Sou uma criatura que não gosta de modas. Tenho a impressão de que preciso observar várias pessoas tentar primeiro, para só depois, com calma, ver se é alguma coisa pra mim. O que, aliás, é estranho, porque na vida geral sou exatamente o oposto disso, me jogo antes e penso depois… Anyway, apesar dessa demora, tenho sim a capacidade de adotar novidades - apesar de sempre estar unfashionably late.
A última foi o tal do feeding (não, não dá pra escrever em português), com o qual, a partir de uma única página leitora, fico sabendo se os blogs e sites que gosto de ler foram atualizados ou não. É uma bênção. Cadastro lá tanto os news sites que mucho me gusto como a grande maioria de vocês, camaradas blogueiros. Existem páginas pessoais, no entanto, que não têm um feeding, o que é uma pena. Feeding, já! Vai lá, meu filho! É indolor.
O querido André Machado, escritor, jornalista, blogueiro e gente de primeira categoria, escreveu uma matéria muito interessante sobre o Amor na Internet. André ouviu muitos internautas (ahhh, essa palavra já tá mais pra lá do que pra cá), entre eles yours truly e até o psicanalista Alberto Goldin. Está muito legal, viu. Recomendo. Como o Globo pede cadastro e uma série de chatices sem fim, copiei o texto do André prum documento Word. Quem quiser ler, tá aqui.
Nas minhas andanças pelos sites da vida, descobri mais uma jóia: o blog de um jornalista parisiense que foi morar no Rio. Acho fascinante a maneira como Olivier Hensgen enxerga o modo de vida, os trejeitos e, principalmente, os defeitos de quem mora na minha cidade (e no meu país). O nome é Carnet Carioca e é um delícia. Tem foto panorâmica da Lagoa Rodrigo de Freitas com o texto: “Quantas metrópolis possuem vistas comparáveis?” e duas fotos da praia, com o gol do futebol de areia demarcados por dois chinelos de dedo e, do outro lado, dois côcos verdes enterrados na areia.
Não sei se vocês repararam (well, alguns o fizeram e até me mandaram emails furibundos a respeito) mas eu ando meio de mau com a língua portuguesa. À medida em que meu urso melhora seus conhecimentos e não comete mais tantos erros de concordância, vou perdendo terreno, me esqueço de palavras, de suas grafias, do que elas querem dizer. E o pior é que nem posso colocar a culpa nas minhas leituras, predominantemente em línguas estrangeiras, porque ganhei uma porção de livros bacanas em português nesse verão.
Tem vezes que meu cérebro dá um nó; a palavra que quero escrever desaparece e fico apenas com a versão em sueco ou inglês a borbulhar na minha frente. E juro que não estou besta ou metida. Estou, na verdade, mais pra desesperada porque obviamente meu português se deteriora a olhos vistos, enquanto o sueco ou o inglês não melhoram mais do que o normal. Por isso, começo aqui a campanha: “Dê um Dicionário Aurélio Online pra Maria Fabriani”. Só serve online e a última versão, por favor. :c)
A palavra em sueco do dia é måndag [môôndag], segunda-feira.