August 26, 2012

… … … tic tac tic tac tic tac … … …

Filed under: Vidinha — Maria Fabriani @ 14:25

July 11, 2012

Você tem sede de quê?

Sonhei com camelos. Muitos camelos. Acordei com uma azia danada. Ainda sobre sonhos: Uma colega de trabalho que também está grávida e vai ter filho uma semana antes de mim, sonhou que eu terei uma menina.

Filed under: De bem com a vida,Gravidez,Vidinha — Maria Fabriani @ 14:33

July 8, 2012

In the rabbit hole

Sonhei que tinha que resolver um lance em Coelho Neto. Peguei um ônibus sem saber em que ponto desceria. Fui perguntando pras pessoas no ônibus, todas gentilíssimas, me ensinando tudo. Na minha barriga a sensação já bem conhecida de vácuo, de estar perdida. Mas a gentileza das pessoas e o fato de estar claro (de dia) me acalmaram. Acordei pensando que, se pudesse, ia à esquina apostar um milhar no jogo do bicho.

Filed under: De bem com a vida,Vidinha — Maria Fabriani @ 11:14

June 18, 2012

Stream of consciousness

Tanta coisa aconteceu desde que escrevi o último post, esse sobre o livro de Jonathan Franzen, no primeiro dia do ano (o Montanha-Russa completou 10 anos de idade, a Suécia ganhou o Eurovision - competição de música européia, a princesa coroada Vitória deu à luz a uma menina linda, Estelle, a seleção sueca foi eliminada do campeonato europeu de futebol e uma série de maluquices aconteceram nesse país sui generes que se eu contasse vocês não iriam nem acreditar). Mas a maior mudança aconteceu dentro de mim, literalmente: no dia 2 de janeiro descobri que estava grávida mais uma vez e isso mudou tudo. Passei janeiro e fevereiro passando malíssimo, meu médico constatou que eu estava com anemia e, a partir de marco as coisas melhoraram um pouco. Li o que escrevi aqui quando ainda blogava todos os dias e anunciei a vinda de Max. Fiquei impressionada com minha candura em falar de coisas tão íntimas. Me deu vontade de apagar tudo, o blog inteiro porque tudo passou a ser íntimo demais! Acho que essa coisa de blog foi/é, pra mim, meio mágica. Ele me ajudou a atravessar anos difíceis, mas me custou muito também. E agora, José: eu queria muito escrever mas não quero mais me expor. O que fazer? Sinto que sempre que escrevo aqui é de forma vigiada, censurada, a naturalidade de antes não existe mais. Cometo muito mais erros também - gramaticais, de tom. Basta dizer que meu português piorou e minhas idéias mudaram. Acho que estou morando aqui há tempo demais e perdi meus olhos estrangeiros, o que torna difícil fazer esse blog interessante. Isso porque compreendi que tinha duas coisas que fazia o Montanha bacana: o fato de eu escrever de forma pessoal (às vezes, muito pessoal) e o fato de eu escrever como uma estrangeira na Suécia, com todos os estranhamentos que isso significa. Agora fiquei muito mais fechada e a vida sueca não me é mais tão estranha. Mas minha sensação é que preciso do blog, ou será que o que preciso mesmo é escrever? Será que a coisa do blog já passou e eu devo deixá-la desaparecer? Seria uma pena. Queria, na verdade, escrever um livro. Sempre foi uma vontade, um desejo, que eu nunca dei vazão. Mas me falta disciplina. E depois, escrever sobre o quê? Agora preciso encontrar um livro pra ler, pra me absorver nessas quatro semanas de férias. Acho que vou ler Marcel Proust porque fiquei com impressão que é necessário um certo nível de imersão. Li mais Jonathan Franzen nesse período de silêncio aqui e ele também estranhou “O processo” de Kafka. Mas, minha atenção agora está totalmente voltada à barriga, cujo habitante é um baby lindo (já vimos muitas vezes, no ultrasom), cujo sexo ainda não sabemos e só saberemos na hora agá. Só que não quero ler nada sobre gravidez ou parto, estou meio que de saco cheio disso. Pro baby só compramos um carrinho até agora. Hoje é meu primeiro dia de férias do meu trabalho e tenho projetos mil, arrumar, arrumar, arrumar a casa. Guardar finalmente os casacos pesadíssimos de inverno, ver as caixas de roupas de baby, ver o que falta. Max brinca com um amigo aqui em casa e eu ganhei uns minutinhos livres no computador. Max é Darth Vader. Engraçado que ele se identificou om o cara mais peste do filme, e não está nem aí pra Luke Skywalker. Só penso em arrumar o quarto de Max, que vai se mudar pro quarto de brinquedos e deixar seu quarto antigo para o baby. Quero fazer uma estante pros livros e brinquedos - atualmente todos espalhados pelo chão porque ninguém aguenta ficar pegando tudo e guardar nas caixas plásticas compradas exatamente para evitar que tudo ficasse espalhado no chão. Quero pintar tudo de branco, quero tanto tantas coisas! Só penso em organizar tudo para a chegada de mais uma pessoa nessa família e minha cabeça anda à mil. E nesse momento o baby deu um chute (forte!) na minha barriga e tudo está bem.

