June 30, 2005

Notícias do mundo virtual na Suécia

cao_no_computador.gifBlog :: Está a maior discussão sobre o fenômeno dos blogs, que só agora explodiu por aqui. Todos os jornais lançaram diários online de jornalistas cobrindo eventos especiais (festivais de música, shows, eventos esportivos, feminismo e dia-a-dia politico), o que, segundo os críticos, é uma chatice sem fim. “O mainstream da mídia ocupou mais um espaço editorial”, dizem uns. Colunas e artigos nos cadernos de cultura consideram o fenômeno dos blogs como um acontecimento inevitável - e nem sempre bem-vindo.

O último artigo que li a respeito foi escrito pelo jornalista Ola Larsmo, no jornal que assino. Ele desfia seu desgosto para com os blogs e cita até o filósofo e crítico teórico alemão Jürgen Habermas. Larsmo escreve que as novas mídias digitais mudam as circunstâncias para o que Habermas descreveu como a “esfera pública” e a “esfera privada”. Uhm, eu concordo. Mas será que isso é necessariamente algo negativo?

Tudo bem que o tablóide mais vendido do país exagerou e botou um reporter pra escrever um blog sobre seu desejo de parar de fumar. O deadline para o último cigarro seria dia 1 de junho. Não sei se ele conseguiu - achei o blog tão chato que deixei de ler. Mas a coisa era séria. O jornal lançou inclusive uma campanha para que os leitores também parassem de fumar (o que não é nada ruim). Eu acho engraçada essa discussão, apesar de ter uma visão muito pessoal do fenômeno bloguístico. Pra mim, blog é sinônimo de interação e, na maioria das vezes, prazer. Não uma exibição de poder.

Música :: A Suécia criminalizou a troca de música online. A partir de amanhã é formalmente proibido baixar e trocar música e filmes pela Internet. A lei, discutidíssima aqui, encontra muita resistência. Os serviços de armazenamento de arquivos criticam os métodos de combate ao “crime”, que envolvem blitzes e apreensão de servidores. Os usuários dizem que a lei serve apenas aos interesses das grandes gravadoras, que perdem grana com quem deixa de comprar o CD ou o DVD por ter acesso ao arquivo de graça, pela Internet.

A polêmica atingiu até o ministro da justiça, Thomas Bodström. Ele defende a lei, claro, mas juristas afirmam que a lei é ilegal. Isso porque está lá no texto que os pequenos usuários que tiverem baixado músicas e filmes online podem ser presos. O problema é que eles seriam localizados e identificados com a ajuda do número do seu IP, que funciona como uma espécie de identidade do computador. Acontece que esse número de IP é considerado um personuppgift, uma informação pessoal, cujo acesso é regulado por uma outra lei, que não permite o uso de informações pessoais para esse fim.

Nessa confusão jurídica, todo mundo continua baixando horrores, pirateando tudo quanto é filme e espalhando pela Web. A arma das gravadoras e dos estúdios de cinema é o chamado Spoofing: arquivos aparentemente genuínos mas que não contêm música ou filme são lançados nos servidores mais acessados. Em minutos, os arquivos se espalham pelo mundo todo. A gravadora da Madonna lançou uma série de arquivos fantasmas juntamente com o lançamento do último disco da cantora. Quando o usuário abria o arquivo, lá vem a voz da Madonna dizendo: “What the hell do you think you’re doing???”. Hohoho. Acho esse até mais legal do que as últimas músicas dela.

A palavra em sueco do dia é frihet [frirret], liberdade.

Filed under: Europa & Escandinávia,Música — Maria Fabriani @ 13:55

June 29, 2005

Ganhamos!

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Onde está Waldo? Alguém adivinha qual é a nossa varandinha?

Confesso uma coisa: não assisti ao jogo Brasil x Argentina. Não, não consegui sentar na sala e sofrer durante mais de 90 minutos. Mesmo ganhando de quatro a um. Mesmo com os maravilhosos Adriano, Ronaldinho e Cicinho. Depois de conversas emocionantes com a família de meu pai e de minha mãe, acontecidas no início da semana, estava sem condições emocionais pra me descabelar pela seleção.

