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	<title>:: Montanha-Russa 11.4 ::</title>
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		<title>Ainda vivos</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Apr 2013 07:53:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Fabriani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa & Escandinávia]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida de imigrante]]></category>

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		<description><![CDATA[Três refugiados afegãos em greve de fome tiveram um colapso ontem à tarde/noite e foram levados para o hospital. Três já foram liberados, mas um homem de 60 anos ainda está no hospital. Os refugiados precisaram de ajuda médica por conta de desidratação. Não sei se os três liberados voltaram para a rua ou se [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Três refugiados afegãos em greve de fome tiveram um colapso ontem à tarde/noite e foram levados para o hospital. Três já foram liberados, mas um homem de 60 anos ainda está no hospital. Os refugiados precisaram de ajuda médica por conta de desidratação. Não sei se os três liberados voltaram para a rua ou se resolveram interromper a greve de fome. (<a href="http://www.kuriren.nu/nyheter/?articleid=6820661">Norrbottens Kuriren</a>)</p>
<p>Essa não é a primeira greve de fome iniciada em abril. Refugiados na cidade de Holmsund (perto de Umeå) também entraram em greve de fome no dia 15 de abril. A notícia do jornal local tem seis linhas &#8212; o que quer dizer que o repórter escreveu talvez três linhas no computador. O conteúdo é esse: &#8220;Greve de fome em Holmsund, publicado em 16 de abril 2013 às 15.30. &#8212; Seis pessoas na casa de refugiados <a href="http://mastererik.se/Mstr%20Sve/hotellet.htm">Mäster Erik</a> em Holmsund iniciaram ontem uma greve de fome. O motivo é sua insatisfação com a decisão da Migrationsverket (órgão de imigração sueco) de que serão extraditados para seus países de origem. Cinco das pessoas em greve de fome vêm do Afeganistão e o sexto vem do Irã. &#8212; Eles não nos escutam, diz Reza Rahim ao jornal <a href="http://www.vk.se/841359/hungerstrejk-i-holmsund">VK</a>.&#8221;</p>
<p>O pior não é a notícia curta, sem desenvolvimento. O pior não é o fato do repórter não ter perguntado a Reza Rahim o porquê dele achar que o órgão de imigração sueco não presta atenção ao que eles dizem. O pior não são os comentários ao artigo, um deles, de uma pessoa anônima (lógico), que quer que a comida que os refugiados se negam a comer seja doada para não estragar. O pior mesmo é a falta de interesse geral nesse tipo de acontecimento. O pior é que quase ninguém presta atenção se um refugiado morre aqui ou ali.</p>
<p><img src="http://www.fabriani.com/archives/fotos/bolinhazinha06.gif"/> A palavra em sueco do dia é <font color=red>besvikelse</font>, <i>desapontamento</i>.</p>
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		<title>Greve de fome</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 07:27:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Fabriani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto Håkan Zerpe, Norrbottens Kuriren. Há quatro dias refugiados do Afeganistão fazem greve de fome na frente do órgão de imigração sueco, Migrationsverket, aqui na minha cidade. Eles estão na Suécia há cerca de dois anos, alguns mais do que isso, e não querem voltar ao Afeganistão. Eles dizem que a situação em seu país [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src="http://www.kuriren.nu/inc/imagehandler.ashx?id=6819910&#038;height=312&#038;width=468&#038;quality=75"/><br />
<i>Foto Håkan Zerpe, <a href="http://www.kuriren.nu/nyheter/?articleid=6819908">Norrbottens Kuriren</a>.</i></center></p>
<p>Há quatro dias refugiados do Afeganistão fazem greve de fome na frente do órgão de imigração sueco, Migrationsverket, aqui na minha cidade. Eles estão na Suécia há cerca de dois anos, alguns mais do que isso, e não querem voltar ao Afeganistão. Eles dizem que a situação em seu país de origem é violenta, que muitos civis morrem por conta de bombas detonadas pelos talibãs. Greve de fome. Ontem os refugiados começaram a passar mal. Uma ambulância veio e quis levar um deles pro hospital. Ele não foi. Os refugiados dormem na rua, ao léu, debaixo de cobertores. A temperatura na primavera do norte sueco pode chegar aos dez graus abaixo de zero no meio da noite. Greve de fome. Ninguém quer voltar pro seu país de origem, onde cresceram, onde têm familiares e amigos, onde conhecem a língua, os costumes. Onde podem ler com facilidade os códigos sociais, onde é mais fácil de ser feliz. Não querem voltar. Não querem voltar porque não querem ser mortos por uma bomba talibã. Preferem morrer aqui, de fome.</p>
<p><img src="http://www.fabriani.com/archives/fotos/bolinhazinha06.gif"/> A palavra em sueco do dia é <font color=red>hungerstrejk</font>, <i>greve de fome</i>.</p>
