February 28, 2006

Aniversários

Hoje o Montanha completa quatro anos de existência.
Viva!!!

Há exatos 20 anos o primeiro-ministro sueco Olof Palme era assassinado a tiros na esquina das ruas Sveavägen-Tunnelgatan, no coração de Estocolmo. Até hoje o crime não foi esclarecido; o principal suspeito, Christer Pettersson, morreu; e os oficiais que tomaram conta da investigação já se aposentaram. Mas a morte de Palme ainda é um mistério que desconcerta e incomoda muitos suecos. Há, como se poderia esperar, teorias de conspiração que dizem que o político socialista foi assassinado a mando de grupos mafiosos variados (da Iugoslávia, do Curdistão, da União Soviética e até dos EUA).

Há dois dias a TV estatal nativa mostrou um documentário no qual o repórter/documentarista passou quase cinco anos trabalhando com uma teoria: o assassinato de Palme teria sido um engano. Christer Pettersson teria sido contratado por um poderoso vendedor de drogas, Mr. X, para assassinar um rival. Pettersson, drogadíssimo, teria confundido Palme com seu alvo, Sigge Cedergren. Mas ninguém sabe se é verdade ou se é invenção. Sabe-se que um policial estaria envolvido no acerto de contas contra Sigge Cedergren, mas ninguém ousa dizer o nome com medo de represálias.

Me lembro vagamente da morte de Olof Palme. Tinha, então, 14 anos. Vi na televisão e fiquei sabendo, depois de conversar com meus pais, que ele era um democrata, um humanista, uma pessoa de bem. Ontem na TV os noticiários entrevistaram imigrantes chilenos que vieram pra Suécia na década de 70 protegidos por Palme contra a ditadura de Pinochet. Para eles, Palme é um herói. Para outros, pincipalmente suecos, ele era extremo. Achei interessante ler sobre as questões que ele levantava, suas críticas contra a guerra do Vietnã, contra as ações americanas na Nicarágua etc.

Ainda no segmento que vi no noticiário de ontem, vi um trecho de uma entrevista que Palme deu à TV americana. Quando perguntado sobre como ele continuava criticando outros países (leia-se os EUA) por suas políticas imperialistas sendo que a Suécia se dizia neutra, ele respondeu: “Somos neutros sim, mas isso não me impede de criticar abusos que outros países cometem”. Os chilenos entrevistados ontem disseram que sentem falta na política sueca atual de um estadista assim, que ousa desafiar as superpotências em nome de seus valores e ideais humanistas.

A palavra em sueco do dia é demokrat, democrata.

Filed under: Aniversários,Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 10:13

February 23, 2006

Olímpica

Vi nessa semana minha primeira partida completa de hockey no gelo desde que me mudei pra cá há quatro anos (urso não é um entusiasta de esportes de equipe e eu acho meio sacal assistir sozinha). Suécia contra Estados Unidos na Olimpíada de Inverno em Torino, Itália. Os suecos, muito competentes e com vários jogadores ativos em clubes da liga profissional americana e canadense, venceram, o que foi um alívio. Ainda não entendo as regras completamente, mas eles também têm impedimento, apesar de não existir bola fora pelas linhas laterais ou por três do gol.

Ainda não me conformo com o fato de não conseguir enxergar o tal do pucket, a coisinha mínima que rapazes e moças batem animadamente com seus tacos (ou, como é que se diz isso tudo em português?). Aliás, falando em bater, no meio do jogo (que tem três tempos de 20 minutos cada), fiquei imaginando a loucura que seria se hockey no gelo, com todo o seu contato corporal, fosse um esporte nacional no Brasil e na Argentina. Ia ser difícil ver a bola (ou o pucket ou a cosinha) rolar (ou deslizar) porque a pancadaria ia comer solta, sangue pingando no gelo lisinho, dentes voando pra todos os lados.

