September 30, 2006

Sábado

Setembro, 2006

Acordei tardíssimo e me dei conta da delícia que é não ter o que fazer. Que delícia que é sábado, que delícia que é não precisar interagir com ninguém. Estava pensando em fazer uma receita que vi na TV esta semana e que achei boa. Leva batata, cebola vermelha, um tico de creme de leite magro, queijo, azeite, limão, sal e pimenta. É um acompanhamento para um prato de salmão e eu acho que deve ser delicioso. Mas para isso precisaria sair de casa para comprar batatas e queijo, o que não me deixa muito feliz. Mesmo assim, posso ir ao mercado aqui perto de casa, vapt-vupt, sem precisar ser simpática com ninguém. Se bem que não dá pra ser antipática com as meninas da caixa do mercadinho, que são uns amores.

Mais tarde os planos são… não muitos. Ler, ver TV, talvez assistir a um DVD que comprei de presente pro meu urso. Volta e meia paro pra pensar que delícia que é poder contar comigo mesma quando quero ficar quieta no meu canto, sem precisar me explicar pra ninguém, sem precisar esclarecer que não estou triste ou cansada, estou apenas a fim de ficar só. Não me assusto com o silêncio. Nesse exato momento, as coisas todas aqui dentro do meu peito estão sob controle, consigo desligar de mim mesma (ainda que temporariamente), não ficar obcecada com minhas inadequações. Faço o que alguns chamam de alienação, mas que é, oh lord, tão necessária para o bem estar geral da nação Mariense.

É isso.

A palavra em sueco do dia é grubblerier, elucubrações.

Filed under: Elucubrações,Vidinha — Maria Fabriani @ 11:53

En bättre människa?

Lördag, höst/vinter i Norrland, och jag mår oförskämt bra. Hela dagen för mig själv för att göra… ingenting. Läste som vanligt tidningen och fastnade på Insidans artikel “Journalister måste utveckla sin moral” och couldn’t agree more. Samtidigt tycker jag att ALLA borde följa det som skribenten kallar för “åtta påbud som ska få journalisterna att /…/ trimma sin moraliska kompass.”

Enligt Susanne Wigorts Yngvesson, man ska:
1) Ha en välgrundad livsåskådning;
2) Arbeta för sanning, hänsyn och rättvisa;
3) Låta yrkesmoralen harmoniera med den personliga moralen;
4) Eftersträva goda egenskaper och goda handlingar;
5) Respektera människors värde och integritet;
6) Tjäna sina medmänniskor på ett godtagbart sätt;
7) Erkänna brister och vara öppen för försoning; och
8) Eftersträva mångfald i tolkning och uttryckssätt.

Skulle journalisterna — och alla andra — uppmärksamma detta, skulle världen bli a better place. Direkt. Det finns ett nästan religiöst budskap i Yngvessons åtta påbuden. Man ska vara en bättre människa, helt enkelt, och inte tänka så mycket på sig själv, karriären, att chefen kommer att fire your ass om du inte kom till redaktionen med allting och lite mer om det du jobbade med. Men hur ska man låta bli att vara så självcentrerad? Är det någon som kan hjälpa mig med det?

Nämen, allvarligt.

Annars, fortsätter jag med mina grubblerier. Igår var jag på studiebesåk hos socialen i Boden. Talade med K.L., som var rolig och kompetent. Jag däremot arbetade hårt för att hon inte skulle se min desperation, min innerliga vädjan för att hon skulle tycka om mig och välja mig som vikarie nästa sommar eller nåt. Försökte ställa de rätta frågorna (och var uppriktigt intresserad i det jag frågade om) men det är svårt att vara en själv när man talar med en person med så mycket makt över ens framtid. Inte att hon vet om det - men ändå.

På tal om makt, läste jag en grej på min almanacka som jag tycker att det är kanon. På veckan 49 står det att: “Ingen kan få dig att känna dig underlägsen utan din tillåtelse”, sagt av Eleonor Roosevelt. Vet inte om det var hon som sa det, eller om de på “almanackfabriken” kom på sina saker själva och sen skriver att det var en kändis som sa det. Hur som helst, det är alltså rätt det som Eleonor talar om. Och jag försöker verkligen inte ge makt åt dem som tycker att jag stinker. Men det är sååå svårt. För att vinna i den här världen man behöver för fan vara självcentrerat!

