January 27, 2005

(Falta de) enlevo e libertação

Minha vida nesse momento é um deserto. Um deserto feito de números, fórmulas, probabilidades, valores médios, absolutos e suas freqüências. Nada é subjetivo. Tudo é claro e preciso. Socorro! Admito, no entanto, que acho interessante a capacidade da estatística de ajudar a comprovar vários tipos de experiências científicas, de remédios novos - sua capacidade de cura e suas contra-indicações - até quão desigual uma sociedade pode ser com seus próprios cidadãos.

Isso me agrada. A interpretação da estatística, suas conclusões. O que é difícil de engolir é a aridez do processo matemático. Apesar disso, compreendo que é apenas sabendo de suas entranhas, das fórmulas, das proporções e cifras, que é possível tirar conclusões corretas. Por isso, ainda não me revoltei completamente. Mas é por isso também que não escrevo aqui tão freqüentemente. Preciso de enlevo, conhecimento (não apenas matemático) e, porque não dizer, poesia.

E foi isso que encontrei num programa que acabei de assistir em um dos canais da SVT (TV estatal sueca). Foi um documentário produzido pela BBC sobre a música de Auschwitz, tocada por prisioneiros judeus e ciganos. O filme foi mostrado hoje em mais de 50 países como um marco dos 60 anos de liberação do campo de concentração polonês. Foi em 27 de janeiro de 1945 que o Exército Vermelho libertou o que ainda restava dos prisioneiros de Auschwitz.

Muito tocante. Três sobreviventes, a cantora Eva, a cellista Anita e o tocador de acordeão Michael, contam suas lembranças, mostram seus números tatuados nos ante-braços e repensam como conseguiram sobreviver. Eles mostram um certo peso na consciência por terem feito música na porta do campo de concentração, enquanto centenas de pessoas desciam dos vagões e iam direto para os fornos, onde morriam. “Não se pensa em moral nessa hora”, defende-se Anita. “Estávamos todos preocupados em não morrer”.

Eva, judia da Hungria, estava faminta quando chegou a Auschwitz depois de quatro dias de viagem. A fome fez com que perguntasse se conseguiria um pedaço de pão se cantasse. A responsável pelo barracão das mulheres onde ela estava disse-lhe que sim. Ela começou então a cantar “Madame Butterfly”, de Puccini. Nessa hora a responsável pela orquestra do campo disse que ela iria cantar pra eles, o que lhe salvou a vida.

Seria bom ter certeza que os horrores dos campos de concentração nunca mais se repetissem. Mas sabemos que eles já se repetiram muitas vezes durante esses 60 anos. Exemplos não faltam: Srebrenica, na ex-Iugoslávia, Ruanda, Sudão e, em menor escala, Candelária, Carandirú etc etc etc. Será que nunca aprenderemos a lidar com nosso ódio? Será que o nacionalismo precisa existir em detrimento da integração pacífica dos povos?

No que diz respeito a mim, sairei dessa aridez toda em algumas semanas. Essa sensação de finitude me ajuda a suportar a frustração da matemática. Aliás, tenho até a impressão de que a culpa não é da matemática em si - bastante inofensiva até agora - mas de péssimas experiências pedagógicas com a matemática. Isso sim destruiu nossas possibilidades de um convívio civilizado. Vou até ali, escutar uma música, ler um livro, ver um filme, falar com um amigo, namorar, irrigar minha existência. Já já eu volto. Salut!

A matéria da BBC, aqui.

Filed under: Elucubrações,Europa & Escandinávia,Música — Maria Fabriani @ 23:00

January 24, 2005

Oh, céus

Então, acabei de voltar da universidade. Hoje começamos oficialmente o terceiro semestre. Com que curso? Estatística. É, pois é, es-ta-tís-ti-ca. Quando parar de hiperventilar eu escrevo mais, ok? :c/

mesa.jpg

Filed under: Universidade — Maria Fabriani @ 12:30

January 23, 2005

Estresse do estatus

Voc j se sentiu em estranho descompasso com o que a sociedade em geral pensa de voc? Com o valores expressos por todos? J sentiu uma angstia de no estar altura de seus amigos (geralmente por sentir inveja), de seu namorado (por cime), de seu trabalho (por duvidar de sua competncia)? Perdeu noites de sono tentando descobrir o motivo de no ser to amiga daquela pessoa importante e/ou popular? Se voc respondeu sim a uma dessas indagaes, ento voc sofre do que o filsofo e escritor Alain de Botton descreve como “estresse de estatus”.

