June 25, 2010

A copa dos vira-latas

Fiquei impressionada com o Japão que vi eliminar a Dinamarca ontem na copa. Bem organizados sem ser chatos, com gols bonitos, jogadores talentosos… Perigoso! Quem diria? Os dinamarqueses, coitados, estavam meio alquebrados, sem vitalidade, acho que surpresos com a competência japonesa.

Como diz minha amiga Ana-Paula, essa é a copa dos vira-latas. Eslovênia elimina a atual campeã Itália, os franceses, no meio de um caos generalizado, chegam último em seu grupo. Outros europeus, como a Inglaterra, e a Espanha (a favorita de muitos), também não estão lá essas coisas.

Já no que diz respeito ao Brasil, minha opinião é que não deveremos ganhar, mas que vamos chegar perto. Até encontrarmos uma outra equipe sul-americana que vai nos botar na roda e nos fazer chorar. Gosto o Maicon, do Luis Fabiano, do Lucio (claro) e do goleiro, cujo nome me escapa… Júlio?

Mas, sei lá. O Brasil dá uma impressão de estar meio frágil. Se enfrenta uma equipe com jogo de defesa competente, fica sem saber o que fazer. É por isso que nós temos que ganhar hoje contra Portugal. Isso porque se perdermos vamos para a chave da Argentina e aí, não tem pra ninguém. Acho que a Argentina ganha na raça.

A Argentina, acho, vai até a final. Não porque são super organizados, mas puramente pelo talento individual do time. E por causa da tal da raça, claro. Estou feliz pelo sucesso das equipes sul-americanas e espero sinceramente que um de nós ganhe tudo, Chile? Uruguai?

(Mas se Argentina perder eu não vou ficar triste.)

E hoje é o midsommar sueco (foto), com muita festa. Vamos pra casa de amigos ver o jogo e festejar no meio dos mosquitos nativos poderosos (meu urso comprou um gadget elétrico que espanta os mosquitos no ar livre - melhor prova de amor não tem). Escrevi sobre o midsommar aqui.

A palavra em sueco do dia é skadeglädje, alegria maliciosa (quando se fica feliz quando um outro time perde ou é eliminado)

Filed under: Copa 2010,De bem com a vida,Eu ♥ a Suécia,Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 07:32

June 17, 2010

O casamento

Essa semana a princesa coroada Victória se casa com o noivo, Daniel. O país está mobilizado com isso. Acho até que os jogos da copa que acontecerão no sábado não serão transmitidos. Os dois canais que dividem os direitos de transmissão da copa dedicarão todo o dia ao casamento, com a preparação, o cortejo, a cerimônia, o jantar e a festa.

A última notícia do casamento é que a princesa Victória não terá damas de honra. Isso pra evitar problemas com aquelas que não teriam sido convidadas. Crianças acompanharão a princesa até o altar. Mas a questão mais discutida aqui foi o desejo da princesa de ser levada ao altar pelo pai, o rei Carlos Gustavo.

Isso, que é coisa comum no Brasil, é controverso aqui porque na igreja sueca trabalha-se com o princípio da igualdade entre os sexos. As mulheres não precisam que o pai as entregue na mão do marido, que cuidará delas etc. Bispos da igreja sueca pediram que a tradição sueca não mude, mas Victória insistiu e será entregue pelo pai ao marido.

Particularmente acho o casamento bacana, gosto da Victória, espero que ela seja rainha um dia e que tenha muitos bebês, três, quatro, cinco, todos lindinhos. Mas essa coisa do casamento e de tudo o que acontece em torno (venda de muitos souvenirs) está me cansando um pouco. Não queria que ela fosse entregue ao noivo pelo pai. Acho simbolicamente errado.

Se bem que se algum dia resolver me casar na igreja e meu pai estivesse presente, provavelmente não insistiria em entrar sozinha na igreja. Também andei comprando souvenirs… Queria muito comprar a caneca de café do casamento. É linda de morrer, um tom de branco-creme, linda. Mas vou esperar pela liquidação depois do casamento. Hohoho.

De fato, estou dividida. só espero que o Brasil não jogue no sábado.

