March 30, 2002

Feliz Páscoa

Um beijo enorme para meus amigos e família. Muitas saudades.
Maria

Filed under: Saudade — Maria Fabriani @ 11:28

March 29, 2002

Receita do bolo de amendoim da vovó Celia

Ingredientes:
2 xícaras de chá de acúcar refinado
2 colheres de sopa de farinha de rosca
1/2 quilo de amendoim torrado e moído
6 ovos (na temperatura ambiente)
1 pitadinha de sal
3 gotinhas de limão
Modo de fazer:
Bata na batedeira as claras em neve, com o sal e o limão; adicione as gemas, uma a uma, e o acúcar peneirado devagar. Pare a batedeira.
Junte o amendoim que deve estar bem moído, a farinha de rosca peneirada e misture tudo com uma colher de pau.
Asse em uma forma untada com manteiga no forno pré-aquecido a 175 graus.
Dicas
Notaram que o bolo não leva farinha ou manteiga? Pois é, essa é uma das razões que faz com que ele seja realmente leve, apesar de todo esse amendoim. Aqui na Suécia o equivalente ao acúcar refinado é um tal de “Florsocker”, que é como um acúcar em pó, de tão fino (parece talco). Já tentei fazer o bolo com acúcar comum e não deu certo, de forma que é importante mesmo fazer com acúcar refinado.
Não se preocupe tanto com o tipo de amendoim para o bolo. Digo isso porque as pessoas me perguntam se uso um tipo de amendoim sem sal etc. Não. Compro um amendoim comum, torrado e salgado. E é exatamente essa mistura do salgadinho do amendoim com o doce do acúcar que dá o charme à receita.
Nas instrucões da vovó não diz quanto tempo o bolo deve ficar dentro do forno. Mas já fiz algumas experiências e, aqui na Suécia, com o meu fogão, o bolo tem de ficar pelo menos 40 minutos dentro do forno pré-aquecido para ficar bom. Se a parte superior comecar a queimar um pouco, diminua a temperatura nos dez minutos finais, só pra garantir que a massa cozinhe por dentro.
Por fim, como disse antes, sem farinha, sem fermento, o bolo não cresce muito, de forma que essa quantidade dá para uma forma redonda comum.
Boa sorte!!!! Espero que gostem!!!!

Filed under: Receitas — Maria Fabriani @ 08:38

Reality Shows

Pois é, estava eu ontem na festa e o assunto degringolou para essa coisa de Reality Shows. Aqui na Suécia tem muitos. Além do Big Brother e do Temptation Island, há um outro chamado Baren, no qual os participantes precisam viver na mesma casa e administrar um bar juntos (???), além do Popstars, e de um tal de Wannabe. Aliás, há uma página que reúne todos os programas e informa sobre as novidades de cada um, como quem foi votado para ser eliminado de um, quem brigou com quem em outro e assim vai. O nome do site é Dokusåpa. Não costumo assistir a nenhum deles e não é por nenhum tipo de escrúpulo intelectual ou qualquer outro motivo. Simplesmente acho que existem coisas mais interessantes para se ver na TV.
Mas estou escrevendo isso porque descobri ontem que aqui eles não colocam o “piiii” no lugar de cada palavrão que é dito. Nego deixa rolar solto os “diálogos”. Quando disse na festa que no Brasil havia essa censura, recebi como resposta: “Aqui na Suécia não temos esse tipo de dupla moral”. Bom, fiquei sem saber o que dizer, até porque não conhecia as palavras necessárias em sueco para dar uma resposta à altura. Não queria discutir, claro, mas apenas dizer que a criatura podia pegar a moral única sueca e… Mas como sou uma pessoa pacífica, graciosa e, sobretudo, evoluída, finalizei a discussão com um conciliador “Ah é? Então tá”.