Por mais certos de ns mesmos que possamos ser, s vezes baixa uma insegurana bsica, uma angstia, nascida sabe-se l do qu, mas que demora a desaparecer. Tenho a impresso que esses ataques de estresse diminuem com o tempo, ou com o fato de acharmos nosso caminho na vida, independente do que acham famlia, amigos e conhecidos. O estatus ao qual de Botton faz referncia o valor que o crculo de conhecidos nos infere dependendo de nosso “sucesso” na vida, de acordo, claro, com o que eles chamam de sucesso.

De Botton afirma que quem diz estar “em paz”, que diz no se importar com o que os outros dizem de sua pessoa, mente. Ou ento, tem um senhor ego. Est l na pgina 4: “Se nossa posio na escada social nos d motivo para desconforto, isso significa que nosso entendimento de ns mesmos depende em alto grau do que os outros pensam de ns. Tirando alguns raros indivduos, como Scrates e Jesus, ns confiamos nos sinais de respeito dados pelo mundo nossa volta para que possamos nos tolerar”.

claro que a viso acima descrita dura de engolir, ainda mais depois de anos e mais anos de anlise, algumas experincias muito boas e outras ms, muito choro e vela. Gostamos (eu gosto, pelo menos) de nos sentir livres das amarras do que os outros pensam de ns. E muitas vezes conseguimos. Mas a cobrana, as comparaes, a inveja, o desentedimento, a raiva (tudo o que sentimos de vez em quando), tudo isso nos mostra que a disputa por estatus aos olhos dos outros uma constante em todos ns. melhor no negar e aceitar sua condio de humano.

O escritor lista cinco causas do estresse do estatus e cinco solues para o problema. Entre as causas esto:
Falta de amor - o fato de permanecer descasado numa sociedade que presa a vida em famlia uma “mostra” do pouco estatus da pessoa em questo, que no teria conseguido fisgar um par;

Esnobismo - precisa-se conquistar alm de um parceiro, certa riqueza material para que possamos nos locupletar de coisas, nos mostrar caros e raros, exclusivos;

Expectativas - o aumento impressinante das possibilidades de consumo do ps-guerra forneceu uma possibilidade indita em toda a histria mundial de consumo e satisfao. O problema que quanto mais se consume, menos feliz se fica;

Meritocracia - o valor de uma pessoa, seu mrito, era julgado a partir do efeito que essa pessoa tinha sobre outras pessoas, no de seu “valor de alma”; e

Dependncia - somos subjulgados continuamente durante nossa vida; dependemos de um eventual talento, de um chefe que o descubra, dependemos da sorte, da inteligncia de nossos patres, e at da economia mundial (em tempos globalizados).

Entre as solues, de Botton lista:
Filosofia - O surgimento da filosofia fez com que tudo o que o mundo ao nosso redor nos sinalisa como sendo nosso valor seja reconsiderado, trabalhado, mastigado dentro de ns, e filtrado atravs da razo, do juzo, do senso comum. Se o joozinho acha que eu sou chata, posso dizer, com a ajuda da perspectiva fornecida pela filosofia, que ele est errado. Meu racicnio seria: posso “estar” chata, mas no “sou” chata o tempo todo.

Arte - Arte a crtica da vida. Pode-se fazer graa com uma situao poltica, pode-se sugerir dramaticidade a uma condio scio-econmica, pode-se criticar com um riso.

Poltica - Cada sociedade tem seus padres de respeito. Dependendo da cor da sua pele, da sua origem, do seu modo de falar e do seu temperamento, te colocam na categoria “alto estatus” ou “baixo estatus”. Mas esses padres mudam com o passar da histria. Os seres humanos de maior estatus em Esparta, Grcia, em 400 a.C. eram homens enormes, brutais e bissexuais. Na Inglaterra dos sculos XVIII e XIX, a histria bem outra, assim como nos dias atuais, certo?

Cristianismo - A morte, com tudo o que traz consigo, um senhor acorda-leo, nos d perspectiva para organizar nossas prioridades terrenas. O pensamento sobre a morte d autenticidade s coisas da vida.