A palavra em sueco do dia é bröllop, casamento.

Filed under: De bem com a vida,Eu ♥ a Suécia,Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 04:59

June 2, 2010

Os apáticos

Acabei de ler um livro sensacional. O nome é “De apatiska” (mais ou menos “Os apáticos”) e o autor é Gellert Tamas (foto). Ele é jornalista e responsável pelo meu livro favorito no que diz respeito à história recente sueca: “Lasermannen”, sobre o qual escrevi aqui. Escrevi na resenha do “Lasermannen” que o mais fantástico é que o autor “/…/ entrelaça à história do [protagonista] com uma verdadeira revisão da situação político-econômica da Suécia /…/”.

Nesse “De apatiska” Gellert Tamas faz mais ou menos o mesmo. Ele conta, dia após dia, os acontecimentos sociais e políticos de três anos da história sueca, de 2004 a 2006. Durante esses anos perto de 200 crianças - na Suécia com suas famílias que haviam pedido asilo - de repente começaram a mostrar sinais de depressão profunda, que no final as levava a desistir de todo o contato humano. Elas foram então chamadas de “apáticas”. Essas crianças, de 8, 9 ou 10 anos de idade, se deitavam, fechavam os olhos, deixavam de falar, de comer, não podiam mais controlar os movimentos intestinais. Era como se tivessem desistido de viver.

O governo social-democrata, incrivelmente, desconfiou desde o início que as crianças estavam simulando ou então que os pais as estavam forçando a simular o estado para ter mais chances de conseguir um visto de permanência. A desconfiança nasceu dos rumores que diziam que as crianças estavam fingindo a doença, que os pais as estavam drogando ou forçando a se fingir doentes. Baseado nesses rumores, o governo empregou uma psiquiatra para investigar se o fenômeno acontecia só na Suécia e se era manipulação. O pior é que essa psiquiatra, junto com uma chefe da agência de imigração sueca, Migrationsverket, eram as responsáveis por ter espalhado esses rumores. Incrível! O relatório inteiro foi tendencioso e desonesto; a pesquisa, que deveria ter sido feita sem premissas pré-estabelecidas, já nasceu baseada na crença da manipulação.

Uma vergonha nacional. Enquanto isso, dezenas de crianças, todas muito doentes, foram extraditadas junto com suas famílias para um futuro incerto em um país de onde haviam fugido. Muitas, dependentes de sondas para se alimentar, foram deixadas com suas famílias nos aeroportos de seus países, sem ter pra onde ir e sem qualquer tipo de ajuda médica. Uma coisa essas crianças tinham em comum: experiências atrozes de violência contra membros da família ou contra elas mesmas. Junte a isso o lentíssimo processo de apuração sueco de um pedido de asilo (a agência de imigração sueca, Migrationsverket, podia levar anos pra dar uma resposta se uma família poderia ficar aqui ou não) e uma frequência de vistos emitidos de menos de 5%, e o resultado é previsível.

Muitos acreditam que foi, em parte, por conta da linha absurdamente dura do governo social-democrata em relação ás crianças estrangeiras que eles perderam o poder em 2006, quando o partido de direita Moderaterna ganhou as eleições. A conclusão de uma investigação autônoma mostrou que as crianças não podiam simular tal estado de apatia e que não eram os pais que os forçavam a ficar apáticos. Muito pelo contrário: era o sistema sueco de asilo que fazia com que essas crianças não aguentassem mais a pressão e, amedrontadas pela possibilidade quase certa de serem mandadas embora do país que aprenderam a gostar e chamar de seu, desistiam de viver.

Espetacular. Vale a pena ler (se você sabe ler sueco). Li o livro, de mais de 600 páginas, sentindo uma dor no peito, uma coisa estranha, uma irritação frequente. Meu urso disse que também sentiu o mesmo, mas ele disse ainda que ficou com vergonha do próprio país. Uma colega de trabalho me disse a mesma coisa. Me lembrei de como estava irritada com a Suécia nessa época, justamente de 2004 a 2006, de como estava danada da vida (o que se refletiu nos meus textos de então aqui no blog). Me lembro da minha coleção de artigos de jornais sobre integração e de como eu os juntava pra poder entender o que é que estava acontecendo. Agora eu compreendi. Gellert Tamas organizou tudo e me mostrou que minha irritação não era maluquice.

