September 28, 2004

TV, livros e eu

Ontem o dia foi realmente cheio. Cheguei em casa às nove horas da noite. Falei no tel com Suyaen e meu urso. Tomei um banho e fui assistir TV pra relaxar. Pra quê. Tinha um especial sobre um acidente seríssimo com o navio Estônia, que fazia a rota Estocolmo-Talinn. A tragédia aconteceu há dez anos e causou a morte de 800 pessoas nas águas geladas do Báltico. Fiquei pregada no sofá e não consegui nem ir ao banheiro fazer pipi.

Quando o documentário acabou, às 00h25 de hoje, estava a-ca-ba-da. Mas, como eu sou mesmo estranha, ao invés de dormir, comecei a ler o “84 Charing Cross Road”, da Helene Hanff (só tinha visto o filme milhões de vezes, mas nunca lido o livro). Claro, não consegui parar até a metade da segunda parte, lá pras duas da matina. A primeira parte é formada pelas cartas trocadas entre Helene e todos os empregados da Mark’s & Co. Quem viu o filme, sabe do que estou falando. A segunda parte, no entanto, que não tem no filme, é a viagem que a Helene fez em junho-julho de 1971 à Londres.

*Enquanto eu nascia lá no Rio, a Helene realizava um sonho de mais de 20 anos, em Londres*

Fiquei hipnotizada pelas descrições dela, as ruas, as pessoas; me maravilhei com os comentários bem humorados que ela faz sobre tudo. É tão refrescante ler um texto de uma pessoa que não se leva muito à sério e até por isso mesmo escreve sem compromisso, em tom de confissão. Parece que ela escreve com um meio sorriso, achando tudo elegantemente cômico. A segunda parte do livro foi editada como o diário de viagem de Helene.

Ah, como eu AMO livros/diários de viagem! Alguém aqui leu o diário de viagem do Camus, quando ele foi até ao Brasil de navio? O modo como ele descreve o mar é simplesmente maravilhoso. Ainda estou no final de junho no livro, mas já entrei na angústia costumeira de quando encontro um livro que AMO: quero ler tudo e, ao mesmo tempo, quero economizar tudo para que dure mais. Oh doce indecisão. :c)

Filed under: Livros — Maria Fabriani @ 17:19

September 27, 2004

Maratona

Chuva. Mas não tá frio, graças a Deus. Aula sobre leis de imigração. Nada muito impressionante. Já sabia quase de tudo o que foi dito por pura experiência. Almoço: resto da sopa italiana de ontem. Delícia. Ainda mais com pãozinho, queijo e tals (sempre exagero nos pãezinhos.. oh). O tapperware ficou manchado de laranja avermelhado (a sopa tinha muito tomate oh oh). Alguém sabe me dizer como eu posso tirar a mancha? Tô com emails na caixa postal que ainda não respondi. Sorry (principalmente Marcinha, o email mais antigo… oh oh oh). Agora tenho que correr (debaixo de chuva.. oh oh oh oh). Fui.

Filed under: Vidinha — Maria Fabriani @ 14:18

September 26, 2004

Outono em Umeå

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Minhas queridas Björks, todas amarelinhas

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Minha florestinha preferida

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Ciclovia

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Cogumelo… é outono!

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Matizes de outono na ciclovia

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Linda!

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Chão de outono

Post e fotos inspirados pela Marina. Queridoca, você é um amor. Um beijo.

Filed under: Vidinha — Maria Fabriani @ 21:53

Que saco!

Olha, quero dizer uma coisa aqui pra todos vocês e pra uma pessoa em particular: esse blog é MEU. Isso aqui não é uma home page comercial ou coisa que o valha, por isso não sou obrigada a deixar gente maluca fazer o que quiser aqui. Sou uma pessoa democrática, mas para poder ter ordem e garantir um ambiente razoavelmente amigável no Montanha, sou obrigada a estabelecer certas regras de conduta aqui dentro.

Se o assunto que escrevi é polêmico e você não concorda com as minhas opiniões ou com as opiniões expressas nos comentários por outras pessoas, fine. Sinta-se livre para dizer o que pensa num tom normal, sem dar aula ou desprezar o outro. Agora, preste atenção aqui: você NÃO PODE insultar quem quer que seja, ou mandar emails cínicos, direto pra pessoa em questão, sugerindo leituras e dando “aulas”.