Resolvi, por isso, sentar no escritório/quarto de hóspedes, onde temos nossos computadores. Meu urso, vestido a caráter, torcia sentado na frente de seus computadores. Eu corria pra sala a cada gol, feliz. Mas nervosa. Ele diz que só assiste aos jogos pra ficar olhando pra mim, porque sou um “show à parte”. Sei que essa copa das confederações não vale nada, mas me fez um bem danado ganhar dos hermanos.

(Aliás, um adendo: não consigo entender como os argentinos continuam, ano após ano, mostrando suas jubas revoltas nos campos do mundo. Me dá nervoso aqueles cachos todos colados na testa suada dos jogadores, que insistem em prender o cabelo com pequenos pedaços de pano envelhecido. Tenho a honesta vontade de ir assistir a um jogo da seleção argentina, invadir o campo e sair correndo atrás dos cabeludos com uma máquina-zero em punho.)

No intervalo, fui dar uma volta pra tirar a foto acima, porque simplesmente não agüento ouvir às “considerações” dos experts suecos (que foram muito melhores hoje, admito). Como já escrevi aqui, não consigo ser objetiva nesse campo. Pode até ser uma espécie de ufanismo tosco, de patriotismo enferrujado, mas fico genuinamente feliz em ver a alegria dos jogadores em campo. Não, não me cobrem uma análise elegante sobre o jogo. Quero mais é gritar “Brasiiiiiiiilllll!!!!!”

A segunda palavra em sueco do dia é mål [môôl], gol.

Filed under: De bem com a vida — Maria Fabriani @ 22:39

Bem-vindo Antônio!

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Hoje nasceu Antônio, um meninão de 52 centímetros e 4 quilos, filho da minha querida amiga Karenin e do Holandês. Parabéns pra nova família multinacional! Um beijo nos três e muita saúde!

A palavra em sueco do dia é födelse [fôôdelse], nascimento.

Filed under: Aniversários — Maria Fabriani @ 18:52

June 28, 2005

Que coragem!

Quem me lê há algum tempo sabe que eu escrevo às vezes sobre a discriminação sofrida por imigrantes na Suécia. Num post escrito em setembro do ano passado, comentei sobre a iniciativa de quatro repórteres do meu jornal - dois com nomes suecos e dois com nomes estrangeiros - que fizeram uma experiência interessante. Um sueco e um “imigrante” (está entre aspas porque a pessoa em questão nasceu e cresceu na Suécia, mas tem nome árabe) se candidataram ao mesmo emprego. O “imigrante” vai primeiro e é negado o trabalho, com a desculpa de que a vaga já foi preenchida. Quando o sueco liga pra se informar sobre a mesma vaga, marca-se uma entrevista de emprego na hora.

Pois ontem li uma notícia que me chamou a atenção: Sandra Backlund (foto), uma moça sueca de 27 anos que estuda para se tornar cientista política (statsvetare) na Universidade de Estocolmo, resolveu radicalizar e mudar seu sobrenome - eminentemente sueco - para Baqirjazhid, que ela criou com a ajuda da Internet. “Trata-se de uma ação política”, diz ela. “Pra mim é importante que todos os que se candidatam a um emprego compitam nas mesmas condições. As pessoas não são chamadas para entrevistas de emprego apenas por ter um sobrenome estranho. Isso mostra o quão bizarra é a base de dicisão de quem é empregador. [O nome] não diz nada sobre qual a formação acadêmica ou a experiência que a pessoa tem.”

Sandra sabe que terá de soletrar seu nome todas as vezes que entrar em contato com pessoas desconhecidas e órgãos públicos, mas isso não é um problema. “[O nome] é mesmo estranho. Mas não tem nada demais perguntar como alguém se chama e como se soletra. Está na hora que aprendamos a falar nomes diferentes”, diz ela. Eu concordo. Os suecos mesmo têm a mania de mudar seus sobrenomes para ficar diferente dos eternos Svensson, Johansson, Andersson. Achei a atitude dessa moça admirável e fico até certo ponto comovida. Imagino que a Suécia será um país muito mais justo de se viver num futuro não muito distante, quando a geração de pessoas nascidas nos anos 80 e 90 atingir postos chaves na sociedade.