Mas, acho que definitivamente estou é ficando idosa. A coisa é que o esporte que mais gosto de ver é um tal de curling, que pode ser resumido assim: empurre uma pedra redonda com a base chata sobre uma folha de gelo e tente fazê-la parar no centro do alvo, chamado “house”, do outro lado da quadra. Seu objetivo é chegar o mais perto possível do centro do alvo. O outro time deverá evitar que você atinja seu objetivo. Segundo a página da Federação Mundial de Curling, “the game contains elements of great skill, strategy, finesse(…)”. Na mesma página fiquei sabendo que o jogo tem mais de 500 anos e tem origem, como sempre, nas ilhas britânicas, mas especificamente na Escócia.

Eu ADORO curling. Acho interessantíssimo como os jogadores têm de se concentrar pra jogar as pedronas com a força exata, nem mais nem menos, para chegar o mais perto possível do centro do alvo ou para bater nas pedras do outro time e ganhar posições. E tem mais: o time feminino sueco estará disputando a final hoje contra a Suíça. Ai, que emoção! :c))))

A palavra em sueco do dia é guldmedalj, medalha de ouro.

Filed under: Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 12:28

February 18, 2006

Pérola

Tem gente que acha que eu critico muito, que sou amarga, mimada etc etc. Fico com pena porque essas pessoas não compreendem que o processo de imigração é diferente para cada pessoa. Uns tem mais facilidade, outros menos. Uns exigem menos de si mesmo, outros mais. Uns sentem mais saudade, outros menos. Uns tem um projeto simples de vida, outros precisam lidar com complicações variadas. O difícil é dizer pra essas pessoas que não vale a pena comparar, que cada um escolhe um caminho (emocional e físico) pra seguir.

O interessante é não criticar, mas observar a escolha de cada um com interesse e curiosidade. Mas o mais diferente de tudo é mesmo o modo como cada um reage às mudanças. O Montanha é uma amostra do meu processo de imigração, com altos e baixos, dias memoráveis e outros que é melhor esquecer. Mas gosto muito de achar pequenas pérolas do dia-a-dia aqui na Suécia, que me enchem de esperança e de confiança que, no final das contas, a escolha que fiz não foi tão absurda assim. O texto a seguir é um exemplo:

“Ur insändare i DN, 19 januari 2006:
När en bekant till mig sitter på ett fullsatt pendeltåg beordrar två unga rakade män en svarthårig medelålders man att ställa sig upp och lämna över sin sittplats åt dem, eftersom “svartskallar ska lyda.” När den svarthårige mannen vägrar höjer de två männen sina knytnävar. Då ställer sig en passagerare i vagnen upp. Sedan en till, och en till. Efter ett par sekunder står alla passagerare i vagnen upp. Utan att vara direkt inblandade i konflikten visar de övriga passagerarna på vilken sida de står. Dramat slutar med att de två männen generat skyndar sig av vid nästa station. Simon Hedlin Larsson.”

Minha versão: retirado da página de cartas do Dagens Nyheter (DN), 19 de janeiro 2006:
Um conhecido meu senta-se num bonde lotado. Dois rapazes com as cabeças raspadas mandam um homem de meia-idade e de cabelos escuros se levantar para dar o lugar a eles, porque “imigrantes devem obedecer”. Quando o homem de cabelos escuros se nega a sair do seu lugar, os dois rapazes ameaçam o homem e levantam seus punhos. Aí, um outro passageiro do trem se levanta. Seguido de mais um, e mais um. Depois de alguns segundos, todos os passageiros estão de pé. Sem estar diretamente envolvidos no conflito os demais passageiros mostram de que lado estão. O drama termina com os dois rapazes com as cabeças raspadas saindo rapidinho do trem na próxima estação.” Simon Hedlin Larsson.

A palavra em sueco do dia é pärla, pérola.