Muitas pessoas já deixaram dicas de livros nos comentários, o que eu aprecio muitíssimo. Adoro aprender e acho realmente interessante uma troca de idéias contínua - é até por isso que ainda mantenho comentários aqui no blog. Mas, vale lembrar, existem maneiras e maneiras de se dar uma “dica”, um toque ou coisa que o valha. Se você não sabe ser educada, é melhor não escrever nada.

A liberdade de expressão é uma noção poderosa e que defendo sempre. Mas quando o assunto se torna uma catfight entre duas pessoas, o melhor é retirar o lance do fórum público e resover (ou brigar mais ainda) no privado, por email. Sou obrigada a escrever esse post porque tem gente que não compreende que estou interessada numa troca cordial de idéias, e não apenas em aulas de antropologia.

No mais fico irritadíssima por não poder escrever sobre assuntos que me interessam sem receber comentários disparatados de gente que vem aqui não para comentar, mas para zonear, provocar, tocar fogo no circo e depois desaparecer. Já bani o seu IP, mas você continua vindo, escrevendo, sem se dar conta que aqui, você não é bem-vinda.

Filed under: Irritação e ironia — Maria Fabriani @ 12:13

September 24, 2004

Quantas vezes morremos nesta vida?

Nascemos e morremos quando viajamos. O velho ditado francês que declara “partir (ou despedir-se) é morrer um pouco” não pode ser mais claro ou verdadeiro, pois todo viajante divide-se, reparte-se, multiplica-se e, quase sempre, dispersa-se, “diasporiza-se” em múltiplos pedaços. Pulveriza-se em memórias, saudades e vidas, cada qual sob o controle daqueles que deixou no seu porto de adeus.

Cada viagem sinaliza uma nova etapa, uma declaração de independência, um gesto de revolta, um rasgo corajoso de esperança, um dispendioso desabafo, um ato de rejeição, um tiro no escuro, um rito de passagem. Foi assim quando fui complementar minha educação universitária em Harvard, nos Estados Unidos; foi também assim quando saí de uma Niterói luminosa, marcada por animadas discussões intelectuais, cujo objetivo era “acabar com o subdesenvolvimento” e segui para o interior do Brasil para viver comos índios. E tem sido assim depois que retornei aos Estados Unidos como professor e fiquei numa gangorra cultural, morando entre dois países e experimentando, como membro de uma cultura, os valores de outra sociedade.

Para cada uma dessas partições há um preço. O viajante é um peregrino. Mas o viajante que estaciona e, desfazendo armas e bagagens, integra-se num lugar, torna-se um marginal. E aquele que se associa formalmente a uma instituição - uma companhia, firma ou universidade - vira expatriado. Reparte-se inevitavelmente, criando uma vida concreta onde chegou e uma outra no lugar de origem.

Uma coisa é viajar motivado pelo retorno, como acontece nos cruzeiros turísticos e nas viagens de estudo ou trabalho. Outra coisa é viajar para ficar, tornando-se residente num lugar onde não se nasceu e onde toda a realidade, da comida aos modos de falar, comprar, pedir, rezar e relacionar são diferentes, têm de ser aprendidos e chegam de fora para dentro.

O primeiro tipo de viagem inventa o turista engarrafado numa bolha. O segundo agencia o viajante que experimenta a morte e a divisão de sua vida de modo abrupto ou gradual. A prova cabal de que morreu ou virou fantasma é quando ouve seu nome falado em outra língua. Meu nome sempre foi Roberto, mas aqui nos Estados Unidos virou Hobero. No início tudo é mais ou menos diferente, depois a vida se rotiniza e o estranho transforma-se em aceitável e até mesmo em familiar. Quem diria que eu ia me deleitar com cachorros quentes e com “almoços de negócios ou conferências”, as tais brown bag talks, embora deva dizer que a tal de root beer é ainda remédio para mim.

Qualquer que seja o gosto da rotina, porém, o fato é que é impossível viver e trabalhar num lugar, criando simpatias e antipatias, descobrindo prazeres e sofrimentos, sem ter com esse espaço uma história de sentimentos e relações. Sem se sentir saudoso de alguns de seus nichos, comidas, pessoas.