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		<title>Onze anos</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2013 15:51:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Fabriani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje, no dia de Maria na Suécia, o Montanha-Russa completa 11 anos. Imagina. Onze anos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, no dia de Maria na Suécia, o Montanha-Russa completa 11 anos. Imagina. Onze anos. </p>
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		<title>Uma filha</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Aug 2012 15:53:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Fabriani</dc:creator>
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		<category><![CDATA[De bem com a vida]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu tenho uma filha. Mia, seja bem-vinda!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho uma filha. Mia, seja bem-vinda!</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Sun, 26 Aug 2012 13:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Fabriani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230; &#8230; &#8230; tic tac tic tac tic tac &#8230; &#8230; &#8230;]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; &#8230; &#8230; tic tac tic tac tic tac &#8230; &#8230; &#8230;</p>
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		<title>41 anos</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jul 2012 05:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Fabriani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Feliz aniversário pra mim! Essa foto foi tirada acho que nos anos 80. Sou eu e meu avô Armando, no apartamento dele e da minha avó Carminha no Flamengo. É tão estranho me ver assim, tanto tempo passou. E meu avô!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://fabriani.com/wp-content/uploads/2012/07/Maria-e-o-avô.jpeg"><img src="http://fabriani.com/wp-content/uploads/2012/07/Maria-e-o-avô-290x300.jpeg" alt="" title="Maria e o avô" width="290" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-2748" /></a></p>
<p>Feliz aniversário pra mim! Essa foto foi tirada acho que nos anos 80. Sou eu e meu avô Armando, no apartamento dele e da minha avó Carminha no Flamengo. É tão estranho me ver assim, tanto tempo passou. E meu avô!</p>
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		<title>Você tem sede de quê?</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jul 2012 13:33:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Fabriani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sonhei com camelos. Muitos camelos. Acordei com uma azia danada. Ainda sobre sonhos: Uma colega de trabalho que também está grávida e vai ter filho uma semana antes de mim, sonhou que eu terei uma menina.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sonhei com camelos. Muitos camelos. Acordei com uma azia danada. Ainda sobre sonhos: Uma colega de trabalho que também está grávida e vai ter filho uma semana antes de mim, sonhou que eu terei uma menina. </p>
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		<title>In the rabbit hole</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jul 2012 10:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Fabriani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sonhei que tinha que resolver um lance em Coelho Neto. Peguei um ônibus sem saber em que ponto desceria. Fui perguntando pras pessoas no ônibus, todas gentilíssimas, me ensinando tudo. Na minha barriga a sensação já bem conhecida de vácuo, de estar perdida. Mas a gentileza das pessoas e o fato de estar claro (de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sonhei que tinha que resolver um lance em Coelho Neto. Peguei um ônibus sem saber em que ponto desceria. Fui perguntando pras pessoas no ônibus, todas gentilíssimas, me ensinando tudo. Na minha barriga a sensação já bem conhecida de vácuo, de estar perdida. Mas a gentileza das pessoas e o fato de estar claro (de dia) me acalmaram. Acordei pensando que, se pudesse, ia à esquina apostar um milhar no jogo do bicho.</p>
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		<title>Stream of consciousness</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jun 2012 11:14:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Fabriani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elucubrações]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Tanta coisa aconteceu desde que escrevi o último post, esse sobre o livro de Jonathan Franzen, no primeiro dia do ano (o Montanha-Russa completou 10 anos de idade, a Suécia ganhou o Eurovision - competição de música européia, a princesa coroada Vitória deu à luz a uma menina linda, Estelle, a seleção sueca foi eliminada do campeonato europeu de futebol e uma série de maluquices aconteceram nesse país sui generes que se eu contasse