



Estava aqui, concentrada tentendo resolver as 11 perguntas do primeiro exercício do curso de legislação, quando ouço um zumbido e um bater de asas. Digo pra mim mesma: “não é nada!” Volto a atenção ao banco de dados na Internet com milhares de casos, leis, decisões… Mas escuto o zumbido novamente. Mais perto de mim. Assustada, olho pra cima do monitor e vejo uma abelha imeeeeennnsa.
Levanto e saio abanando os braços pra todos os lados, mesmo a coitada da abelha estando bem longe de mim. Ela acha interessante o show oferecido por essa massa em movimento e vem investigar. Depois de passear comigo pelos quatro cantos do apartamento - eu sempre à frente, abanando os braços, sacodindo os cabelos e grunindo “uhhhh” - a abelha perde o interesse e pousa no abajur.
Sento na frente do computador e tento pensar num plano para forçá-la a sair do apartamento, já que matá-la está fora de cogitação (não por ser piedosa, mas mais por ser medrosa mesmo). Apago todas as luzes, abro a porta da varanda e a abelha some. Mas como ainda não tive coragem de ir conferir se ela realmente foi embora, não sei ao certo se estou livre.
Nunca desejei tanto na minha vida uma latinha de aerosol Baygon. (Isso é proibido na Suécia… dizem que é perigoso à saúde. Ughrt.). Resta saber se o nervosismo de pessoas como eu não poderia ser considerado mais perigoso do que um simples DDTzinho que, aliás, é o meu melhor amigo.
Hoje ninguém me derruba, nem a chuva que cai insistentemente lá fora desde ontem, nem o resfriado que insiste em tentar se estabelecer. Ainda resisto. Faço exercícios de “Yoga para nervosos” (hohoho, adoro esse título), do professor Hermógenes e vou segurando as pontas até quando der. Mas tenho uma teoria: tal qual as crianças que começam na creche e “pegam” todos os tipos de bugs, o recomeço das aulas na universidade também pode facilitar resfriados e pentelhações variadas.
Quero mandar um beijo especial pra Pururuquinha. *smack!* :c)
Hoje tem filme maravilhoso na TV: “Tea with Mussolini”, com a incomparável Judi Dench e com direção de Franco Zeffirelli. Tem alguma coisa especial em filmes de/sobre ingleses na Itália. Não sei o que é. Desde “A Room with a View”, do fantástico James Ivory, que vi ainda adolescente, me amarro no estilo. Adoro o cinema inglês em geral, mas meus favoritos são todos aqueles com a Emma Thompson, o Antony Hopkings e até o Kenneth Branagh, tipo “Vestígios do dia” (também James Ivory) e “Muito barulho por nada”. Isso sem falar na minha “queda” por Stephen Fry (o gordo-feio mais lindo do cinema) e, claro, John Cleese e a galera do Monty Python.
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