A palavra em sueco do dia é orättvisa, injustiça.

Filed under: Europa & Escandinávia,Livros,Notícias do primeiro mundo — Maria Fabriani @ 07:23

June 1, 2010

“Ship to Gaza”

“Ship to Gaza”. Não se fala de outra coisa.

O comboio de navios com ajuda humanitária com destino à Gaza e que foram abordados em águas internacionais pelo exército israelense. Muitos suecos viajavam em vários navios. O docente Mattias Gardell, um dos responsáveis pela ação, e a mulher dele, Edda Manga, que estavam no navio Mavi Marmara quando os israelenses atacaram e mataram 10 pessoas, ainda estão desaparecidos.

Ontem milhares de suecos saíram às ruas do país inteiro pra protestar contra a agressão israelense. Políticos querem que a Suécia mande buscar o embaixador do país em Israel. Ninguém compreende a brutalidade israelense. Muitos ponderam que o fato do exército ter abordado os navios em águas internacionais é suficiente para qualificar a ação israelense como pirataria.

O escritor Henning Mankell, a médica Viktoria Strand, o parlamentar do partido verde sueco Mehmed Kaplan, o artista Dror Feiler e o organizador do projeto “Ship to Gaza” Saman Ali, todos viajando no navio Sofia, foram apresentados com duas escolhas: ou concordavam em ser extraditados ou seriam presos a espera de julgamento. As informacões que chegam aos jornais é que Mankell, Strand e Kaplan teriam sido conduzidos para o aeroporto Gurion para transporte.

O que aconteceu com os outros dois ninguém sabe. O governo israelense não dá qualquer informação. Provavelmente eles estão fazendo companhia a outros quatro suecos enjaulados na prisão de Beersheba: Ulf Carmesund, teólogo e secretário internacional da Broderskapsrörelsen (grupo cristão dentro do partido social-democrata); Henry Ascher, pediatra e cientista especializado em saúde de imigrantes/refugiados; Kimberly Soto Aguayo, membro dos grupos de apoio à Palestina na Suécia e Amil Sarsour, líder de uma organização de ajuda a imigrantes na cidade de Uppsala. Todos viajavam no navio Sfendoni.

O departamento de assuntos exteriores da Suécia está em Israel pra apurar a situação dos suecos desaparecidos e os que estão na prisão. O ministro sueco de relações exteriores, Carl Bildt, um cara meio chato, disse que não é hora de mandar o embaixador nativo voltar a Estocolmo. O negócio é colocar pressão no governo israelense para que a situação não piore ainda mais.

Aqui o link da página “Ship to Gaza”. Incrivelmente, tem uma versão em português.

A palavra em sueco do dia é bedrövelse, não tem tradução exata, mas pode ser lido como aflição, angústia, pesar, desgraça, miséria, dificuldade ou luto.

May 17, 2010

Essa coisa de Twitter

Não consigo gostar dessa coisa de Twitter. Acho a página complicada, cheia de grafismos incompreensíveis, com textos idem. Tem que ler vários microtextos pra entender qualquer coisa. Isso porque, na minha humble opinion, escrever de forma concisa é arte. Eu ainda prefiro o Montanha, mesmo estando longe da frequência de tempos idos, quando escrevia aqui todos os dias.

Eu sinto saudades, muitas saudades. Queria dizer, por exemplo, que aqui não se fala em copa do mundo. Se quiser assistir tudo, tem que comprar pacote de TV do Canal Plus, carérrimo. Eventualmente a TV daqui mostra alguns jogos, mas não todos, nunca. Só se fala aqui em duas coisas: o casamento da princesa coroada e as eleições do outono.

A copa não passa aqui porque os suecos não se classificaram. O casamento da princesa coroada é o talk of the town, ainda mais porque tem a maior fofocada da paróquia: a irmã linda dela, que ia se casar em dezembro, desmanchou o noivado porque o cara teve casos paralelos com outras mulheres.

