October 12, 2011

Já?

O ar está frio, o vento mais cortante do que o normal. Parece que daqui a pouco teremos neve.

Filed under: Europa & Escandinávia,Variedades,Vida de imigrante — Maria Fabriani @ 20:02

May 17, 2010

Essa coisa de Twitter

Não consigo gostar dessa coisa de Twitter. Acho a página complicada, cheia de grafismos incompreensíveis, com textos idem. Tem que ler vários microtextos pra entender qualquer coisa. Isso porque, na minha humble opinion, escrever de forma concisa é arte. Eu ainda prefiro o Montanha, mesmo estando longe da frequência de tempos idos, quando escrevia aqui todos os dias.

Eu sinto saudades, muitas saudades. Queria dizer, por exemplo, que aqui não se fala em copa do mundo. Se quiser assistir tudo, tem que comprar pacote de TV do Canal Plus, carérrimo. Eventualmente a TV daqui mostra alguns jogos, mas não todos, nunca. Só se fala aqui em duas coisas: o casamento da princesa coroada e as eleições do outono.

A copa não passa aqui porque os suecos não se classificaram. O casamento da princesa coroada é o talk of the town, ainda mais porque tem a maior fofocada da paróquia: a irmã linda dela, que ia se casar em dezembro, desmanchou o noivado porque o cara teve casos paralelos com outras mulheres.

O que, aliás, ninguém entendeu, porque a princesa linda é… linda mesmo. Ela sempre faz mais sucesso do que a princesa coroada, que é bonitinha, muito bem-cuidada e muito simpática (minha preferida), mas meio queixuda. Como é que o cara vai achar uma outra mulher estando prestes a casar com uma princesa linda? Não dá pra entender.

Aliás, o rapaz que vai se casar com a princesa coroada estava doentíssimo até pouco tempo. Todo mundo notou o tom amarelado do sorriso e da pele dele quando eles anunciaram o noivado e o casamento. Achamos todos que ele estava afetado, se achando o máximo. Estava mesmo, mas estava também doente. Umas semanas depois ele recebeu a donação de um rim do próprio pai. A imprensa da casa real sueca se apressou a informar que a doença é de nascença porém não prejudica as possibilidades dele de ser pai.

E aí no outono (primavera no Brasil) são as eleições daqui. Atualmente temos um governo/parlamento de direita, mas o bloco socialista está ganhando terreno, ainda mais com o crescimento dos verdes. Eu voto sempre com o meu partido, socialdemocrata, mas tenho medo de que não apenas não ganharemos essa eleicão, como ainda veremos um partido de extrema direita (quer dizer racista) conquistar uma ou duas cadeiras no parlamento.

Isso já aconteceu na Suécia nos anos 90. Depois de permanecer no parlamento por um mandato, o partido não ganhou mais apoio popular na eleição seguinte e sumiu. Esperemos que aconteça a mesma coisa dessa vez.

A palavra em sueco do dia é skvaller, fofoca.

Filed under: De bem com a vida,Europa & Escandinávia,Variedades — Maria Fabriani @ 07:17

January 16, 2010

O Haiti é aqui

Haiti-räddad-660
Foto de Gerald Herbert/AP

A imagem é de Redjeson Hausteen Claude, menino de dois anos de idade, que, depois de ter ficado soterrado por dois dias nas ruínas de sua casa em Port-au-Prince, é saldo e vê a mãe. Tudo está no olhar dele. Alívio, alívio, alívio.
O Haiti é aqui mesmo… dentro do meu peito.

A palavra em sueco do dia é räddad, salvo(a).

Filed under: Elucubrações,Jornal,Variedades — Maria Fabriani @ 09:26

July 14, 2009

A princesa, o nerd e o bebê

Hoje é aniversário da princesa Victoria, que um dia será rainha da Suécia. Sempre escrevo sobre o aniversário dela por várias razões: 1) porque flirto descaradamente com um lado kitsch meu que adora príncipes e princesas, 2) porque lembro da minha avó querida que não tinha vergonha dessa paixão pela realeza (e por isso não a chamava de kistch), 3) porque Victoria é uma moça interessante e bonita, 4) porque ela divide a data com ninguém menos do que o late Ingemar Bergman e, finalmente, 5) porque ela faz aniversário um dia antes de mim (hint, hint.) :)

Mas esse ano tem mais uma razão: ela, finalmente, ficou noiva do namorado, Daniel Westling, com quem está amasiada há sete anos (a Suécia é uma sociedade moderna, pode crê) e com quem se casará em 2010. O anúncio aconteceu em fevereiro; ambos muito bonitos e felizes, sentados numa sala lindíssima do castelo. Ele de terno azul marinho, sorriso meio estranho, pele amarelada. Ela lindíssima, com um vestido espetacular de seda azul, um broche de brilhantes e o anel, singelo e bonito (milhares de quilates, claro).

Aí, dias depois do anúncio, o drama: a coroa solta um press release com a informação de que o noivo sofreu uma transplante de rim. O donador foi o pai. A causa do transplante foi um defeito congênito porém, atenção, não hereditário. Quer dizer, a linhagem real está assegurada. Aí, quando os herdeiros vierem, Victoria cumprirá seu papel de representar mais um lado do povo sueco. Isso porque ela será mãe “tarde”, depois dos 33 anos (ela nasceu em 1977).

