Soros cobra ajuda dos EUA ao Brasil
Olhei rápido, saindo de um texto em sueco, e demorei a entender que a notícia nada tinha a ver com um ataque de cobra e o soro utilizado para debelar o envenenamento. Eu hein! :c)
September 30, 2002
September 29, 2002
Tudo bem
Esse final de semana foi muito bom. Primeiro, Stefan não trabalhou, o que foi bótimo. Segundo, encontrei no sábado um grupo grande de brasileiros que moram aqui na minha cidade, ou em cidades próximas daqui, e que são gente muito boa. E terceiro, hoje fez sol e calor, Stefan e eu saímos pra andar de bicicleta e tirar fotos das cores do outono.
Até trocamos de bicicleta; a dele, toda muderna, tem trocentas mil marchas e é levíssima. A minha, velhinha, velhinha, estava pesadíssima porque carregava na cestinha as compras que fizemos no supermercado. Claro que eu caí com a bicicleta dele, né? A razão? O freio era bom demais. A minha bicicleta, já mais pra ferro velho do que qualquer outra coisa, demora até parar por completo. Não esperava parar imediatamente. Mas até que me saí bem. Lembrei meus tempos de Judô e caí rolando, sobre a grama, longe do asfalto. Mó mico!
Mas deixa eu contar um pouco mais sobre o encontro com o pessoal no sábado. Foi ótimo. Depois daquela história desagradável que aconteceu comigo já tinha perdido as esperancas de encontrar gente legal da minha terra pra poder fazer amizade. Mas estava errada! A Sonia, médica paulista; a Vera, do Rio Grande do Sul e já morando na Suécia faz 12 anos; as duas Carmens, ótimas; a outra Maria e o José, um médico goiano que - atencão - atende aqui perto da minha casa. Compreenderam? Tem um médico brasileiro atendendo do lado da minha casa. :c))))
Não posso descrever minha felicidade. A razão por estar tão exultante é que notei como os amigos são importantes. E, sinceramente, apesar de ter conhecido suecos muito maneiros, eles parecem não compreender nossa maneira de fazer amizade, ou talvez seja eu que não compreenda ainda a deles. Essas pessoas me dão ainda mais esperanca de que o que eu fiz - vir pra cá, deixar família, emprego e amigos pra trás no Brasil - pode ter sido um salto audacioso, mas não maluco.
É engracado, mas parece que a amizade entre povos é mais difícil do que o amor.
September 28, 2002
Tá faltando pesquisa de campo aos cientistas
Às vezes sinto que, ao comentar alguma coisa em um blog alheio, escrevo melhor do que aqui no meu próprio terreno. Isso aconteceu há pouco, quando visitei o Canterbury Tales e vi um post sobre as aranhas britânicas que gostam que se enroscam dos casacos da Letícia. Pois lembrei de uma coisa que sempre me deixou feliz em ter escolhido o norte da Suécia para morar: sabiam que aqui não existe barata?
Acho que aquele blá-blá-blá dos cientistas de que as baratas seriam os últimos seres vivos a resistir à era glacial etc é tudo balela. Nenhum deles jamais presenciou um inverno sueco. Aqui no inverno bobeou, congelou e morreu. Simples assim.
Lembro que quando ainda morava sozinha no Rio, na Urca, um dos meus maiores problemas não era o medo da violência, problemas com os vizinhos ou qualquer coisa desse tipo. Apesar de ser valente e encarar baratas, mariposas, lagartixas e insetos afins, sempre ficava meio desesperada enquanto não conseguia fazer o bicho sair por livre e espontânea pressão do meu apartamento — sim porque matar a criatura estava fora de questão, afinal, não tinha ninguém pra pegar o bicho morto depois e jogar fora. (Sem mencionar minha evidente preocupacão ambiental, lógico.)
Isso me faz lembrar de minha querida avó Célia, que matava barata com a mão. Isso é que é mulher! Quando era pequena, nas florestas ainda intocadas de Petrópolis, ela e os irmãos cansaram de matar cobras. Atencão: cobras!!! É ou não é o máximo? Eu até mato barata com a mão — mas quase esfolo a pele depois lavando com detergentes mil. As cobras eu deixo para pessoas mais valentes. :c)
Foto de Terry Cervi.