O que, aliás, ninguém entendeu, porque a princesa linda é… linda mesmo. Ela sempre faz mais sucesso do que a princesa coroada, que é bonitinha, muito bem-cuidada e muito simpática (minha preferida), mas meio queixuda. Como é que o cara vai achar uma outra mulher estando prestes a casar com uma princesa linda? Não dá pra entender.

Aliás, o rapaz que vai se casar com a princesa coroada estava doentíssimo até pouco tempo. Todo mundo notou o tom amarelado do sorriso e da pele dele quando eles anunciaram o noivado e o casamento. Achamos todos que ele estava afetado, se achando o máximo. Estava mesmo, mas estava também doente. Umas semanas depois ele recebeu a donação de um rim do próprio pai. A imprensa da casa real sueca se apressou a informar que a doença é de nascença porém não prejudica as possibilidades dele de ser pai.

E aí no outono (primavera no Brasil) são as eleições daqui. Atualmente temos um governo/parlamento de direita, mas o bloco socialista está ganhando terreno, ainda mais com o crescimento dos verdes. Eu voto sempre com o meu partido, socialdemocrata, mas tenho medo de que não apenas não ganharemos essa eleicão, como ainda veremos um partido de extrema direita (quer dizer racista) conquistar uma ou duas cadeiras no parlamento.

Isso já aconteceu na Suécia nos anos 90. Depois de permanecer no parlamento por um mandato, o partido não ganhou mais apoio popular na eleição seguinte e sumiu. Esperemos que aconteça a mesma coisa dessa vez.

A palavra em sueco do dia é skvaller, fofoca.

Filed under: De bem com a vida,Europa & Escandinávia,Variedades — Maria Fabriani @ 07:17

April 17, 2010

A nuvem que parou o mundo

É bonita ou não é? Vale a pena parar tudo e só olhar… O nome do vulcão islandês é Eyjafjallajökul. Se fala “eiiafialajôkul”, que quer dizer, numa tradução marotíssima, “a ilha das geleiras da montanha”. (O islandês, fiquei sabendo, é uma língua literal, explicativa. Completamente fascinante porque cria palavras próprias pra tudo. Há uma resistência intensa em emprestar palavras de idiomas estrangeiros… o que considero peculiar porém rígido demais pro meu gosto). A foto é de Brynjar Gauti, AP.

A palavra em sueco do dia é, moln, nuvem.

Filed under: De bem com a vida,Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 07:46

April 15, 2010

We all live in a yellow submarine

Pois é, o Rio debaixo d’água, a Islândia em chamas. E todo o espaco aéreo sueco está fechado por conta da enorme nuvem de fumaca que está a caminho daqui. Estava sol hoje quando fui andar, ao meio-dia. Céu aberto, 9 graus positivos. A glória. Agora está tudo nublado.

A família real sueca passou uns dias (semanas?) no Brasil. A imprensa nativa se agitou: oficialmente, o rei e a rainha Silvia querem ajudar na venda dos aviões militares Grippen pro Lula. Mas a fofoca é que Silvia está dando uma “puxadinha” com o Pitangy (ele ainda vive?) pro casamento das filhas esse ano (a princesa coroada, Viktoria, se casa agora em junho e a outra, Madeleine, mais bonita porém mais burra, em dezembro).

A Suécia não se classificou pra copa da África do Sul. Agora vai ser um deus-nos-acuda pra poder ver alguns jogos pela TV por aqui… :(

Meu computador, um senhor de seis anos de idade, estava sofrendo com diabetes, obesidade e demência, todas doencas ocasionadas pelo periogosíssimo Windows. Dei, com a ajuda do meu urso, uma rejuvenicida no velhinho e agora usamos Ubuntu como sistema operacional. Estou me sentindo moderníssima. O lado ruim é que perdi todos os acentos da lingua portuguesa.

No mais, tem eleicões aqui também esse ano. Aqui eu sei como funciona. Já no Brasil… sei que justifiquei nas últimas eleicões porque moro longe de Estocolmo. Agora parece que as regras mudaram. Tem alguém aí no eco do ciberspaco que sabe como a burocracia brasileira funciona? Obrigadinha.

