October 27, 2006

Tempestade

Foto de Linda Wikström, Norrbottens KurirenNossa, que ventania. Ventou e nevou intensamente o dia inteiro e ainda não parou. Passei o dia olhando pela janela (quando tinha tempo) e com medo de sair de onde estava. No final do dia combinei com meu urso que iria buscá-lo no trabalho, porque o carro estava comigo. Além disso, precisávamos fazer compras porque a geladeira estava praticamente vazia.

Raspei o pára-brisa, entrei e liguei o motor. Botei a ventilação no máximo e lá fui eu. Assim que me vi na rua, depois de ter saído do estacionamento, as janelas começaram a embaçar. Comecei a ficar nervosa, a respiração acelerou e aí é que os vidros embaçaram de vez. Resultado: passei pelo trabalho do meu urso e não consegui achar a entrada.

Tudo estava branco e eu não enxergava um palmo à minha frente. Já em pânico e com um carro colado na minha traseira (devia estar enfurecido com a minha lentidão), consegui achar uma rua tranqüila, depois de uns 500 metros de onde deveria ter entrado, onde consegui parar o carro. Aí vieram as lágrimas. O pára-brisa enbaçou furiosamente. Liguei pro meu urso e disse onde estava e que não conseguia enxergar nada.

Estava totalmente paralisada. Mas ele veio, andando, no meio da tempestade.

Já no supermercado, enchemos uma cestinha com coisas básicas: pão, uma peça de filé mignon, verduras e legumes, água mineral com gosto de manga (um luxo, mas what the hell), um pacote de queijo cottage sabor azeitona, sucos de fruta concentrados, amendoins, pêras e lá fomos nós pagar. Era minha vez de assumir as despesas, então disse pro meu urso escolher um pocketbook, porque ele foi um amoreco indo me buscar e não fazendo graça das minhas lágrimas no carro. Ele parou de colocar as compras na esteira rolante e foi escolher seu livro enquanto eu me dirigi para o caixa.

A conta foi alta e eu me lembro de ter pensado: “Ah, foi por causa da carne!” Depois de estacionar o pobre do carro na garagem e de chegar à nossa porta por intermédio da entrada do porão (que de tão agradável foi batizada de Mordor), começamos a verificar o correio e a desempacotar as compras. Assistimos a Star Trek (com o maravilhoso Patrick Stewart como Jean-Luc Picard) e, depois do noticiário da noite, fomos fazer o jantar. Mas qual não foi nossa surpresa quando descobrimos que havíamos deixado a carne, as verduras e os legumes na cestinha lá no supermercado.

Eu, que já estava mais pra lá do que pra cá, arriei na cadeira, fiz beicinho e queria ligar pra Pizza Hut do Leblon pra encomendar meu jantar. Nada além disso, disse eu, serviria. Já estava de saco cheio da ventania, do frio, de tudo. Meu urso, mais acostumado com minhas intempéries invernais, improvisou e fez pequenas pizzas com o que tínhamos em casa: pão de forma congelado, dois tomates, queijo, sal e azeite. Ficou ótimo.

E eu aprendi duas coisas hoje:

1) quando for dirigir no meio do inverno perto do pólo fucking norte, não saia do estacionamento imediatamente depois de ligar o carro. Deixe o pára-brisa embaçar e desembaçar. Demora, mas vocêevita, na melhor das hipóteses, ter de parar no meio da rua e começar a chorar como um bebê aos 35 anos de idade.

2) não faça compras no final da sexta-feira, depois de uma semana extenuante.

A palavra em sueco do dia é nötning, desgaste.

Filed under: Europa & Escandinávia,Vidinha — Maria Fabriani @ 23:28

October 26, 2006

Pingüim carioca na tundra

Semana complicada. Entre outras coisas, neve. Muita neve. E mais está para vir. Espera-se para hoje e amanhã a chegada de uma tempestade gigante aqui pros meus lados. Deve ventar e nevar muito. Isso se o serviço meteorológico sueco estiver certo. Mas como eles quase não erram, já estou preparando meu espírito para a brancura e a friaca totais.

Se bem que, na verdade, neve e vento extremos não é algo que uma carioca da gema possa se preparar para enfrentar. É como se preparar para a morte de um ente querido. Você tem certeza de que está tudo em cima, cabeça feita, justificativas treinadas, um espaço no seu coração criado especialmente para a saudade etc. Mas quando a morte acontece, vira tudo caos mesmo.

A sorte é que hoje estou em casa, escrevendo um trabalho pra faculdade e poderei assistir à tempestade pela janela, com uma xícara de chá na mão. O ruim disso tudo é que eu ainda não aprendi a andar normalmente na neve. Talvez seja um problema com meu supercasaco, que, err, além de me transformar num boneco michelin, ainda restringe um pouco meus movimentos.