Até porque, segundo a Integrationsverket, um órgão estatal que estuda a integração de imigrantes no país, nada menos do que oito em cada dez suecos acham que imigrantes sofrem discriminação aqui. No artigo publicado na página de opinião do meu jornal ontem, Andreas Carlgren, diretor do órgão, afirma que a quantidade de pessoas conscientes desse fenômeno aumentou muito. Hoje 43% das pessoas perguntadas concordam totalmente com a existência de discriminação. Três anos atrás, essa cifra estava por volta dos 25%.

A palavra em sueco do dia é likaberättigad [likaberétigad], ter direitos iguais. (Tack, Peter!)

Filed under: Europa & Escandinávia,Vida de imigrante — Maria Fabriani @ 09:29

June 27, 2005

Mais uma vez, fora do ar

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A palavra em sueco do dia é Irritation, irritação.

Filed under: Irritação e ironia — Maria Fabriani @ 18:45

June 26, 2005

Obsessão

marvin.jpgVocê sabe quando o seu companheiro chegou a um ponto crítico em sua obsessão pelo The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy quando:

bolinhazinha01.gif Ele passa horas investigando os sites do filme;

bolinhazinha02.gif Ele não repara (ou finge não reparar) quando a namorada, de saco cheio, tenta fazer outra coisa num domingo de sol;

bolinhazinha03.gif Ele clica sem parar na figura de Marvin, o robô deprimido, pra ouvir as réplicas hilárias na voz do magnífico Alan Rickman. “Here I am, a brain the size of a planet and they ask me to help you navigate. Do you call that job satisfaction? I don’t” ou “Oh well, if you really must, press there. But you won’t like it”;

bolinhazinha04.gif Ele assiste a um musical cantado por golfinhos que nadam no espaço;

bolinhazinha05.gif Ele assiste dezenas de vezes ao trailer do filme online;

bolinhazinha06.gif Ele passa horas se divertindo com um game chamado “Towel Toss”, ou jogando memória com as imagens dos personagens do filme;

bolinhazinha01.gif Ele marca no calendário o dia do lançamento do filme na Suécia e, logo em seguida, visita os sites dos cinemas daqui pra saber se já é possível reservar duas entradas.

bolinhazinha02.gif E, por fim, quando lê as 880 páginas do livro em tempo recorde, pela milésima vez.

bolas_malucas.gif

A palavra em sueco do dia é fantast, aficionado.

Filed under: De bem com a vida — Maria Fabriani @ 13:25

June 25, 2005

Viva!

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E o governo brasileiro está de parabéns. Li na manhã de hoje a notícia de que o Brasil pretende quebrar a patente do remédio Kaletra, contra a AIDS, caso o laboratório Abbot não corte o preço em até 40%. A decisão é tão sensacional, que deu até aqui no meu jornal (imagem acima). Humberto Costa afirmou que um laboratório estatal brasileiro pode fazer uma cópia do Kaletra por 68 centavos de dólar por pílula, o que é muito bom comparado com o preço que o governo paga hoje ao laboratório americano: 1 dólar e 17 centavos.

Aí o ministro da saúde disse que essa é a “primeira vez que o governo brasileiro quebra a patente de um remédio”, numa entrevista coletiva. Mas eu tenho cá pra mim a vaga lembrança de que o Serra, quando ainda era ministro da saúde do FHC, fez a mesma coisa, não foi? Anyway, gostei muito da notícia. Ainda mais porque ela foi tomada numa situação política complicada, quando os EUA ameaçam acabar com os privilégios de comércio brasileiros, se o governo não atuar mais fortemente contra a pirataria de CDs e DVDs.