Vida bomia - Uma tendncia ao bsico, s felicidades mais evidentes da vida, uma revolta aos valores propagados pela burguesia, uma necessidade de ir contra a corrente e afirmar que possvel sim ser muito feliz sendo fiel literatura, arte e ao amor. (“Moulin Rouge”, se lembram? Pois .)

O livro o maior barato, eu recomendo muitssimo. At porque uma viagem por autores desconhecidos, escritores de 1600, publicidade atual, pensamentos e idias originalssimos. Eu li o livro em sueco (veja aqui). Mas o autor, Alain de Botton, que mora em Londres, escreve em ingls. O livro chama-se “Status Anxiety” no original. Veja o site do autor, onde tem todas as informaes sobre seus livros. (Como sou uma criatura estressada por natureza, simplesmente preciso comprar mais livros desse homem. Estou de olho nesse aqui e nesse aqui.)

Filed under: Livros — Maria Fabriani @ 15:31

January 21, 2005

O mico e judô

domino.gifEntão, caí. Disse que escreveria aqui quando pagasse o mico, então, conto: caí na frente do supermercado na esquina da minha casa aqui em Umeå, numa rampa coberta por uma camadinha fina de neve e por baixo, gelo lisinho. Agora estou aqui com a metade direita do meu derrière e com minha mão direita doloridos. Aliás, não sei se é apenas reflexo essa coisa de aliviar a queda com a mão, mas aprendi a fazer isso aos seis, sete anos, quando lutei judô.

Nunca contei isso aqui, né? Pois então, nessa idade eu era absolutamente fascinada com judô. Lutava com as almofadas da casa da vovó sem parar, quando o filme da sessão da tarde não me interessava, ou com minhas primas, que nunca entenderam meu fascínio. Até que um dia, minha mãe, reparando em minhas tendências esportivas, me matriculou numa aula de judô no meu coleginho de então. Nem preciso dizer que eu era a única menina na minha faixa etária (e acho que das outras faixas etárias também).

Como era baixinha e novinha, o professor me colocou pra lutar com um menino também baixinho, mirradinho, daqueles bem marrentos. Revoltado por ter sido “rebaixado” pra lutar com um ser tão inferior como uma menina, ele me beliscava nos braços e tentava dar olhares furtivos, porém nem tão sutis, pra dentro do meu quimono. Eu não entendia aquela raiva toda, nem a curiosidade com relação à minha área peitoral, que não era maior do que a dele naquela época.

Meus sonhos olímpicos no time de judô brasileiro acabaram algumas semanas depois, quando me cansei dos risinhos, da raiva revoltada do coitado do meu parceiro, e de usar camiseta debaixo do quimono no calor do Rio de Janeiro. Não passei da faixa branca, mas conquistei dois “graus” amarelos. Acho que mais pela simpatia do professor do que pelos meus dotes esportivos. Mais tarde, joguei futebol, corri, saltei, joguei queimado e treinei basquete e vôlei quase a sério. Antes disso tudo, queria ser bailarina. :c)

cafezinho.gifcafezinho.gifcafezinho.gif

Repararam que acabei de ler o “Statusstress” do Alain de Botton? Pois é, êta livrinho interessante! Mas tô com uma preguiça básica de escrever sobre ele hoje, por isso vou deixar pra depois as histórias sobre o que nós, humanos, fazemos para nos sentirmos “amados”. Li, nesse meio tempo, um livro muito bom pra universidade chamado “Marginalitet” (não preciso traduzir, preciso?) e outro chamado “Tarzans tårar” (“Lágrimas de Tarzan”) de uma escritora sueca bacaninha chamada Katarina Mazetti. Livro bom pruma viagem de trem ou ônibus, nada demais. Agora comecei o “Cartas a Paula”, que me foi enviado carinhosamente pela minha amiga Julia, no Natal. (Um beijo, querida). O livro foi feito com cartas de pessoas que leram o “Paula”, da Isabel Allende, no qual Allende relata de forma comovente a morte de filha. (Update: terminei de ler ontem mesmo. Livro emocionante. Já comecei outro da Isabel Allende…)

Filed under: De bem com a vida,Livros — Maria Fabriani @ 14:25

January 20, 2005

Oi

Hoje não tenho sobre o que escrever. Ou, se o tenho, não vem à tona. Não acredito na história que se está sem inspiração. Isso é lorota de quem não gosta de escrever, ou tem preguiça. Anyway, aprendi, depois de muitas sessões de análise, que quando se está assim, achando que não se tem nada pra dizer, é que se tem muito a falar. Bom, como o ouvido (e os olhos) de vocês não são penico e eu não faço análise em público, saio de mansinho e volto logo. Adieu.