Läser fortfarande Zadie Smiths “Om Beauty” och tycker att den är bra. Jag gillar hennes stil (ville ha en själv) men blir stundvis irriterat eftersom jag tycker att hon broderar för mycket på/med/i små grejer. Man går liksom i cirklar i berättelsen och till slut blir man trött på det. Ändå tycker jag att Smith är fantastisk på att uppmärksamma små detaljer i människornas sätt att leva och handskas med svårigheterna i livet. Exempel: “/…/ This was why Kiki had dreaded having girls: she knew she wouldn’t be able to protect them from self-disgust. /…/”

Självcentrerad, jag? Neeej. Jag tänker bara på o bem da humanidade. I rest my case.

Filed under: Elucubrações,På svenska — Maria Fabriani @ 11:16

September 26, 2006

Suécia moderada

E os moderados, partido de direita sueco, venceram as eleições depois de 12 anos de gestão socialdemocrata. O povo, diz-se, cansou do primeiro-ministro socialista, Göran Persson (abaixo, à esquerda), que estava no poder há dez anos. Eu, que moro aqui há apenas cinco e já estava cansada dele (mesmo assim, no entanto, votei na esquerda). Os moderados, um partido seco que sempre teve como sua principal questão a necessidade de baixar os impostos altíssimos daqui, mudaram de tom nessa eleição. Fredrik Reinfeldt (acima, à direita), o novo primeiro-ministro, rebatizou os moderados como “O novo partido dos trabalhadores”.

Isso é, para os não iniciados, um simples jogo de palavras. Mas para quem entende nem que seja um bocadinho da história política sueca, o novo slogan moderado é surpreendente. Os nativos têm uma tradição socialdemocrata fortíssima, que vem desde o início do século. A alma sueca, assim como as leis e a cultura, é permeada por idéias de igualdade dos trabalhadores e pela preocupação pelo bem estar dos mais fracos — ideais eminentemente ligados à socialdemocracia. O que faz da Suécia um país invejável é exatamente a possibilidade de combinar os benefícios do capitalismo, como a liberdade empresarial, com a segurança social do socialismo.

Mas esse ideal estava cada vez mais difícil de ser mantido. Apesar da boa conjuntura econômica, o número de desempregados não diminui há tempos. Hoje o desemprego aqui está por volta dos 5%, o que é alto para a Europa. Os imigrantes ainda têm dificuldade de se estabelecer no mercado de trabalho. É difícil contratar porque os impostos pagos por empregadores são altíssimos. É difícil demitir porque existe uma lei fortíssima, chamada LAS (Lag om anställningsskydd, ou Lei de Proteção ao Empregado), que impede que as pessoas sejam mandadas pra rua sem motivo estabelecido, além de outras regras restritivas.

Foi aí que os moderados deram um golpe certeiro e ganharam as eleições. Prometeram mudar as regras do jogo, fazer o mercado de trabalho mais competitivo e flexível. Eles foram tão convincentes que até mesmo imigrantes votaram neles, por acreditar que a flexibilização das regras duríssimas de emprego pode facilitar a entrada de estrangeiros no mercado de trabalho. Eu particularmente não acredito que apenas isso seja o suficiente para diminuir o desemprego de suecos e novos-suecos (nome politicamente correto dos imigrantes). Mas estou preparadíssima para morder minha língua.

Essa lei de proteção ao empregado, aliás, é fantástica no que diz respeito à segurança de quem consegue um emprego aqui. A menos que você faça tudo errado, é difícil perder um emprego. Há, claro, gente que é demitida quando empresas cortam custos. E aí são sempre os empregados com menos tempo de casa que vão primeiro. Mas essa segurança toda tem um outro lado: as pessoas ficam cristalizadas em seus empregos e não têm coragem de sair por saber como é difícil achar um outro trabalho. E se conseguirem, elas têm medo de serem mandadas embora, já que foram contratadas recentemente. Tem gente que fica doente por não gostar do seu trabalho mas não pede demissão por ter medo de ficar sem emprego.

E nisso a sociedade sueca fica estagnada. Você tem um emprego, não gosta do que faz, não pede demissão porque tem medo de não conseguir outro trabalho. Aí fica doente, deprimido, fica em casa ganhando dinheiro do salário-doença. E seu lugar não pode ser dado a ninguém, porque você, mesmo doente, ainda é empregado. Por isso é que os socialdemocratas perderam as eleições. Os moderados prometem aumentar a agilidade do mercado de trabalho, principalmente por intermédio da diminuição dos impostos de contratação. Esse é o lado bom. O ruim é que eles pensam financiar essa mudança com a diminuição dos direitos sociais de todos.