Em outras palavras, me movimento aqui durante o inverno com a graça de pingüim bêbado.

No mais, tive companhia durante o café da manhã. As fotos acima foram tiradas da janela da minha cozinha, a árvore (agora pelada) e o ângulo são os mesmos da foto publicada no post de 14 de outubro, logo aqui abaixo.

A palavra em sueco do dia é ekorre, esquilo.

Filed under: De bem com a vida,Vidinha — Maria Fabriani @ 10:00

October 15, 2006

Just the way you are


(Fonte: Boing Boing)

A palavra em sueco do dia é vacker, bonito(a).

Filed under: Irritação e ironia,Vidinha — Maria Fabriani @ 13:14

Aqui, como lá

A Suécia é mesmo um lugar peculiar. Aqui, ter empregada doméstica é sonho de muitos e luxo de poucos. Isso porque os impostos altíssimos de quem é empregador tornam impossível a contratação de uma pessoa apenas para cuidar da casa ou dos filhos. Os sindicatos são fortíssimos e o salário mínimo de mínimo só tem o nome. Por isso, mais e mais gente de classe média alta contrata au pairs estrangeiras e paga muito pouco, geralmente por debaixo dos panos.

Foi isso que fizeram duas novíssimas ministras do governo moderado, Cecilia Stegó Chilò, que ocupa a cadeira da cultura, e Maria Borelius, a do comércio (foto acima). A crítica foi geral. A população sueca que votou em massa nos moderados começou a ver a verdadeira face dos representantes no “novo partido dos trabalhadores”. Aí, uma vez com a mão na massa, os jornalistas nativos resolveram conferir o resto da vida de Chilò e Borelius. A busca não precisou ir muito longe.

Todo mundo que possui uma televisão aqui é obrigado por lei a pagar um imposto anual. Assim que você se inscreve num determinado endereço, chega pelo correio uma cartinha cobrando cerca de duas mil coroas/ano. O dinheiro vai direto para a caixa do chamado Public Service, para financiar a programação independente (= sem anúncios) das duas televisões estatais, os canais SVT1 e SVT2, além dos quatro canais públicos de rádio, P1, P2, P3 e P4.

O Radiotjänst, órgão controlador do imposto televisivo, pode inclusive mandar inspetores bater na sua porta e perguntar se você tem TV. Caso tenha e não pague é passível de ser processado. A maioria da população paga. Nós pagamos. Mas, como nada nem ninguém é perfeito (pasmem brasileiros!), na última semana ficamos sabendo que gente “importante” prefere deixar pra lá a obrigação legal de contribuir para a independência da televisão nativa.

Entre as pessoas “importantes” que resolveram deixar a obrigação pra lá estão Cecilia Stegó Chilò, que “esqueceu” de pagar a licença por 16 anos. Dezesseis ANOS. Outro ministro que não se importou com o imposto foi o novo ministro da imigração, Tobias Billström. Muito coerente com a política de seu partido, ele disse que não pagava a licença da TV porque era “ideologicamente contra um serviço televisivo estatal.”

Maria Borelius também deixou pra lá o imposto da TV. Além do esquecimento, ela omitiu ainda que driblou as autoridades fiscais suecas ao deixar uma empresa com base em Jersey, um paraíso fiscal britânico, possuir sua luxuosíssima casa de campo (foto acima). Assim, nem ela nem o marido precisavam se preocupar com os altíssimos impostos devidos ao governo. Uma manobra inteligente porém ilegal.

Depois dessa última descoberta — a da casa luxuosíssima e do drible dos impostos — Maria Borelius perdeu toda a credibilidade e deixou o departamento do comércio. Depois de apenas oito dias no emprego. Os outros dois ainda mantém seus cargos mas ambos foram denunciados por sonegação de impostos. O primeiro-ministro moderado Fredrik Reinfeldt (foto lá em cima) anda pra lá e pra cá, com seus olhos castanhos úmidos, defendendo seus escolhidos até onde pode.

Os social-democratas contam: one down, two to go.

A verdade é que desde que esse escândalo apareceu nos jornais, mais de seis mil novos donos de televisões se registraram no Radiotjänst. Gente conhecida e “importante”, como editores-chefe de jornais e até mesmo executivos da própria TV estatal. O órgão controlador das licenças de TV e rádio conta agora com milhões em impostos atrasados. O que me leva a concluir que se aqui a corrupção é menor — e é mesmo — por outro lado a desonestidade ainda persiste.

A palavra em sueco do dia é skattefusk, sonegação de impostos.