Filed under: Europa & Escandinávia,Notícias do primeiro mundo,Vidinha — Maria Fabriani @ 16:49

March 13, 2010

Anna Bergendahl

E acabou de acabar a final do Melodifestivalen, que escolhe uma música sueca pra participar do Eurovion Song Contest (festival de música européia). Ganhou a minha favorita, Anna Bergendahl, 18 anos de idade. Cantou lindamente “This is my life”, abriu os bracos, curtiu o momento, lindo! A voz dela é semelhante à voz da Tracy Chapman (se lembram?) só que muito mais forte, com um vibrato lindo no fundo. Ah, seu eu pudesse cantar assim…

Eu adoro Melodifestivalen. E não estou sozinha. O programa, que é produzido pela maravilhosa TV estatal sueca, é o maior programa do país, com milhões de espectadores. Se levarmos en consideracão que a Suécia inteira tem pouco mais de 9 milhões de habitantes, dá pra ver o peso do show. Essa menina vai agora cantar em Oslo, na Noruega, onde o Eurovision de 2010 vai ser realizado. Os noruegueses ganharam no ano passado com a música contagiante (e bobinha) de um rapaz de origem ucraniana.

Mas, claro, as chances de Anna Bergendahl são poucas. Mais e mais os países Europa querem votar nos vizinhos, nos antigos colonizadores (pasmem) ou em músicas com muitos tambores e ritmos meio que folclóricos. Pra ganhar a música tem mesmo que ser contagiante, muito melhor do que tudo o que se mostra no Eurovision. Tudo é muito kitsch, mas, até por isso mesmo, divertidíssimo.

A palavra em sueco do dia é talang, talento.

Filed under: Cinema e televisão,Europa & Escandinávia,Música — Maria Fabriani @ 22:08

January 6, 2010

Está frio…

Assim, muito frio… Hoje é feriado, o equivalente do dia de reis. Acabamos de voltar de uma pequena viagem e estávamos os três meio geladinhos no carro. Brrr.

PS.: Bacana saber que ainda tem gente que continua lendo o Montanha. O diálogo abaixo é mais uma autocrítica, na verdade. Obrigada a todos vocês que se manifestaram.

A palavra em sueco do dia é kalt, frio.

Filed under: Europa & Escandinávia,Vidinha — Maria Fabriani @ 19:58

December 13, 2009

Terceiro advento e Lucia

oje então é o terceiro advento e também o dia em que os nativos comemoram o dia de Santa Lucia, no Brasil chamada de Santa Luzia (acho, porque é a protege os olhos, a luz etc). Aqui fazem uma festa danada, com corais no país inteiro, meninas e meninos vestidos de branco, com velas acesas, cantando em corais nas igrejas e nos colégios.

E essa coisa de Lucia é importante aqui. só pra ter uma idéia, um exemplo: até no trabalho teve comemoracão de Lucia. Lá tem eu e mais seis colegas. Acima de nós tem a nossa chefe, a chefe da nossa chefe, e a chefe da chefe da nossa chefe. Essa última, desfilou para nós, nos corredores do trabalho, com roupa branca e coroa de velas acesas na cabeça. Uma cooooooooisa.

Eu adoro Lucia. Adoro essa coisa ritualística, a mulher que traz a luz, a coisa das velas acesas, tudo isso. Fui até assistir quando o coral do ginásio local cantou as músicas tradicionais de Lucia. E, claro, chorei. Não chorei muito, mas fiquei emocionada. Minha chefe (a primeira da lista lá de cima, não a que desfilou) disse que ela não chora mais porque tem quatro filhos e já se acostumou com a emoção anual.

A coisa é assim que todas as crianças desfilam em Lucia. Max já debutou, ano passado, e eu chorei muito. Esse ano ele não participou, mas ano que vem é a vez da turma dele. Eu prometo que nunca me acostumarei.

A palavra em sueco do dia é känsla, emoção.

Filed under: De bem com a vida,Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 15:12
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