Marisa Monte, cujo CD de samba não sai da minha vitrola. Ela canta a lindíssima “Cantinho escondido” e eu, mais que depressa, acompanho: “Coração não tem barreira, não/Desce ladeira, perde freio devagar/Eu quero ver a cachoeira desabar/Montanha, roleta russa, felicidade/Posso me perder pela cidade/Fazer circo pegar fogo de verdade/Mas tenho meu canto cativo pra voltar.”

Mas, se vocês querem mesmo saber a verdade, estou é flutuando em felicidade.

Mais uma coisa: queria agradecer a todos pelos comentários enviados para o post abaixo, do professor paulista genial. Obrigada especialmente à Nissia, que nunca havia comentado no Montanha e abriu os trabalhos muitíssimo bem. Ah, esqueci de contar: meu urso me deu um tocador de MP3 de presente de Valentines (que é semana que vem aqui), pra eu não morrer de tédio nas minhas longas viagens de ônibus entre Boden e Umeå (quatro horas). O bichinho é do tamanho de uma caixinha de fósforos e, acreditem, cor-de-rosa (ele me explicou que infelizmente a loja não tinha roxo no estoque). Uia! Agora o problema é que eu não consigo escutar certas músicas sem cantar junto. O mico é certo porém inevitável. E vamo que vamo.

A palavra em sueco do dia é lycka, alegria, felicidade.

Filed under: De bem com a vida,Música,Vidinha — Maria Fabriani @ 10:06
 

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