Ao mesmo tempo, o The New York Times publicou um artigo de opinião na quinta-feira não apenas apoiando a decisão do governo Lula, como exortando Bush a fazer o mesmo. “O Brasil tem o melhor programa de combate à AIDS dos países em desenvolvimento”, escreve o jornal na abertura do editorial. “O representante do comércio americano precisa vir a público garantir que não haverá ações de retaliação contra o Brasil porque o país pratica seu direito de salvar vidas”.

A palavra em sueco do dia é liv, vida.

rosinha_linda.jpgrosinha_linda.jpgrosinha_linda.jpg

E hoje é aniversário da minha querida amiga, Marcinha! Viva!!! Parabéns, queridoca! Que todos os seus sonhos se tornem realidade! Um beijo enoooorme!

A palavra extra em sueco do dia é grattis, parabéns. :c)

Filed under: Aniversários,Pra frente é que se anda — Maria Fabriani @ 10:47

June 24, 2005

Uma rapidinha

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Rápido, antes que o servidor da Pixelzine caia de joelhos novamente, vamos lá. E o pior é que nem tenho muitas novidades pra contar, mas me sinto meio que obrigada a escrever, já que não sei quando o Montanha vai estar online novamente… Exatamente como uma criança esfomeada come mais do que deveria só pra garantir que não passará fome.

Estou aqui ouvindo uma rádio anos 80, que é um escândalo. Tocando agora, Madonna: “Get into the groove/Boy you’ve got to prove/Your love to me, yeah”. Acabou de tocar uma música do The Cure, um grupo que eu amava quando era adolescente (vai entender). Fui até ao show deles no maracanazinho (a pior acústica do mundo) e sabia todas as letras das músicas!

Me lembro que fomos muitos amigos do colégio e nos sentamos no fiofó do judas, lááá na última arquibancada. Na confusão, um dos rapazes caiu da arquibancada de concreto e quebrou o braço. Foi aquele alvoroço! Ficamos todos com muito medo de que ele precisasse de uma transfusão de sangue e que, por causa disso, pegasse AIDS. Paranóias dignas do meio dos anos 80.

Hoje é o tal do midsommar. As festividades aqui em casa estão resumidas a um churrasco pra duas pessoas (carne pro urso e salmão pra mim), batatas (salada com maionese pro urso, batatas cozidas na água e sal pra mim) e salada com muita cebola (uhm, adoro). Conseguimos nos abster das sobremesas doces. Temos bananas e chiclete sem açúcar, caso os munchies resolvam nos infernizar muito.

A frase em sueco do dia é Glad midsommar!, Feliz solstício de verão!

barra_midsommar.jpg

Filed under: Irritação e ironia,Música — Maria Fabriani @ 14:51

June 23, 2005

Diazinho

O que fazer hoje? Ginástica? Nehh… tô cansada de me sentir desproporcional todos os dias. Mas pelo menos fiz uma coisa útil hoje: limpei o banheiro, o que sempre me satisfaz, incrivelmente. Parece que preciso realizar uma tarefa simples como essa para ter uma experiência de bem-estar interior. Lave o seu banheiro e poupe dinheiro de duas sessões de análise! Ajudaria ainda mais se tirasse o aspirador de pó e desse uma ronda no apartamento, mas ainda estou me decidindo nesse aspecto.

Hoje no jornal: críticas à política de imigração sueca; jornalista de um dos jornais mais populares do país foi preso por ter pornografia infantil em seu computador no trabalho; o escândalo do Lula/Dirceu/Jefferson chegou aqui e eu, finalmente, compreendi o fio da meada graças à capacidade do correspondente do jornal na América Latina, Nathan Shachar; e achei uma receita deliciosa de um tiramisu de morangos, feito com mascarpone que eu simplesmente tenho que provar.