Minha experiência americana me tornou um expatriado e, ao mesmo tempo, um fervoroso brasileiro. Tanto que voltei ao Brasil só para descobrir, neste breve retorno que agora faço a Notre Dame, quanto eu me liguei a este lugar e às suas coisas. Quanto eu fui tocado por suas árvores bem cuidadas, por suas alamedas emolduradas de grama, pelo cheiro de incenso de suas missas, pelo silêncio quase sepulcral de duas noites, pelas tempestades que chegam rápidas e violentas e vão embora com amesma velocidade, pelo gosto saboroso de seus vegetais, pela civilidade com a qual seus cidadãos dirigem seus carros, pela sincera cordialidade dos meus colegas.

Quando se fica entre dois mundos, morre-se muitas vezes. Tantas são as passagens de um lugar a outro. E, quando se descobre que o “entre” também tem o seu lado negativo, revelando as perdas, contabilizando as divisões, assinalando as repartições, indiciando pelos lutos mal feitos e por muita saudades. Saudade de um lado e saudade do outro; e uma saudade nova, excepcional e inusitada do interstício, da passagem, do meio-termo.

As do Brasil são de gente e de comidas. Cheguei faz uma semana e já sinto falta de um prato de carne-seca frita com cebola, isso para não falar da imensa saudade dos meus netinhos e de tudo que vem com eles. As dos Estados Unidos são da vida que aqui deixei. Pois cada paisagem desta universidade também guarda uma parte de minha vida. Moldura terna e amorosa de um passado que não se deixa enterrar. As do miolo são as de uma liberdade um tanto onipotente, aquela que acena com a promessa de ter o melhor dos dois.

São esses sentimentos contraditórios de vida e morte,de liberdade extremada e de perda que eu tenho experimentado nesta visita. É quando vejo que o pertencer é sempre relativo. Que a terra natal - a pátria ou a mátria, comodizia o padre Antônio Vieira - exige uma constante celebração de ritos patrióticos em que reafirmamos o nosso gosto de a ela pertencer, porque - quem sabe? - somos também seres de um mundo sem fronteiras. É pelo menos isso que ocorre quando morremos e deixamos de pertencer a nós mesmos.

Escrito pelo antropólogo Roberto da Matta (publicado no Estadão, dia 15 de setembro de 2004 - gentileza da Leila e do Ricardo)

Filed under: Vida de imigrante — Maria Fabriani @ 15:12

September 23, 2004

Perdas e ganhos

Tô sem tempo de fazer social nos blogs queridos e amigos. Me desculpem. Meu tempo online é curtíssimo e o que tenho, divido entre responder emails e escrever aqui. As visitinhas precisam ficar pra depois, infelizmente. Mas estou sempre por aqui, quando levanto o nariz dos livros e me dou recreio.

Ainto tô lendo o “Perdas e Ganhos” da Lya Luft. Leio um pouquinho de cada vez, aí interrompo pra ler um livro ou um texto pra universidade. Mas é até bom, sabia? Esse livro da Lya Luft merece ser degustado com cuidado. Teve uma moça que veio aqui e deixou um comentário perguntando o que eu estava achando do livro.

Olha, estou gostando. Até porque a Lya Luft tem uma qualidade que me agrada horrores: ela escreve com raiva. (Hehehe.) Eu leio os textos dela e a imagino totalmente envolvida, dedicada e concentrada a dizer o que pensa sobre seus temas. Parece que ela tem uma idéia, senta na cadeira e escreve de uma vez só. Quando crescer, quero escrever como ela. :c)

Acabei de voltar de nossa segunda “visita de estudos” do curso. Hoje fomos a um julgamento, pra ver como as coisas são feitas, os procedimentos e tals. O caso era da misshandel, ou seja, violência física entre duas (ou mais pessoas). Estava lá a vítima, um rapaz que foi a uma discoteca comemorar sua festa-de-solteiro e que levou socos e tabefes de um outro, também presente no tribunal.

O cara que deu os socos e tabefes (ele já tinha sido condenado em primeira instância mas apelou para pegar uma pena mais branda) é um típico “pitboy”. Baixo, bem treinado, fortinho, cabelo curto. Só faltou o pitbull ao lado. Ele chegou ao prédio algemado, o que me deixou nervosa. Mas, nada demais aconteceu. Não ficamos sabendo o resultado (tivemos que vir embora mais cedo) mas foi uma experiência interessante.