Filed under: Cinema e televisão,Europa & Escandinávia,Irritação e ironia — Maria Fabriani @ 07:53

March 28, 2002

Vikings

maria_runas.gif

Aliás, fiquei curiosa sobre essa coisa dos vikings. Fui saber mais, e encontrei essa página, da PBS, na qual pode-se saber tudo sobre esses conquistadores escandinavos.
Entre outras descobertas, fiquei fascinada quando visitei a página das runas. O que você está lendo acima, como título desse post, é o meu nome escrito no alfabeto das runas.
A primeira letra é Mannaz e significa homem (no sentido universal da palavra) ou raca humana; a segunda e a última letras são Ansuz, que pode ser utilizada para se fazer referência a qualquer divindade, mas era associada na maioria das vezes a Odin, o equivalente viking de Zeus; a terceira letra é Raido, uma runa importante para os vikings e cujo significado é longa jornada; e a quarta é Isa, que significa gelo (detalhe: gelo em sueco é “is”).
Bom, agora que já tenho meu nome escrito nas runas, só falta pintar o cabelo de loiro e mudar meu nome para Maria Andersson.

Filed under: Cinema e televisão,Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 15:17

Festa com bolo de amendoim e chocolate

Hoje tem festa aqui na casa dos melhores amigos do Stefan, Michael e Lena. Serão umas 12 pessoas e é aquele sistema: cada um traz uma coisa de comer e o que vai beber. Eles oferecem a casa (e têm de limpar tudo depois, claro). Bom, a Lena me pediu para que eu fizesse o bolo de amendoim da minha avó Celia, que ela provou aqui em casa, em setembro passado, no aniversário do Stefan, e amou.
Pra vocês que estão torcendo o nariz e pensando: “Como é que é? Bolo de amendoim???!!!! Irrrccc!”. Não é bem assim. Uma comparacão talvez ajude a esclarecer a gostosura da receita: acho que meus seis leitores já provaram o chocolate Snickers, né? Pois então, o bolo da vovó é um “bolo Snickers”. Você pode ainda recheá-lo com baba de moca ou, como eu prefiro porque não suporto ovos, com chocolate.
Dessa vez Stefan e eu compramos uma cobertura de chocolate fudge da Betty Croker e adornamos com amendoins em volta dos bolos (são dois). Alguém quer a receita? Não me importo de dar não, só quero que quem fizer, diga que é o “Bolo de Amendoim da Dona Celia”. Já estarei feliz por isso.

Filed under: Cinema e televisão — Maria Fabriani @ 09:46

March 27, 2002

Z z z z z

Z z z z z z z z…
Vou tentar dormir, apesar de estar acordadinha da silva, meio que no horário do Brasil. Parece até jet leg, dez meses depois…eu hein!

Filed under: Vidinha — Maria Fabriani @ 02:04

Enlevo

Figos mornos
Luis Fernando Veríssimo
Estávamos em Cannes, hospedados na casa de amigos. É a única maneira de estar em Cannes, onde os aluguéis não são para assalariados brasileiros. Dizem que o que mais dá em Cannes é batida de Mercedes, porque elas são muitas e porque só param para Rolls Royce. Andávamos a pé pela Croisette, não arriscando nem entrar em ônibus para evitar baques no orçamento. E desconfiados que cedo ou tarde alguém ia nos cobrar pelo uso da calçada.

:: Parece tão fácil escrever com humor.

Os amigos nos levaram a passear, de carro, pelas redondezas da cidade. Passamos por Grasse, que fica nas montanhas atrás da Côte D’Azur. Grasse produzia artigos de couro, principalmente luvas, mas descobriu sua verdadeira vocação quando luvas perfumadas tornaram-se moda no século XVI. Trocou o odor dos curtumes pelo aroma das flores cultivadas e das essências que até hoje fornece às grandes perfumarias francesas. Grasse tem muitos atrativos mas o melhor programa turístico da cidade é respirar fundo.

:: Pára tudo. Esse parágrafo é uma lindeza. Ai, como eu queria poder escrever assim! A frase é: “Grasse tem muitos atrativos mas o melhor programa turístico da cidade é respirar fundo.” UAU!

Nosso objetivo principal ficava acima de Grasse. Os amigos franceses tinham uma missão a cumprir. Encarregados por amigos ausentes de ficar de olho em sua propriedade nas montanhas, precisavam ir até lá colher os figos e evitar que apodrecessem nas figueiras. Fomos recrutados para a tarefa também e chegamos na casa no fim da tarde. Uma típica casa provençal de pedra amarela, um tom que parecia ter absorvido do sol de verão cujo expediente agora chegava ao fim. As figueiras cresciam num quintal em declive. O vale lá embaixo já estava cheio de sombras. Ao longe via-se o mar, e os únicos sons à nossa volta eram os das abelhas e dos sinos de cabras invisíveis. Comemos alguns figos enquanto enchíamos os cestos. Eram doces, suculentos e - seu principal encanto, já que estávamos na Côte - de graça. E estavam mornos do sol. Era disso que eu queria me lembrar, a crônica foi só para isso. Os figos estavam mornos do sol da Provence.