Leia mais sobre a lei sueca de proteção aos empregados, LAS, em inglês. Aqui.

A palavra em sueco do dia é val, eleição.

Filed under: Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 08:51

September 11, 2006

Chega

Diga não ao extremismo, qualquer que seja ele.

A palavra em sueco do dia é anfall, ataque.

Filed under: Pra frente é que se anda — Maria Fabriani @ 12:28

September 9, 2006

The geek shall inherit the earth

Copiado do blog político de Ali Esbati (em sueco).

A segunda palavra em sueco do dia é nörd, nerd.

Filed under: De bem com a vida — Maria Fabriani @ 18:42

O Watergate sueco

Em uma semana a Suécia terá eleições gerais. O prognóstico é de uma guerra acirrada entre o bloco de esquerda, liderado pelos Socialdemocratas, e o bloco de direita, liderado pelos Moderados. Tudo indica que os moderados de Fredrik Reinfeldt (já escrevi sobre ele, aqui) devem ganhar, apesar da tradição socialista ser muito forte por aqui. Tudo ia bem até que na última semana um escândalo sacudiu o país.

Vários representantes do Folkpartiet, um outro partido de direita que forma uma aliança com os Moderados, foram indiciados por espionagem. Eles conseguiram acessar a SAPnet, a intranet socialdemocrata, onde todos os segredos da campanha política dos inimigos ficava guardada. Isso é, claro, um crime previsto em lei. Chama-se dataintrång e pode ser traduzido mais ou menos como “violação de dados” ou “espionagem virtual”.

Depois de conseguir a senha de um socialdemocrata descuidado, um empregado da seção jovem do Folkpartiet visitou a intranet dos socialdemocratas várias vezes desde o ano passado. Muitas decisões da campanha do seu partido foram baseadas no que os socialdemocratas estavam planejando. Esse cara e outros figurões do Folkpartiet, inclusive o secretário geral do partido, foram demitidos, ou pediram demissão.

Até um repórter político do jornal Expressen foi indiciado como espião. Ele ficou sabendo da história toda no início desse ano e, ao invés de escrever sobre o acontecido e dar o furo, jogou a ética jornalística pra escanteio e aproveitou pra também dar uma olhada nos planos socialdemocratas. O líder do Folkpartiet, Lars Lejonborg, continua afirmando que não sabia de nada. Eu não acredito, but hey, this is just me.

Não sou do tipo empreendedor. Gosto de trabalhar, mas tenho dificuldade em identificar oportunidades de negócios. Mas hoje isso mudou. Estou me preparando para juntar meu primeiro milhão em breve. A idéia me veio agora a pouco, enquanto via as palavras de busca no Google por meio das quais as pessoas chegam ao meu blog de livros. Vou fazer um site pra vender resumos de livros variados, principalmente dos clássicos. Cobraria cem doletas por resumos de até uma página A4. Ficaria rica em cima da burrice alheia.

Hoje o verão voltou (talvez para dizer adeus de vez). Está 20 graus lá fora (no sol) e as pessoas andam pela rua em mangas de camisa. Eu, claro, estou amando. A porta da varanda aberta, música no stereo (Marit Bergman, os sambas da Marisa Monte e Laleh) e eu aqui, curtindo um dia calmo. O problema é que com o calor vêm os bichinhos, que aqui são superalimentados, enoooormes. Até o presente momento, já matei quatro (QUATRO!) abelhas aqui dentro de casa. Fico meio que em pânico, mas vou em frente e completo a carnificina com a ajuda do meu melhor amigo (depois do meu urso), o aerossol contra insetos Radar e um jornal.

Hoje faz um ano que ela se foi.
Tomara que estejas bem, vó.
Te amo muito.
Sua neta, Maria.

A palavra em sueco do dia é saknad, saudade (tradução aproximada).