Já tinha visto um julgamento antes, em Nova York, quando morei lá pra estudar inglês em 1998. Foi um caso simples, de roubo. O ladrão era latino (não sabíamos exatamente de onde) e precisava de tradutor. Eu e muitos dos alunos da minha turma entendiamos espanhol e ficamos impressionados com a quantidade de erros que a tradutora cometeu. Bom, a experiência foi muito interessante, ainda mais porque o advogado de acusação (ou procurador público?) era um gaaaaato. Hohoho.

Filed under: Livros,Universidade — Maria Fabriani @ 14:48

September 21, 2004

Leis e realidade

justica.gifNesse primeiro mês de aulas do curso básico de ciência legal (grundkurs i rättsvetenskap), aprendi um pouco mais sobre como a sociedade sueca é construída, como as instituições funcionam (ou deveriam funcionar) e até como os cidadãos pensam - já que leis nada mais são do que um reflexo do modo de pensar da sociedade, né?

Desde que comecei a me inteirar mais sobre como a Suécia funciona passei a pensar, claro, no Brasil. Mesmo assim quero deixar bem claro que me nego terminantemente a fazer comparações diretas entre os dois países. Primeiro porque é impossível comparar realidades (e histórias) tão diferentes, segundo porque não vivo mais no Brasil, e terceiro porque não gosto de me juntar ao coro dos amargos e dizer que no Brasil tudo é uma merda.

Mesmo assim, volto a dizer, quando você comeca a entender as entranhas do sistema sueco, fica sim com uma pontinha de vontade de comparar, de comentar, de dizer como as coisas “deveriam ser feitas” da forma certa. É fascinante analisar o controverso sistema de impostos que diminui muito as desigualdades e mais ou menos impede a criação de uma sociedade de classes, as leis que conseguem garantir a todos os cidadãos direitos básicos como cuidados médicos adeqüados, educação e cuidados com os cidadãos mais velhos.

Dá vontade de se candidatar a um cargo público em Brasília pra “dar um jeito na confusão” no Brasil, levando consigo as idéias suecas.

O único problema é que geralmente, o texto da lei - até mesmo o brasileiro - é muito bonito e, em certos casos, até mesmo perfeito. O que estraga é a execução (ou não) das leis. O povo sueco gosta que se enrosca de leis e as segue com gosto. Não sei porque, não tenho base antropológica pra discutir esse fenômeno, mas o fato é que aqui as leis são seguidas pela maioria da população. No Brasil, todos sabemos, as coisas são muito diferentes nesse ponto.

(Nota: Quero deixar uma coisa clara aqui: com o parágrafo acima não quero criticar o povo brasileiro, nem me unir àqueles que dizem que o único problema do Brasil é o “povinho”.)

Acho que o lance é mais complicado do que parece. Quem na verdade dita o futuro de um país? O que faz um país “dar certo”? Aqui parte-se do princípio da confiança mútua entre as partes. Por exemplo, em certos estacionamentos públicos você pode deixar seu carro sem pagar nada, basta colocar um reloginho de papel no parabrisa (por dentro) marcando a hora em que chegou (isso quando não diz numa placa que você tem que pagar taxa, claro). Sempre que paro num desses “estacionamentos livres” vou conferindo os carros e a grande maioria coloca os tais dos reloginhos.

Não acho que no Brasil esse sistema não desse certo. Tenho a impressão de que falta cuidado da parte dos cidadãos em querer que dê certo. Os suecos têm muito orgulho do seu país, do desenvolvimento alcançado nos últimos 60 anos (depois da segunda grande guerra). A sorte deles é que tiveram governos honestos, que investiram o dinheiro ganho com esse desenvolvimento em pesquisa, educação e na construção do chamado wellfaire state. Por isso, as pessoas tentam manter a ordem, respeitar as leis.

Acho que no Brasil, infelizmente, não temos essa auto-estima, essa capacidade de sentir orgulho da evolução brasileira.

Filed under: Elucubrações,Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 16:55

September 20, 2004

Crianças

farfar_stor.jpgPassei o fim de semana inteiro em treinamento. É que fui aceita como jourare, ou voluntária, do BRIS (Barns Rätt I Samhället = Direito das Crianças na Sociedade). Trata-se de uma organização não-governamental que responde por meio de telefone e email às dúvidas de crianças e as ajuda quando necessário nas questões mais difíceis da vida.