PS.: Ah, a cachorrinha da minha amiga Viktoria deu cria. Ainda não vi os filhotes mas estou morrendo de curiosidade. :c)

Filed under: Elucubrações — Maria Fabriani @ 15:50

January 19, 2005

Seqüestro, tsunami e vinho

Manchetes do meu jornal daqui:

A polícia sueca emitiu alarme nacional depois do desaparecimento de um executivo de uma das maiores lojas de departamento daqui. Fabian Bengtsson, presidente da Siba (que vende eletrônicos, eletrodomésticos etc), foi seqüestrado quando saiu de casa para ir pro trabalho em Gotemburgo. Pois é, esses absurdos acontecem até aqui.

A Indonésia aumentou para 166 mil o número de mortos depois da catástrofe com as tsunamis (Ah, é muito estranho escrever “o tsunami”. Aqui vai ser feminino mesmo) Oficialmente, anuncia a Reuters, a estimativa é que pelo menos 226.566 pessoas morreram em todos os países atingidos no último dia 26 de dezembro. Que coisa. Muitos suecos ainda estão desaparecidos. O jornal tem manchetes todos os dias sobre o assunto, desde o dia 27 de dezembro.

Cientistas americanos da faculdade de medicina da universidade de Harvard, entre outras, chegaram à conclusão depois de quase 30 anos de estudos, que um copo de vinho ao dia ajuda a reduzir em até 20% a chance de mulheres desenvolverem demência quando idosas. O estudo, que começou em 1976, acompanhou 11 mil enfermeiras americanas. Vou lá comprar um vinhozinho e já volto!

Filed under: Vidinha — Maria Fabriani @ 18:36

January 18, 2005

Vidinha, nada demais

gato_lindo.jpg

Um oi rápido, enquanto ainda posso, depois de mais um dia com o Montanha fora do ar. Aqui chove, temperatura positiva, um espanto. Dizem que a friagem toda, tão comum no mês de janeiro, foi pro outro lado do Atlântico, atazanar a vida de quem mora no Canadá e no norte dos EUA. Essa coisa de não estar tão frio seria ótima se não fosse por um detalhe: neve que vira gelo pelas ruas. Amigos, perco a conta das vezes em que quase caí. O mico é grande e está próximo. Eu aviso quando pagá-lo.

Na universidade as coisas estão indo bem. Ontem e hoje entrevistamos duas pessoas mais (já são seis!). Terminei de escrever minha prova e hoje acabamos de escrever o trabalho de grupo. Amanhã tem seminário sobre marginalização. Muito interessante. Aqui o marginal não é apenas o ladrão, como estamos acostumados a pensar no Brasil, mas é a pessoa que fica às margens do mercado de trabalho, por escolha própria ou por impedimentos variados, como uso de drogas e vida perturbada.

Ontem vi um documentário britânico sobre gagos e suas dificuldades no dia a dia. Um cara, LINDO e gaguíssimo, disse que ele não gagueja quando fa-la b-e-m de-va-gar. O problema é que ele acha que isso é difícil demais e deixa a estratégia pra lá. Descobri que sou gaga quando falo sueco. Minha mente vai muito mais rápido do que minha boca e eu acabo me embolando com a entonação (importantíssima quando se fala sueco). Acho que daqui pra frente jag ska prata så där, l-å-n-g-s-a-m-t. :c)

De resto, continuo aqui. Vivendo. Talk to me.

Filed under: Vidinha — Maria Fabriani @ 18:29

January 17, 2005

Mais 20 anos pela frente

Ontem à noite (mais pra madrugada) fui dormir pensando em um post que iria escrever hoje. Fui formando frases, umas até engraçadas, sobre alguma coisa que iria entreter vocês aqui. Mas hoje, depois de um dia longo, esqueci o que era. Não faço idéia sobre o que iria escrever. Minha cadeia de pensamentos, que me pareceu totalmente lógica horas atrás, desapareceu.