Filed under: Elucubrações,Europa & Escandinávia,Vida de imigrante — Maria Fabriani @ 12:11

February 15, 2006

Maish unn poshht sobbre idiomass

E por falar em idiomas, estava fazendo uma faxininha de primavera lá em casa dia desses e encontrei uma jóia: um pocket guide da Berlitz sobre o Rio de Janeiro. A edição, de 1992, é interessante, com detalhes bacanas, fotos coloridas etc. Meu urso comprou o livrinho quando começamos a namorar (lááá em 1999). Mas o melhor do livro não são as fotos maravilhosas ou as dicas sobre os costumes do cidadão carioca.

Não, o melhor é uma listinha de useful expressions in Portuguese. Tem o de mais necessário para o português básico, tipo “Obrigado”, “Sim/Não” e “Quanto custa”. Mais o legal é que depois de cada expressão vem uma explicação fonética engraçadíssima. Minha impressão é que os editores dos pequenos guias do Berlitz confundiram português com vietnamês ou tailandês. Senão vejamos:

Bom dia/Boa tarde = bawng deeer/boaer tahder

Por favor = poor fervoar

Obrigado(a) = oabriggahdoo(er)

Sim/Não = seeng/nahng

Desculpe = dishkoolper

Fala inglês? = fahler eengglaysh

Onde posso encontrar/comprar = awngder possoo ayng kawngtrahr/kawngprahr

Onde é…? = awngder eh

A que distância = er ker dishtahngsyer

Quanto tempo? = kwahngtoo tayngpoo

Quanto custa? = kwahngtoo kooshter

Queria = kerreeer

Não compreendo = nahng kawngpryayng doo

Que horas são? = ker orrersh sahng

Onde estão os banheiros? = awngder sahng oass bahnyarroass

Depois dessa ninguém pode culpar os estrangeiros por não conseguirem aprender um português correto. Vixe.

A palavra em sueco do dia é dialekt, dialeto.

Filed under: De bem com a vida,Vidinha — Maria Fabriani @ 15:33

February 12, 2006

Perdendo o ônibus e enrolando a língua*

Outro dia estava almoçando com Elin, minha amiga da universidade. Ela me disse que tinha estudado espanhol no colégio e que tinha uma noção boa da língua, mas que a achava dificílima e trabalhosa para estudar. Eu disse que espanhol é difícil mesmo, mas tão difícil quanto sueco e suas maluquices gramaticais. Aí ela discordou e me deu um exemplo. “Em sueco”, disse-me ela, “você não precisa se importar com concordância. Aqui fala-se Han gick (Ele foi), De gick (Eles foi), Jag gick (Eu foi) etc. Em espanhol é uma loucura a quantidade de terminações de verbos, artigos, tudo mais.”

Por um momento achei que ela tinha razão. De fato, português, espanhol, francês e italiano são complicados, com seus verbos que mudam completamente de um tempo verbal pra outro (ainda estou tentando explicar pro meu urso que “é”, “ser”, “era” são manifestações do mesmo verbo). Mas depois me lembrei do sueco e de suas declinações infernais, das nove vogais, dos sons impossíveis para a minha maltratada linguinha, de palavras “en” e “ett”, da maluquice de negações ambulantes que mudam de lugar conforme a construção da frase, de preposições que são um mistério até para os nativos e de verbos diferentes para explicar a mesma coisa.

Exemplos:

Em sueco temos três verbos para o ato de perder. O verbo “att tappa” se destina à perda de peso, de uma caneta, de objetos em geral. Já o verbo “att mista” diz respeito é perda do ônibus, de uma palestra, de uma oportunidade. Mas se você perdeu um jogo, você deve usar o verbo “att förlora” senão ninguém te entende. Eu, que vivo perdendo o ônibus, digo sempre que eu “förlorade bussen” o que sempre provoca confusão mental nos nativos à minha volta. Quer ir a algum lugar? Então decida antes como você irá. Se for de carro, ônibus ou trem, use o verbo “att åka”; se for a pé, “att gå”; se for de avião a escolha deve ser “att flyga”. Fora isso, sueco tem nada mais nada menos do que quatro palavras para negação: ej, inte, icke e nej. Não me peçam pra explicar essa.