vocês não iriam nem acreditar). Mas a maior mudança aconteceu dentro de mim, literalmente: no dia 2 de janeiro descobri que estava grávida mais uma vez e isso mudou tudo. Passei janeiro e fevereiro passando malíssimo, meu médico constatou que eu estava com anemia e, a partir de marco as coisas melhoraram um pouco. Li o que escrevi aqui quando ainda blogava todos os dias e anunciei a vinda de Max. Fiquei impressionada com minha candura em falar de coisas tão íntimas. Me deu vontade de apagar tudo, o blog inteiro porque tudo passou a ser íntimo demais! Acho que essa coisa de blog foi/é, pra mim, meio mágica. Ele me ajudou a atravessar anos difíceis, mas me custou muito também. E agora, José: eu queria muito escrever mas não quero mais me expor. O que fazer? Sinto que sempre que escrevo aqui é de forma vigiada, censurada, a naturalidade de antes não existe mais. Cometo muito mais erros também - gramaticais, de tom. Basta dizer que meu português piorou e minhas idéias mudaram. Acho que estou morando aqui há tempo demais e perdi meus olhos estrangeiros, o que torna difícil fazer esse blog interessante. Isso porque compreendi que tinha duas coisas que fazia o Montanha bacana: o fato de eu escrever de forma pessoal (às vezes, muito pessoal) e o fato de eu escrever como uma estrangeira na Suécia, com todos os estranhamentos que isso significa. Agora fiquei muito mais fechada e a vida sueca não me é mais tão estranha. Mas minha sensação é que preciso do blog, ou será que o que preciso mesmo é escrever? Será que a coisa do blog já passou e eu devo deixá-la desaparecer? Seria uma pena. Queria, na verdade, escrever um livro. Sempre foi uma vontade, um desejo, que eu nunca dei vazão. Mas me falta disciplina. E depois, escrever sobre o quê? Agora preciso encontrar um livro pra ler, pra me absorver nessas quatro semanas de férias. Acho que vou ler Marcel Proust porque fiquei com impressão que é necessário um certo nível de imersão. Li mais Jonathan Franzen nesse período de silêncio aqui e ele também estranhou &#8220;O processo&#8221; de Kafka. Mas, minha atenção agora está totalmente voltada à barriga, cujo habitante é um baby lindo (já vimos muitas vezes, no ultrasom), cujo sexo ainda não sabemos e só saberemos na hora agá. Só que não quero ler nada sobre gravidez ou parto, estou meio que de saco cheio disso. Pro baby só compramos um carrinho até agora. Hoje é meu primeiro dia de férias do meu trabalho e tenho projetos mil, arrumar, arrumar, arrumar a casa. Guardar finalmente os casacos pesadíssimos de inverno, ver as caixas de roupas de baby, ver o que falta. Max brinca com um amigo aqui em casa e eu ganhei uns minutinhos livres no computador. Max é Darth Vader. Engraçado que ele se identificou om o cara mais peste do filme, e não está nem aí pra Luke Skywalker. Só penso em arrumar o quarto de Max, que vai se mudar pro quarto de brinquedos e deixar seu quarto antigo para o baby. Quero fazer uma estante pros livros e brinquedos - atualmente todos espalhados pelo chão porque ninguém aguenta ficar pegando tudo e guardar nas caixas plásticas compradas exatamente para evitar que tudo ficasse espalhado no chão. Quero pintar tudo de branco, quero tanto tantas coisas! Só penso em organizar tudo para a chegada de mais uma pessoa nessa família e minha cabeça anda à mil. E nesse momento o baby deu um chute (forte!) na minha barriga e tudo está bem.</p>
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		<title>Folie à deux</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 10:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Fabriani</dc:creator>
				<category><![CDATA[De bem com a vida]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Comecei &#8220;Freedom&#8221;, de Jonathan Franzen (JF), no dia 28 de dezembro. Quando comecei a ler a saga da família Berglund foi como se uma mini-versão de JF estivesse dentro do livro e tivesse me puxado pra dentro da história - imaginem um homenzinho pequenininho me pegando pela gola da camisa e fechando o livro. Agora [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Comecei &#8220;Freedom&#8221;, de Jonathan Franzen (JF), no dia 28 de dezembro. Quando comecei a ler a saga da família Berglund foi como se uma mini-versão de JF estivesse dentro do livro e tivesse me puxado pra dentro da história - imaginem um homenzinho pequenininho me pegando pela gola da camisa e fechando o livro. Agora me encontro lá, no meio da página 292, imaginando se Joey vai cair na real, ou se Walter vai compreender de uma vez por todas o que está acontecendo ao redor dele, se Patty e Richard vão dar vazão ao que sentem um pelo outro, se Jessica vai aparecer mais, ou se o universo inteiro vai implodir numa cascada de desordem, mentiras e absurdos - provavelmente sim, o que é ainda mais bacana. Eu respiro JF, como JF e penso JF. JF e eu, eu e JF. (Desculpa aí, urso!)</p>
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