:: Ai, Veríssimo, que coisa linda. Eu também! Só transcrevi (mais) uma das suas crônicas porque não queria esquecê-la. E olha que nem gosto de figos!

Filed under: Cinema e televisão — Maria Fabriani @ 01:59

Gatos

Não consigo dormir (são 1h37m aqui). Resolvi escrever isso logo. Prefiro cachorros, mas aprendi a gostar de gatos com a minha mãe, Regina, que, além de tomar conta de Luz e Alice, nossas duas cachorrinhas, tinha cinco gatos.
Pois é: tinha. Recebi um fax ontem no qual minha mãe me contou que Mirna Jad e Antuak, dois dos gatinhos, morreram de Peritonite Infecciosa Felina no início de marco. Não me agüentei, tive de telefonar pra ela e saber como estavam as coisas. Minhas perguntas eram: “Como é que você está?”, “Como estão os outros três gatinhos?”, “Essa doenca pode pegar na Alice ou na Luz?”, “E os humanos, correm riscos?”. As respostas, dadas com um estoicismo tão característico da minha mãe, mas que ainda me deixa nervosa (será que ela está bem mesmo ou não deixa transparecer a quebradura por dentro???) foram todas boas. Os outros gatinhos estão bem, e não a doenca não pega nem em caninos nem em humanos.
Que saudade do Antuak! Ele era um gato interessante! Não se rocava em você o tempo inteiro, claro, mas era enlouquecidamente curioso e seguia a minha mãe por todos os lados. Quando ela lavava a louca na pia ele a olhava de cima da geladeira. A Mirna Jad era uma criatura, como direi, tipicamente felina: distante, cheia de atitude, “estou me lixando pra você”, kind of thing. Só abria um pouco o flanco para a mamãe. Nunca nos demos bem, eu e Mirna. Acho que lutávamos pela atencão da mesma pessoa e eu, bobamente, achei que iria ganhar a parada. A Mirna era muito parecida comigo: uma pentelha que, às vezes, dava uma chance à docura.
Ai, que saudades. Queria dar uns apertos no Antuak e na Mirna agora. Queria abracar minha mãe, beijar a mão da minha avó, jogar videogame com meu irmão, assistir Jornal Nacional com o meu pai, sair com meus amigos, reclamar do calor, sentir saudades do Stefan, querer voltar pra cá, apesar de tudo.

Filed under: Saudade — Maria Fabriani @ 01:40

March 26, 2002

Tchau, tchau, Mirna Jad e Antuak


catOnBookshelf.jpg

Homenagem a dois gatinhos da minha mãe que morreram esse mês. Não falo mais sobre isso porque ainda estou chocada. Alice e Luz, minhas cachorrinhas, estão bem, gracas a Deus. Minha mãe também. Eu é que estou achando complicado isso tudo. Não quero mais falar hoje. Vou assistir TV ou tentar ler.

Filed under: Saudade — Maria Fabriani @ 15:30

Esse é pra você, Ivson

O meu amigo Ivson Alves, quando esteve aqui, disse que o site era bonitinho, bem “mulherzinha”, como eu. Fiquei meio ofendida, mas perdoei. Hoje, no entanto, tenho de confessar que, mais uma vez, o Ivson estava certo. Antes de ir para a ginástica e enquanto saboreava meu iogurtinho diet de manga com kiwi (parece estranho mas é uma delícia, coisa de sueco), dei uma passada aqui pela Montanha e vi o comentário que a Valeska tinha feito sobre meu último post. Fiquei tão feliz! E eu que estava assim, meio down ontem. Pode perguntar, Valeska. O que eu puder te ajudar, estamos às ordens. Agora deixa eu ir, tá? Beijos, tchau.

Filed under: Vidinha — Maria Fabriani @ 09:40
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