Filed under: Europa & Escandinávia,Jornal,Música,Saudade — Maria Fabriani @ 12:35

September 5, 2006

Amiga do peito

Como é que a gente faz pra manter contato com os amigos quando se fica fora de casa o dia inteiro e, uma vez em casa, a última coisa que se quer é ficar horas no telefone? Nunca tive muito problema com isso já que meus melhores amigos trabalhavam comigo (quem é ou foi jornalista sabe que trabalha-se tanto que a saída é mesmo fazer amizades entre os colegas de labuta). Agora que minha vida mudou, meus amigos estão espalhados pelo mundo e por algumas cidades suecas, o que dificulta o contato.

Não que eu não tenha vontade de falar com eles/elas. Tenho e muita, mas a coisa é que não sou muito fã de falar hooooras no telefone, seja em que língua for, muito menos em sueco. Além disso, sempre acho que vou incomodar quando ligo. Prefiro então mandar um email. Ainda que limitada, a possibilidade de se manter contato pela internet, por meio de emails ou comentários num blog, é muito boa. Gosto de escrever pros amigos, mesmo que às vezes demore para responder.

Mas e quando a pessoa não tem costume de acessar a Internet? Tem o caso da minha amiga sueca M., que tem dois filhos pequenos, um marido e tudo mais, e que está sempre exausta depois de passar o dia inteiro tomando conta das crianças. Fico culpadíssima de não ligar pra ela, e ela, acredito, sente a mesma coisa, mas ambas chegamos no final do dia cansadíssimas e sem a menor vontade de ficar plantada no telefone. Se bem que não somos regra, mas sim exceção — a maioria das pessoas não reclama em se pendurar no aparelho depois do trabalho.

Eu, na verdade, de quando em vez, gosto de ficar muda. Fico até com preguiça de abrir a boca. Não era a Lucélia Santos que numa entrevista há aaaanos atrás disse que tirava a segunda-feira para ficar em silêncio completo? Me lembro que eu e toda a torcida do Flamengo achamos a atriz um tanto quanto excêntrica, pra não dizer completamente doida. Me lembro que eu gostava muito dela por ter visto, quando criança, “Escrava Isaura”, uma das novelas mais legais da história da TV brasileira. Mas sabe que ela estava muito certa?

Morro de vergonha também porque sou péssima pra datas e já esqueci o aniversário de todos os filhos das minhas amigas mais chegadas. Isso é, aliás, um sinal dos tempos: antes, eu só esquecia dos aniversários das amigas, depois passei a esquecer também das datas de casamento delas e agora essa dos bebês. Se alguém tem dois filhos então, nem pensar! Também nunca fui daquelas que manda cartões de natal e de aniversário, apesar de adorar recebê-los.

Admiro quem consegue se organizar a esse ponto e que não deixa um amigo, mesmo morando do outro lado do mundo, sem saber que você está bem, que se importa com ela/ele. Tenho uma amiga assim, A., que mora literalmente a meio mundo de mim, mas que é sempre presente. Só que cada vez que recebo um cartão dela — todos liiindos, com fotos do meu afilhado e tudo — fico encantada e, ao mesmo tempo, me sinto péssima por não ter lembrado de retribuir.

Mas, apesar de ausente, continuo amando todas. Isso sim eu tenho certeza.

A palavra em sueco do dia é vän, amigo(a).

Filed under: De bem com a vida,Vidinha — Maria Fabriani @ 12:42

September 3, 2006

Bom dia pra você também

E hoje chove muito ali do outro lado da minha janela. A chuva aqui dentro, por trás dos meus olhos, deu uma parada. :c) Estava, como sempre, exercendo meu direito básico de reclamar e ataquei a chuva ontem. “**Piiiiiiiii**”, disse eu, “que saco essa coisa de chuva”! Aí ouvi meu urso dizer: “Mas é bom que chova mesmo porque as florestas precisam da umidade.” (O norte sueco sofreu o verão inteiro com a seca. Enquanto os nativos se deliciavam com um verão quentíssimo, as florestas queimavam por causa da secura da vegetação e do solo.) É isso aí. Consciência ecológica vem à frente do bem-estar pessoal e do fato de você ter apenas o final de semana livre para se divertir depois de trabalhar a semana toda. Isso sim é que é civilidade, o resto é o resto — onde estou incluída.