Filed under: Europa & Escandinávia,Irritação e ironia,Jornal — Maria Fabriani @ 06:43

October 14, 2006

Amarelo intenso

Fall colors

Dei uma parada no livro que estou lendo. A história é cruel demais. E eu achando que ia tirar o dia para ler até que pequenas letrinhas pretas Times New Roman caíssem do canto dos meus olhos… Mas sinto que preciso dar um tempo. Outro tempo, o que tem a ver com a temperatura do lado de fora da minha janela, está glorioso. Sol, “calor” (8 graus na sombra, 17 no sol, quase verão!), como um último beijo de adeus. Porque sei que o inverno está ali na esquina, por mais que não queira reconhecer. Mas o sol ainda aquece meus pés. Salve, salve!

A palavra em sueco do dia é höst, outono.

Filed under: De bem com a vida,Vidinha — Maria Fabriani @ 12:57

October 12, 2006

Nobel de literatura 2006

Às 13 hs de hoje, quinta-feira, a Academia Sueca anunciará o vencedor do prêmio Nobel de literatura. A Suécia inteira pára logo depois do almoço para o anúncio, que é transmitido por rádio e TV, ao vivo. Frisson! O secretário vitalício da Academia, Horace Engdahl, sai pelas portas douradas e, na frente de centenas de jornalistas, microfones e câmeras, diz num monte de idiomas diferentes (ele é fluente em sueco, inglês, francês, alemão e russo) quem ganhou o prêmio.

Estou curiosíssima pra saber quem vai ganhar. Eu e o país inteiro. Os livreiros ficam antenados porque precisam colocar à venda livros do(a) agraciado(a) logo em seguida ao anúncio. Isso porque muita gente vai às livrarias exatamente antes das 13 hs, para esperar o anúncio. Na hora, há sempre um rádio ligado no meio dos livros. As pessoas param pra ouvir e depois compram um livro do vencedor.

Nos jornais nativos a especulação é enorme, mas ninguém sabe ao certo o nome do(a) ganhador(a). O mistério é tão grande que não adianta espionar o que os acadêmicos estão lendo. A regra é ter a capa de outro livro por sobre a do livro real. E mais: durante as reuniões sobre o prêmio do ano passado, o vencedor, o escritor inglês Harold Pinter, era chamado de Harry Potter.

Numa matéria no caderno de cultura do meu jornal de ontem, uma série de nomes de possíveis ganhadores foi levantada. Entre eles: o poeta sueco Tomas Tranströmer, o escritor turco Orhan Pamuk, o jornalista e escritor polonês Ryszard Kapuscinski, o poeta sírio Adonis, a escritora americana Joyce Carol Oates, a escritora argelina Assia Djebar, o escritor peruano Mario Vargas Llosa, o escritor israelense Amos Oz e o escritor americano Philip Roth.

Atualização, 16h30m: O vencedor foi o escritor turco Orhan Pamuk. Segundo a academia sueca, Pamuk ganhou o prêmio porque “na busca pela alma melancólica de sua cidade natal, (ele) descobriu novos símbolos para o choque e entrelace de culturas.” Um dos últimos livros dele traduzidos pro sueco foi “Snö” (“Neve”, capa da edição sueca ao lado) e conta a história de um poeta turco que, depois de 12 anos de exílio na Alemanha, volta à Turquia.

A escolha era esperada e tem um toque político. Isso porque Orhan Pamuk acabou de ser processado pelo governo de seu país depois de ter dado uma entrevista a um jornal suíço onde disse que 30 mil curdos e um milhão de armenos foram liquidados na Turquia no início do século passado. A chacina é tabu no país, onde o acontecimento ainda não é aceito historicamente. A política do governo tem sido, até agora, a de negar tudo. Mas como o presidente turco faz de tudo para entrar para a Comunidade Européia, Pamuk foi absolvido.

A palavra em sueco do dia é pris, prêmio.

Filed under: Europa & Escandinávia,Jornal,Livros — Maria Fabriani @ 08:24

October 11, 2006

Perspectivas diferentes

Na imprensa sueca, as resenhas do jogo de ontem entre Brasil e Equador (2 a 1 pro Brasil, de virada) no estádio de Råsunda, em Estocolmo, têm uma coisa em comum: todas dizem que o jogo foi um “escândalo”. Não pelo futebol jogado, mas pela falta de segurança que os suecos ofereceram às estrelas do futebol brasileiro. “A segurança foi uma desgraça”, escreve um jornalista. “Deixaram gente entrar no campo e abraçar Ronaldinho!”, escreve outro, revoltadíssimo com a falta de respeito.

Do outro lado do Atlântico, no Globo de hoje o texto conta que o Brasil não teve moleza contra o Equador, que jogou bem durante todo o primeiro tempo. Está lá que o primeiro gol equatoriano foi merecidíssimo, mas que depois da expulsão de Valencia, as coisas ficaram mais fáceis. O gol de Fred aos 44 min foi merecido. No segundo tempo só deu Brasil — ou melhor, Ronaldinho, que além de finalmente desencantar e botar duas bolas na trave, ainda deu o passe pro gol da virada com Kaká.