Não tenho visto mais futebol porque a seleção conseguiu me irritar depois daquele jogo mixuruca contra o México. Ontem eu “esqueci” de assistir à batalha contra o Japão (meu deus, a que ponto chegamos?). Freud explicaria esse meu “esquecimento” com gosto. Alguém sabe me dizer se essa Copa das Confederações vale alguma coisa? Tipo uma vaga na Copa do Mundo de 2006? Não, pensando melhor, é melhor não saber de nada e continuar nessa feliz ignorância que me protege contra ataques de irritação mais fortes.

A palavra em sueco do dia é: ro [rúú], paz, tranquilidade, sossego, calma.

Filed under: Receitas,Vidinha — Maria Fabriani @ 13:36

June 22, 2005

Fundamentalismo

Não sei se vocês sabem, mas nasci católica, assim como 89% da população brasileira. Mas, mesmo sendo, não o sou, na verdade. Sou, o que o Orkut inteligentemente classifica como spiritual but not religious. Perfeita definição. As razões para meu cetisismo são muitas, controversas e bastante particulares, de forma que não pretendo discutí-las aqui.

Mas, na verdade, comecei a escrever esse post pensando em fundamentalismo, que sempre ligamos aos muçulmanos, mas que é um fenômeno cada vez mais comum no cristianismo. Meu contato com xiitas-cristãos se resume à simpatia por Ned Flanders, dos Simpsons. Nada mais. Até porque, fujo de tudo que é exagerado nesse campo. Fanatismo nem pensar.

Comecei a pensar nisso tudo quando li sobre a manifestação na Espanha contra a legalização do casamento gay. Sinceramente, não consigo entender o porquê de querer proibir um ato de amor. Mesmo não sendo homossexual, dou graças à sorte por estar morando hoje em dia num país onde o estado é totalmente independente da igreja. Aqui homossexuais podem ter sua união reconhecida formalmente e, agora passaram a ter direitos de adotar ou, no caso de casais femininos, tentar a fertilização artificial. Há inclusive uma análise sendo feita pelo governo para transformar a lei de casamento sueca em neutra no que diz respeito ao sexo dos cônjuges. Mais info, aqui.

Pensei ainda mais nisso quando me deparei com o blog de Zach, um rapaz americano de 16 anos, que contou pros pais que era homossexual e que por isso acabou sendo mandado para um boot camp fundamentalista cristão para (recuperação de) gays. É leitura impressionante e não é a toa que o pobre menino já recebeu mais de 1000 comentários em seu último post.

Estão lá no blog as regras do “programa”. É uma loucura atrás da outra, um assustador desvairio de devoção misturado com ignorância. Diz lá que “One of the core functions of the Refuge is the common pursuit of corporate sobriety from sin”. A sobriedade dos pecados a que se faz referência é o fato do jovem em questão ser homossexual. A lista de coisas estapafúrdias é longa e até certo ponto dolorosa de se ler. E pra justificar os métodos do “programa” são citados vários parágrafos de textos bíblicos, como carta aos coríntios, evangélio segundo Lucas e vários salmos.

Mas abaixo no blog, lemos um post em que Zach escreve que contou pros pais que era gay. A reação foi uma conversa em que o rapaz ouviu dos pais que havia alguma coisa “psicologicamente errada” com ele e que os pais o haviam “criado errado”. Posso até tentar entender esse fundamentalismo besta americano (que se repete em outros lugares do mundo, infelizmente) mas não consigo perdoar essa falta de visão de adultos que deveriam pensar e não apenas obedecer (a deus, às leis, aos costumes, à tradição etc).

Acredito piamente que é melhor ser gente decente (e aí não coloco qualquer condição religiosa na palavra “decente”), do que ser bem ajustado ao que a sociedade comanda. Não adianta nada ser heterossexual e espancar a esposa. Não adianta ser heterossexual e odiar cada minuto da sua vida. Podia dar mil exemplos de machos e fêmeas perfeitamente ajustados mas que deveriam ser presos pra sempre para impedir que a humanidade fosse obrigada a lidar com eles.

A palavra em sueco do dia é kärlek [cháárlek], amor.

Filed under: Irritação e ironia — Maria Fabriani @ 09:19
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