Na sexta assistimos a “Grizzly Man”, do Werner Herzog. O filme é um documentário contando a história de Timothy Tredwell, que botou na cabeça que ia “proteger” os ursos grizzly no Alasca e passava os verões lá, no meio das criaturas mais perigosas do mundo animal. Um dia, claro, deu bobeira e um urso matou e devorou Tredwell e sua namorada. O filme mostra partes das últimas filmagens de Tredwell e a gente vê que o cara não estava batendo bem da bola. Herzog não mostra o ataque nem sequer o som do ataque, que foi gravado acidentalmente por Tredwell e pela namorada. As pessoas entrevistadas são inacreditáveis. Quem for ver, note o maluco mor, o próprio Tredwell, e os malucos júniores, a ex-namorada, que recebe o relógio de Tredwell, e o médico legal, que lhe dá o relógio. Que gente mais estranha…

Vimos ainda “Munich”, do Spielberg. Longo filme, mas com produção muito bem cuidada. Conta a história de uma célula de assassinos montada pelo Mossad depois do ataque aos atletas israelenses por extremistas palestinos nas Olimpíadas de Munique em 1972. Interessante não apenas os atores, franceses, americanos, ingleses e árabes, mas sim as discussões ideológicas que eles travam de quando em vez. Rapidinho, rapidinho, que deus nos livre se o Spielberg fizer um filme criticando a política assassina de Israel, mas a crítica está lá, mesmo que sem muito eco nas ações do protagonista Avner. E ontem à noite alugamos “Scary Movie 4”. Na minha atual **piiiiiiiiii** o filme, por incrível que pareça, caiu como uma luva. Adorei ver Dr. Phil lá! :cD

A segunda palavra em sueco do dia é film, filme.

Filed under: Cinema e televisão,Elucubrações,Vidinha — Maria Fabriani @ 12:42

Post desabafo

Toda a vez que venho escrever aqui, sinto as guarras da minha própria censura apertando minha garganta e segurando minha mão. Não posso escrever sobre uma série de coisas sobre as quais gostaria de poder falar. Queria poder escrever sobre o meu **piiiiiiiiii**, que começou na segunda-feira, e a minha impossibilidade de sentir **piiiiiiiiii** dele. Queria poder escrever sobre minha **piiiiiiiiii** positivo, de achar que algum dia **piiiiiiiiii** e que as coisas vão **piiiiiiiiii**. Nesse exato momento, me sinto **piiiiiiiiii**, tenho a impressão que **piiiiiiiiii** e isso **piiiiiiiiii**. Enquanto isso minhas **piiiiiiiiii**, com tudo em cima, **piiiiiiiiii**. Me vejo reduzida ao **piiiiiiiiii**, o que não é divertido. Acho que **piiiiiiiiii** é um dos piores **piiiiiiiiii** da humanidade. Trabalho com a minha vida e com a minha pessoa exatamente para evitar esse tipo de **piiiiiiiiii**. É uma tragédia que eu me **piiiiiiiiii**. Mas tomara que seja uma impressão passageira, que eu **piiiiiiiiii**, alguma coisa que **piiiiiiiiii**, alguma coisa com a qual eu **piiiiiiiiii**.

A palavra em sueco do dia é offentlig, público.

Filed under: Pra frente é que se anda,Vidinha — Maria Fabriani @ 08:24

September 1, 2006

Não sai da minha vitrola

Todo mundo deveria ter acesso à cultura. Todo mundo deveria ter acesso à Laleh!

Invisible

I keep loosing my faith
(don’t loose it!)
I keep trying again
(don’t let you fall!)
I keep taking the blame
(don’t take it!)
I can’t give it away
(Its not your fault!)
You might not know what I mean
(don’t loose It!)
But you know what I believe in
(don’t let you fall!)
I cant give you my cause
(don’t take It!)
I’m just saying because

Invisible rat holes
Invisible!
You cant catch them
the guilty are invisible
Invisible so you cant catch them!

(you have it, you’re strong enough!)
(You have it! It’s in your heart!)

They keep turning away
(you have it)
I cant help I’m afraid
(you’re strong enough)
Give me power to fight
(you have it)
O I wish we would try
(you have It)

I keep playing my part
all I know is my song
all I’m trying to say is
I can’t live their way
I can’t live their way!!

Invisible rat holes
Invisible
You can’t catch them
the guilty are invisible
I can’t catch them!

(and when I play on
and when I play it all falls trough me
all is in control)

Who doesn’t and who matters?

A palavra em sueco do dia é stereoanläggningen, equipamento de som.

Filed under: Elucubrações,Vidinha — Maria Fabriani @ 08:44
 

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