Nobel, olimpíadas e trabalho

E a escritora germano-romena Herta Müller (foto) ganhou o prêmio Nobel de literatura desse ano. Nunca li Herta Müller, nem sabia que ela existia. Vou, agora, lê-la, até porque me informei que ela escreve sobre a sensação de estranhamento que o indivíduo sofre em seu próprio país, durante uma ditatura, além do estranhamento que o indivíduo sente com relação à sua vida em geral (aquela coisa de que não adianta estar rodeado de gente para evitar a solidão etc).
Bacana.
Quem anunciou o prêmio foi o escritor sueco Peter Englund, que acabou de começar a trabalhar como secretário da academia sueca. Ele é historiador, bem novo, e vem de Boden. A biblioteca daqui, que fechou na primavera para reformas e da qual senti muitas saudades durante todo o verão, vai ser reaberta agora no final de outubro com uma festança. Peter Englund vem pra sua cidade natal como convidado de honra na inauguração.
No mais, chorei muito quando o Rio ganhou as olimpíadas de 2016. Fiquei surpresa com minha reação; simplesmente não esperava chorar por conta disso. Mas, mais uma vez, a coisa da saudade se faz lembrar, por mais que a vida aqui siga em frente, feliz e repleta de acontecimentos positivos. Não comento o outro lado da moeda, de como esses jogos serão financiados, às custas de quem, etc. Tudo isso me vêm à cabeça, mas me sinto pouco capaz de comentar de forma competente.
E eu, finalmente, depois de oito anos na Suécia, consegui um emprego fixo. Meu trabalho, onde comecei em dezembro de 2007 como temporária, anunciou duas vagas. Eu mandei meu currículo pra minha chefe e consegui uma das vagas. O sistema empregatório daqui é meio complicado, com uma série de leis e tals. Não comento por falta de tempo e saco, mas conseguir um trabalho fixo é, acredite, uma façanha. Seja você imigrante ou nativo. Então, parabéns para mim!
A palavra em sueco do dia é fast anställning, emprego fixo.




Tinha uma coisa sobre a qual queria escrever mas sempre esquecia. Aí ficava no fundo da minha cabeça, como uma pedrinha inlocalizável no meu sapato. Era uma coisa legal, tentei lembrar, algo diferente… Aí, ontem lembrei pela milhonésima vez e anotei num pedaço de papel. A novidade é que uma vez por semana estou aprendendo a dançar boogie. Hehehe, pois é.
Quinta Samuel perguntou se eu havia feito curso de salsa (muito comum entre os nativos que se gabam de seu multiculturalismo):
uito feliz. MUITO FELIZ. Estou aqui em casa, de folga do meu interessante e estimulante trabalho. Max está na sala brincando com o pai; a casa de cabeça pro ar, mas quem se importa? Hoje vou empacotar os presentes todos (os que serão dados amanhã e os que viajarão pra dois estados no Brasil e pra dois países europeus, pra amigas especiais). Acabei de colocar o primeiro pudim de leite no forno pra assar. Levarei dois pudins pro natal de amanhã. Encomeda da minha cunhada. Estou tão feliz. TÃO FELIZ. Não dá nem pra explicar. Amanhã eu volto pra desejar feliz natal. 
rimeira semana de trabalho. Não posso contar nada de muito específico já que tenho que respeitar leis rigorosíssimas de sigilo em quase tudo o que faço. Ainda estou aprendendo o sistema usado no departamento e volta e meia vou chatear uma colega com perguntas mais ou menos imbecis. É a vida. Todo mundo tem que começar um dia, né?