As crianças escrevem/telefonam e contam de tudo. Violência sexual cometida por membros da família, desespero, solidão, mobbning, mas também problemas mais “leves”, como dúvidas gerais sobre como dizer pro namorado que não gosta mais dele. Tanto meninas como meninos escrevem, mas as moças usam mais o email e os rapazes telefonam mais. Depois de seis meses de treinamento, começarei então como voluntária para responder aos emails das crianças uma vez por mês.

No sábado discutimos a perspectiva da criança (de como é importante não “dar aula” todas as vezes em que uma criança escreve dizendo que o mundo vai acabar porque ela terminou com o namorado). Quem é adulto sabe que o mundo não acaba, que a gente se sente supermal, mas acaba se acostumando com o tempo - e depois conhece um cara ainda melhor. As crianças ainda não têm capacidade de enxergar as coisas em perspectiva. No final do dia, fomos jantar num restaurante chinês. Foi bacana conhecer as outras 17 mulheres que estão fazendo o treinamento.

No domingo começamos o dia com uma visão geral sobre a convenção dos direitos das crianças das Nações Unidas (muito importante na legislação sueca), além de leis locais. Ficamos sabendo que aos 13 anos uma criança pode ter um “trabalho leve”, de apenas 12 horas por semana. Aos 15 anos é permitido iniciar sua vida sexual, dirigir scooter (moped). Aos 16, uma criança pode deixar de ir ao colégio se assim desejar e já pode trabalhar normalmente, 40 horas por semana. Aos 18 a criança deixa de ser criança e passa a ser considerado “adulto”.

Treinamos a dar respostas a algumas cartas e nos familiarizamos com o sistema de email da home page do BRIS. Estou MUITO feliz de ter sido aceita no curso/treinamento. Isso porque não é certo de que você seja aceita quando se candidata a trabalhar de graça. Fala-se por telefone e depois faz-se uma entrevista ao vivo, onde eles perguntam tudo. Como foi sua infância, se teve traumas, por quê, como resolveu etc. O treinamento, que é de graça pra mim, custa uma fortuna. Até por isso, você é obrigada a ser voluntário por pelo menos dois anos depois do fim do treinamento.

Filed under: Conquistas — Maria Fabriani @ 14:27

September 17, 2004

Bonecas de papel

Cleopatra.jpgTava conversando com a Marcinha, quando nem sei porque descobrimos que ambas, quando criança, fomos enlouquecidas por bonecas de papel, daquelas que vestíamos com roupas também de papel. Sempre A-DO-RE-I essas bonecas, que me entretiam por horas a fio. Acho que as minhas eu comprava na banca de jornal, mas em algumas papelarias também tinha.

Na minha caixa de metal, cheia de rosinhas pintadas em cima, guardava minhas bonecas de papel e os apetrechos. Sapatos, vestidos, chapéus etc. Era complicadíssimo fazer a boneca permanecer vestida e “montada” durante a brincadeira. Isso, claro, por conta do modo como as roupas e acessórios eram prendidos: com pequenos pedaços de papel dobrados por cima dos ombros da boneca.

Mas eu me divertia muito. Fico com pena de ter perdido a caixa e as bonecas. Esse é um tipo de coisa que eu gostaria de ter guardado. Fui procurar na Internet algum site de bonecas de papel, e achei esse aqui, que é um show. Cliquei em galeria, e achei uma das páginas mais lindas do mundo. Tem bonecas de papel da Alice no País das Maravilhas, Desdemona do Othello de Shakespeare, Frida Kahlo e até Nijinsky! Mas a minha favorita é Cleópatra. UAU!

Filed under: Vidinha — Maria Fabriani @ 16:41

September 16, 2004

Aniversário do Stefan II

Stefan pediu pra agradecer muito a todos vocês pelos votos de felicidades. Ele está feliz, lá em Boden, curtindo o meu presente de aniversário: uma caixa de filmes do Monty Python. Na caixa da felicidade tem “Monty Python and the Holy Grail”, “Life of Brian” e “The Meaning of Life”. A sessão de hoje é “Monty Python and the Holy Grail”.

Filed under: Aniversários — Maria Fabriani @ 19:28
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