Sempre fui assim: começava a pensar nas minhas matérias, o lead, as divisões, o final, os boxes de informação adicional, tudo ainda na minha cabeça, antes sequer de sentar pra escrever. Mas se não fosse logo pra frente do computador (ou da máquina de escrever, nos meus tempos de Jornal do Commercio), eu perdia o fio da meada. E assim foi hoje. Mas tudo bem, aqui estou, contando a história da falta de história. :c)

Entrevistamos hoje uma pessoa pro nosso trabalho de grupo de política social e tenho a impressão que já terminamos de colher dados. Acabei de acabar de escrever minha prova (dez páginas), que deve ser entregue na sexta-feira, junto com a apresentação do nosso trabalho de grupo (duas páginas). Escrevi sobre o processo de reconhecimento do diploma dos imigrantes com background acadêmico aqui na Suécia.

Tento não me deprimir com os resultados da nossa pesquisa, mas muitas vezes não é fácil. Está lá, preto no branco, num relatório feito por encomenda da Integrationsverket, um órgão governamental que cuida da integração de imigrantes na sociedade sueca. Diz logo lá no início que o reconhecimento do diploma é bom mas não é o suficiente para garantir um trabalho que esteja à altura da formação do imigrante.

O relatório se baseou, entre outras coisas, num estudo realizado pelo Statistiska Centralbyrån (SCB), que é o IBGE sueco, no qual foram ouvidos 9.926 imigrantes cujos diplomas foram validados para o sistema daqui. Depois de três anos, apenas 46% dessas pessoas estavam trabalhando. Durante o mesmo período, 76% dos suecos pertencentes à mesma faixa etária (20-64 anos) tinham emprego.

O que mais me deixa deprê e preocupada é uma parte do relatório que indica a importância do tempo em que um imigrante mora aqui para conseguir um trabalho decente. Cinquenta por cento de homens e mulheres nascidos nos países escandinavos (Dinamarca, Finlândia e Noruega - o chamado Norden) e que imigram para a Suécia, precisam de três anos para encontrar um trabalho em que possam fazer uso de seus diplomas. Para os imigrantes não-europeus, esse tempo aumenta para 20 anos para homens e 24 anos para mulheres.

Ó, céus.

Mas tem coisa boa hoje também: passei na minha prova de economia!!! UHU!!!! O professor disse que eu tinha feito uma “prova muito boa, com bom uso da linguagem e fácil de ler, bons exemplos e raciocínio interessante”. Tá bom ou quer mais? :c))))

Filed under: Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 16:29

January 14, 2005

Yahoo! É um menino!

BUCARESTE (Reuters) — O jornal Daily Libertatea noticiou que um casal romeno decidiu batizar seu filho com o nome de um conhecido portal de Internet. Cornelia e Nonu Dragoman, ambos moradores da região da Transilvânia, se conheceram e decidiram se casar depois de um relacionamento online de três meses. Eles tiveram seu primeiro filho nesse Natal, e decidiram batizá-lo Lucian Yahoo. “Nosso filho se chama Lucian Yahoo por causa do nome do meu pai e da Internet, os pontos de referência mais importantes da minha vida,” disse Cornelia Dragoman.

Se a moda pega, a quantidade de Carlos ICQ Júnior da Silva Johansson, Antônio Big Foot de Oliveira Smith, Mariana Alta Vista da Rocha Marineau, Paulo Google Machado Campbell não vai estar no gibi… (A notícia original, em inglês, aqui.)

Eu, hein. Se for pra sacanear o próprio filho com um nome desses, sou mais isso aqui. Hohoho.

Filed under: Cinema e televisão — Maria Fabriani @ 16:40

January 13, 2005

“God hates fags”

“Mary, que tal essa?

Segundo certa organização religiosa, o recente tsunami asiático teria
sido enviado por Deus para dizimar suecos gays em férias. A matéria, aqui, e mais gozação, aqui”.
(Email do meu amigo Cat)

Hohohohohohohoho.

Depois ainda tem gente que pergunta porque o mundo inteiro tem picuinha contra os americanos. Eu, hein.

Filed under: Irritação e ironia — Maria Fabriani @ 16:43
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