September 27, 2002
September 24, 2002
This is the end
Não sei se estou por fora e falando de coisa velha, mas achei interessante essa notícia da BBC de que o Google está oferecendo uma página/servico com notícias sobre Mundo, Estados Unidos, Negócios, Ciência e Tecnologia, Esportes, Entretenimento e Saúde. O nome é Google News e ainda está em versão beta.
A diferenca é que as notícias que aparecem no Google News não são escolhidas por nenhum editor. O trabalho é feito por algoritmos matemáticos, os mesmos utilizados no sistema de indexacão de homes do site californiano.
Há até uma brincadeirinha pra quem gosta de ler as letras miúdas do final de cada página. Está lá escrito assim: This page was generated entirely by computer algorithms without human editors. No humans were harmed or even used in the creation of this page.
Yeah, right. What about lost jobs, cara pálida?
September 23, 2002
É outono!
Vocês, cariocas, sabem o que é outono? É quando as árvores mudam de cor, ficam vermelhas, verdes ou amarelas; o vento fica mais frio e chove mais. É o mês de setembro, indiscutivelmente meu preferido, anunciando a mudanca geral de tudo e de todos. Adoro setembro. Infelizmente, como nada é perfeito, setembro também é o mês da minha gripe anual, de forma que escrevo para vocês com o nariz entupido e uma ponta de dor de garganta. Mas vale a pena ver todas essas cores lindas. Eu recomendo!
September 22, 2002
Hohoho
Dica da Cora, que pescou no site da Helenice: “no Google em inglês, escrevam “go to hell” na janela de diálogo (não se esqueçam das aspas!), e cliquem em I’m feeling lucky pra ver onde vocês parar…”
September 21, 2002
Coisas que gostei de fazer no Rio…
Abracar e beijar minha mãe, meu irmão, meu pai e minha avó
Dar mais beijos na minha avó querida e dizer que eu a amo
Brincar com minhas cachorrinhas Luz e Alice e com os gatos da mamãe
Fazer festinha no Leonardo, o gato persa loiro da mamãe, que me seduzia com seus olhos dourados
Ver meu irmão jogar esgrima
Ver meu irmão sorrir
Jogar videogame com o meu irmão
Rir com o meu irmão
Procurar o Wally com o meu irmão
Andar no Rio Sul lotado com o meu irmão
Pagar mico no Games do Rio Sul, defendendo o meu irmão dos outros meninos no videogame
Encontrar meus amigos, Renata, Marcos, Chris, Agnes, Alê, Angélica, Dri, Annacat, Karine, Elisa, Valerinha, Fernanda, Paty, Ana Paula, Ana Conde, Ana Duarte (essa desgarrada só pelo telefone mesmo), Angela, Tom (também pelo telefone)…
Tomar café, conversar e blogar com Alê e Angélica
Ganhar livro de Angélica e sorriso de Alê
Ganhar CD do Tom Jobim da Cristina
Comer o feijão delicioso da minha mãe
Ler de tarde na cama da minha mãe
Aprender a fazer suflê de queijo com a minha mãe
Tomar café da manhã às seis da matina com a minha mãe
Ver fotos antigas com o meu pai
Dar a mão ao meu pai enquanto ele descansava no sofá da sala e eu via televisão
Saber que eu vou voltar pro Stefan
Vem ouvir esse segredo…
Estou aqui fazendo dois suflês de queijo para a minha sogra Vera e a irmã do Stefan, Veronica (+ toda a família), que estão vindo jantar aqui hoje. Querem a receita? Já já dou. Ah! Para me inspirar, coloquei na vitrola o CD do Tom Jobim que ganhei no Brasil da mulher do meu pai. Fiquei muito inspirada e comecei a cantar! Stefan, que prefere uma música mais, digamos, movimentada, disse que adora me ouvir cantando em português. :c) Agora ninguém me segura! Hohoho.
Se soubestes como eu gosto do teu cheiro, do teu jeito de flor, não negavas um beijinho a quem anda perdido de amor…
Definitivamente preciso ensinar português a esse rapaz, concordam? :c))