Filed under: Elucubrações,Gravidez,Vidinha — Maria Fabriani @ 12:14

December 31, 2011

Filed under: De bem com a vida,Vidinha — Maria Fabriani @ 09:00

December 24, 2011

Filed under: De bem com a vida,Vidinha — Maria Fabriani @ 06:50

November 11, 2011

Dramática

(Estava escrevendo uma coisa e me perdi nas palavras. A idéia primeiro ficou dramática demais, depois ridícula demais, depois íntima demais. Depois ela morreu, envergonhada demais. Tentei primeiros socorros mas ela não ressuscitou.)

Filed under: Elucubrações,Vidinha — Maria Fabriani @ 16:05

October 22, 2011

Tudo bem

Estou em pé, na cozinha, ouço rádio (P1) e faço panquecas como todos os sábados (se não faço tenho uma insurreição nas mãos). Meu urso na sala, meio assistindo TV, meio brincando com o tablet que ganhou de aniversário. Max anda de um lado pro outro, fala o tempo todo, conta histórias de canhões que explodem, me oferece peixe (de papel) pra comer, pergunta se as panquecas estão prontas, faz quebra-cabeça do filme “Cars” e joga o ursinho preferido no chão pra demonstrar que ele - o urso - não pode voar. E eu reparo que isso é vida, e vida boa. Estou feliz.

E hoje nevou.

Filed under: De bem com a vida,Eu ♥ a Suécia,Vidinha — Maria Fabriani @ 16:27

October 13, 2011

“How to be alone”

Adoro! Adoro porque me dá um alento. Porque sinto uma falta danada de ficar sozinha. Ao mesmo tempo em que tenho plena consciência que sinto isso porque sei que a solidão é escolhida e temporária.

Filed under: De bem com a vida,Elucubrações,Vidinha — Maria Fabriani @ 20:03

October 11, 2011

O mistério dos números primos

Bernhard Riemann

Estou nesse exato momento assistindo a um documentário intitulado “O mistério dos números primos”. Gosto muito de ver documentários sobre astronomia, física, química, mas especialmente matemática. Gosto de ver gente apaixonada por números. Gosto da dedicação dos cientistas, gosto que essas pessoas (homens na sua maioria) dedicam a vida a resolver um problema. Gosto que os problemas são muito maiores do que os números. Gosto que há uma necessidade de encontrar algum tipo de explicação… para tudo. A theory for everything.

A sensação que tenho é que no final acaba-se por se falar não em números, mas em vida, sentido, natureza e a possível existência de mistérios ocultos que expliquem a vida. Gosto de pensar em matemática como uma linguagem. Ao mesmo tempo, adoro já ter passado por escola e universidade e não precisar mais estudar matemática. Vamos ver como é que vai ser quando Max precisar ajuda com dever de casa (!!!).

Enfin, mes infants, quando se fala por exemplo em Euler e sobre a hipótese de Riemann, (chave para a compreensão dos números primos), fala-se não apenas da teoria dos números primos, mas imagina-se que talvez os números primos tenham uma razão de ser e estejam conectados à beleza universal, uma espécie de forma perfeita. Existe coisa mais interessante?

Nunca gostei de matemática. Quer dizer, gostei, mas só até quando conseguia resolver os problemas. Quando começava a falhar, o que acontecia sempre, ia me dando um desespero muito grande, uma sensação de incompetência que me deixava inconformada. Mas gosto de matemática quando apresentada como “arte”, como teoria de ordem do universo.

Esse documentário que estou assistindo, já meio antigo, é japonês e não tão bom. Gosto muito de assistir aos documentários da BBC, série Horizon, apresentados por Marcus du Sautoy, que é professor “for the Public Understanding of Science” e professor de matemática na universidade de Oxford. Os documentários dele são bacanérrimos. Veja aqui uma página dele na BBC.

Filed under: De bem com a vida,Elucubrações,Vidinha — Maria Fabriani @ 19:31
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