Nenhuma palavra sobre as invasões do campo.

Entrevistado pelo meu jornal sobre as invasões, Dunga esclareceu que o Brasil não perderá o interesse de jogar amistosos por conta da falta de segurança. “Isso acontece o tempo todo, em todo o lugar.”

A palavra em sueco do dia é skandal, escândalo.

Filed under: Europa & Escandinávia,Jornal,Vidinha — Maria Fabriani @ 09:45

October 10, 2006

Ai…

A bomba atômica da Coréia do Norte; os conflitos sanguinários entre os povos africanos; a crise sem fim entre palestinos e israelenses; o ódio entre Paquistão e Índia; a tensão crescente entre EUA e Irã; o desastre do Iraque e do Afeganistão; os conflitos reminiscentes nas Bálcãs; a linha dura russa contra tudo e todos que divergem do que Putin acha ser certo; o papa que não aprende a calar a boca; os muçulmanos extremistas que ameaçam explodir todo mundo caso sejam contrariados; os miseráveis no Brasil sem ter o que comer e o furo na camada de ozônio que fica maior a cada dia… Ai, isso tudo é demais para minha alma sensível.

A palavra em sueco do dia é själ, alma.

Filed under: Elucubrações,Vidinha — Maria Fabriani @ 08:36

October 9, 2006

Somos todos dançarinos

Sem querer desancar o jornalismo esportivo — o qual sempre gostei e onde fiz estágio no início da minha carreira — gostaria porém de dizer que os caros colegas suecos não andam com essa bola toda (pun intended!) quando se trata de ter inspiração para os títulos de suas matérias. Fala-se de futebol espanhol, então dá-lhe “ritmo flamenco”. O jogo é com a Argentina, então todos os jogadores viram dançarinos de tango. É a Itália que está jogando? Então tasca uma tarantella no título que fica bonito.

E, em se tratando de futebol, nós não poderíamos ficar de fora. A seleção brasileira chegou hoje à Suécia para um jogo amistoso contra o Equador e os nativos encontram-se em polvorosa. Trinta e quatro mil ingressos para a partida foram vendidos em apenas seis horas. A imprensa também não fica pra trás. Para não perder tempo com tentativas inócuas de encontrar formas engraçadinhas de apresentar o time de Dunga em seus sites, os editores, empolgadíssimos, tascaram lá o manjadíssimo “futebol-samba”.

Agora, Ronaldinho & Cia têm que mostrar a que vieram.

O maior tabl�ide, Aftonbladet:

Site das TVs estatais suecas, Sverige Television:

Jornal da �rea de Estocolmo, Svenska Dagbladet:

A palavra em sueco do dia é inspiration, inspiração.

Filed under: De bem com a vida,Europa & Escandinávia,Jornal — Maria Fabriani @ 00:02

October 8, 2006

Morreu Anna Politkovskaya


Lisbet Palme, viúva de Olof Palme, entrega o prêmio em nome de seu marido a Anna Politkovskaya em 2004

Quem mora na Escandinávia precisa se acostumar a ouvir que a Rússia é grande e poderosa demais e que precisamos ter cuidado com Putin. A noção de que o presidente russo é perigoso é aceita em grande parte da Europa e, tenho a impressão, também pelos EUA. A perseguição dos cidadãos da antiga república soviética da Geórgia, que quer se aliar à Comunidade Européia e virar as costas à linha dura de Putin, é um exemplo que Moscou está voltando atrás no que diz respeito às liberdades básicas dos cidadãos russos.

Um outro exemplo desse retrocesso é o assassinato de Anna Politkovskaya, uma jornalista russa que escrevia exclusivamente sobre os absurdos da guerra russa contra a Chechênia. Politkovskaya agiu como mediadora durante o seqüestro por um grupo rebelde checheno do público num teatro em Moscou e, quando estava a caminho da crise na escola número 1 em Beslan, foi envenenada e passou meses doente. A mídia sueca sabia que Politkovskaya corria grande perigo — mas que falava a verdade com grande coragem. Por isso, concedeu a ela em 2004 o prêmio Olof Palme (foto acima).

Mas Politkovskaya também sabia que sua vida estava por um fio. Com apenas 47 anos e mãe de dois filhos, ela dizia estar constantemente com medo. “Mas”, completava, “não tenho outra alternativa a não ser continuar escrevendo”. Pessoalmente, como jornalista que sou (ainda que inativa), fico tristíssima quando esse tipo de crime acontece. Tristíssima e revoltada.

Leia mais sobre Anna Politkovskaya na BBC (em ingl�s); no DN (em sueco); no Le Monde (em francês); no El País (em espanhol); e no Corriere della Sera (em italiano).

O verbo em sueco do dia é att tysta någon, silenciar alguém.

Filed under: Europa & Escandinávia,Jornal — Maria Fabriani @ 11:47
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