* Sou meio alérgica a gerúndios, mas não achei título melhor.

Ainda sobre o idioma sueco: Post �timo do marvellous Francis Strand, sobre os chamados “voiceless palatal-velar fricative”, “voiceless dorso-palatal velar fricative”, “voiceless postalveolar and velar fricative” e “voiceless coarticulated velar and palatoalveolar fricative”, sons encontrados apenas na língua sueca.

A palavra em sueco do dia é ordbok, dicionário.

Filed under: De bem com a vida,Europa & Escandinávia,Vida de imigrante — Maria Fabriani @ 13:04

February 11, 2006

A minha, a sua, a nossa liberdade

Gostaria de escrever desapaixonada e objetivamente sobre democracia, sobre liberdade e de como é difícil, por exemplo, saber o que deixar e o que apagar na caixa de comentários de um blog. Pessoalmente, gosto de idéias diferentes, mas espero que essas idéias sejam apresentadas com respeito e de forma clara, sem ataques pessoais. Quando me preparava para começar a escrever, reparei que meu urso teclava freneticamente ao meu lado. Dei uma espiada e vi que o que ele formulava era exatamente o que eu gostaria de ter escrito. Tem a ver com democracia, direitos individuais e, acima de tudo, a liberdade do dono do espaço em determinar quem ou o quê será publicado. Afinal, isso é a essência da liberdade de expressão.

“The possibility to comment on someones blog is a privilege granted by the blog owner, it has nothing to do with democracy. The principle is simple, the blog / domain owner decides what she /he wants to display.
If comments are offensive, crude, rude or considered spam the owner has full right to delete, omit or even edit the comments.

Personally I don’t even see the reason for indignation if one is not allowed to comment on another persons webspace. If you want to express yourself freely, start your own blog.
Even better Start your own blog and allow comments open for anyone if that is your idea of freedom of speech.”

I love this man. :c)

Ainda sobre liberdade de expressão: o partido neo-naz**ta sueco Sverige Demokraterna publicou na homepage do seu site as caricaturas dinamarquesas de Maomé. Ouvi no rádio ontem de manhã que a polícia secreta sueca (incrivelmente chamada Säpo) e o Departamento de Relações Exteriores do país contactaram o serviço de hospedagem do site e mandaram tirar o site do ar, o que foi feito imediatamente.

Update :: Uma pesquisa de opinião realizada pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten mostrou que o partido de extrema direita Danskt Folkeparti receberia 17,8% dos votos populares depois da confusão das caricaturas de Maomé. Caso as eleições parlamentares fossem hoje o partido de Pia Kjärsgaard alcançaria 32 mandatos/cadeiras no parlamento dinamarquês, o que representa um aumento de 8 mandatos com relação ao resultado das eleições passadas. (Fonte, Dagens Nyheter, em sueco.)

A palavra em sueco do dia é yttrandefrihet, liberdade de expressão.

Filed under: Europa & Escandinávia,Jornal,Pra frente é que se anda — Maria Fabriani @ 13:39

February 4, 2006

Shakespeare sabia das coisas

Ainda feliz e contente, cá estou eu novamente, meio que fazendo gazeta, meio que dando um tempo na leitura de um livro interessantérrimo sobre a importância da família no desenvolvimento infantil. Ontem fui entrevistada pelo Mauro Malin do Observatório da Imprensa. Ele publicou no blog “Em cima da mídia” um trecho do meu post “Religião, política e provocação” sobre a confusão dinamarquesa, além de um pequeno resumo da nossa conversa por telefone. Leia aqui.

A publicação das caricaturas de Maomé é assunto quentíssimo por aqui. Como escrevi ontem, os nativos estão meio apreensivos com os desdobramentos dos protestos de comunidades islâmicas nos quatro cantos do mundo. Isso porque há uma certa dificuldade, acreditam eles, em se separar suecos de dinamarqueses e noruegueses (cuja revista de extrema-direita cristã Magazinet também publicou as caricaturas). As embaixadas escandinavas na Ásia foram atacadas por protestantes com ovos e tomates.

O primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen foi “explicar” no canal de TV al-Arabiya que ele não pode se meter com a liberdade de imprensa de seu país e exigir desculpas do corpo editorial do Jyllands-Posten, jornal de direita que começou a polêmica. Rasmussen foi muito criticado pela mídia local por não ter discutido a questão com os embaixadores dos países islâmicos antes que tudo se tornasse um incidente diplomático de proporções mundiais.

O problema de Rasmussen, escrevem hoje jornalistas suecos no meu jornal, é que ele não está preocupado apenas com a ameaça terrorista de alguns grupos radicais, mas principalmente com os boicotes massivos a produtos dinamarqueses em todos os países islâmicos. Um jornalista perguntou na coletiva de impresa se Rasmussen se preocupava mais em defender os direito de liberdade de imprensa ou em reassegurar que a economia dinamarquesa não sofresse mais com os boicotes de mais de um bilhão de pessoas nos países islâmicos.

A resposta, meio hesitante, foi que ele sempre, sempre, sempre vai defender a liberdade de imprensa antes de mais nada. Mas ficou evidente que o boicote está tirando umas horinhas de sono do primeiro-ministro dinamarquês. A pequena Dinamarca, tão orgulhosa por sua tradição democrática, mostra mais uma vez que essa democracia é um conceito bastante elástico e relativo.

Você faz parte do que uma sociedade homogena imagina como sendo tradicionalmente dinamarquês, parabéns. Caso seja diferente, do ponto de vista físico ou religioso, sorry, mas a democracia do mundo livre e secular não é pra você. E o que seria o tal “dinamarquês tradicional”? Bom, segundo meu jornal, muito do que é reconhecidamente dinamarquês foi retirado da obra do escritor do século XIX Grundtvig, que escreveu sobre “den danska folksjälen”, ou a alma popular dinamarquesa.

Isto é, a Dinamarca é o melhor lugar do planeta, apesar de ser um país pequeno com pouco mais de 5 milhões de habitantes e que já sofreu horrores em mãos invasoras (a última, a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial). Até por isso, há um nacionalismo poderoso em todas as almas nativas do país de Hans Christian Andersen e uma profunda intolerância contra tudo que tenta alargar os horizontes da definição do que é o dinamarquês essencial. E quando você, como estrangeiro, se espanta com as piadas racistas contadas normalmente por dinamarqueses “comuns”, é taxado como politicamente correto, o que é sinônimo de chato - ou sueco.

Mais do que nunca, Hamlet é atualíssimo. Definitivamente, há algo de podre no reino da Dinamarca.

Matéria interessantíssima sobre integração de imigrantes e dinamarqueses (em sueco).

A palavra em sueco do dia é intolerant, intolerante.

Filed under: Europa & Escandinávia,Jornal — Maria Fabriani @ 14:14

February 3, 2006

É a vida

Ia escrever sobre os desdobramentos da polêmica dos dinamarqueses com os desenhos de Mohammed; que o France Soir, um jornal francês, publicou as caricaturas; que todos os povos escandinavos (suecos inclusive) estão apavorados com as possíveis consequências dessa confusão; que eu também ando meio preocupada, mas não. Hoje não. Não sei porque, mas estou numa felicidade hoje que vou te contar. Sento aqui no computador de uma das muitas salas de computadores da universidade, ouço webrádio e tenho que me segurar pra não cantar. Pra não ficar muito limitada, dou umas sacodidelas mesmo sentada… Aprendi que esses momentos são preciosos e precisam ser cherished até a última gota. Nesse momento dou uma pirueta imaginária, sou envolvida por uma nuvem de algodão doce cor-de-rosa e sorrio. :c)

A palavra em sueco do dia é välbefinnande, bem-estar.

Filed under: De bem com a vida,Vidinha — Maria Fabriani @ 16:04
 

Bad Behavior has blocked 1078 access attempts in the last 7 days.