Segundo o Socialstyrelsen, que é o órgão regulador da saúde pública e welfare nativos, a idade média das mulheres que têm seu primeiro filho por aqui é atualmente 28 anos. Isso é uma cifra média. Nas cidades grandes, tipo Estocolmo e Gotemburgo, grande parte das mães de primeira-viagem têm 35 anos ou mais.

Aliás, falando em estatística, meu mega-super-hiper-geek urso descobriu uma home page fantástica chamada Wolfram Alfa, em que informações sobre países podem ser comparadas automaticamente. Digitei lá “Brazil natality vs Sweden natality” e o resultado está aqui. Resuminho: nascem anualmente no Brasil 3.04 milhões de crianças, enquanto na Suécia vêm ao mundo 92 143 crianças todos os anos (estimativas para 2008). Além de informações socioeconômicas, o site responde ainda a perguntas sobre cultura e mídia, lugares e geografia, astronomia, matemática, web e computer systems, datas e até mesmo química.

A palavra em sueco do dia é bäbis, bebê.

Filed under: De bem com a vida,Eu ♥ a Suécia,Variedades — Maria Fabriani @ 05:00

July 28, 2008

Exigente

Tô passando por uma dificuldade enorme de encontrar livros que goste de ler. Não pode ter qualquer referência a crianças (principalmente meninos) que sofrem, são mortos, têm fome (emocional ou física), são seqüestrados ou coisas que o valha. Não quero ler sobre sofrimento desemfreado, aquela coisa tão crua que me dá angústia. Também não estou interessada em ler ficção metida a besta ou romances que investigam novas formas em detrimento do conteúdo.

O que quero tem que ser leve sem ser leviano, simples sem ser simplório, concentrado sem ser curto e grosso. Quero que o livro que escolher me resgate da minha realidade rame-rame mas, ao mesmo tempo, me faça pensar. Que me surpreenda, me deixe de queixo caído, me inspire, me dê algo em troca das horas investidas lendo as páginas do livro. Se um livro me garantir apenas uma dessas coisas listadas aí em cima já estou feliz.

Tava pensando em investigar Jenny Diski mais uma vez. Mas como já li tudo não-ficção dela, achei melhor não prosseguir (medo de uma possível decepção). Um dos últimos livros que li e que me deixou feliz da vida foi um do Dennis Lehane, “Shutter Island”. Fui tentá-lo novamente e me deparei com “Gone, baby, gone”. Li, lá em 2006, antes da minha vida mudar. Agora voltei aos clássicos, como Truman Capote (ótimo) e Tolstoi, por segurança.

Dois livros da Doris Lessing (ambos da série Martha Quest), um da Toni Morrison, e um da Virginia Woolf esperam para serem lidos. Ganhei de Cristina, mulher do meu pai e mãe do meu irmão, um em português, escrito por um argentino, que também está à espera. Nesse momento leio “O perfume”, e já estou meio de saco cheio. Sabe-se lá o por quê. Talvez pela esquisitisse geral do livro, talvez pela gouchisse geral da leitora.

Na verdade, tô achando é que estou de saco cheio de ler em sueco. Acho que vou começar a requisitar livros em português na minha biblioteca local. Alguma dica?

A palavra em sueco do dia é krävande, exigente.

Filed under: Livros,Variedades,Vidinha — Maria Fabriani @ 12:35

May 30, 2008

Os índios intocados e eu

Fiquei impressionadíssima quando dei de cara com as imagens que reproduzo aqui. A matéria está aqui, em inglês. As fotos foram tiradas por empregados da Funai e mostram uma tribo intocada pela sociedade moderna e que vive na Amazônia, na fronteira de Brasil e Peru.

Acho que fiquei tão impressionada por várias razões: o fato da tribo ser intocada; a beleza pura das imagens (a floresta é po-de-ro-sa, reparem bem na foto aí de cima!); pelo fato de não ter visto registro do ocorrido na imprensa carioca. Saiu no Globo? Alguém viu?

Estou boba. Essa tribo pura e intocada. Tomara que os caras da Funai sejam éticos e não divulguem a localização pra ninguém. Deixa os caras lá, levando a vida deles, caçando, comendo, dormindo, tomando banho de rio, tendo filhos, andando na selva e fazendo arcos e flexas.

E hoje vou jogar futebol. Pois é. É mais um lance do trabalho, coisa de entrosar o grupo e tals. Como aquele curso de dansa. Agora veja você: um bando de senhoras, todas com netos, só eu tenho filho pequeno e uma outra que é mais nova que eu, correndo (!) pra cima e pra baixo num campo de futebol. Alguém adivinha o placar? Se sair do zero a zero eu dou uma cambalhota.

Já contei que Max é um gênio? Não? Ah, pois é. Ele é. Outro dia fui ao banheiro e ele me fez companhia, sentadinho no andador. Ficou lá, espiando o que a mamãe estava fazendo. Aí, terminei meu business, lavei as mãos e fechei a porta (agora ele está engatinhando tudo, abrindo e fechando portas e tenho medo dele prender os dedinhos).

Disse: “Max, vem brincar com a mamãe na sala!” E ele fez que nem era com ele. Aí levantou (ele fica em pé no andador o tempo todo, um gênio da raça!) e bateu com a mãozinha na porta fechada do banheiro, como se quisesse entrar. “Não, Max”, eu disse, “vamos brincar na sala, agora”. Fui lá pegá-lo e quando o levantei, ele tinha feito cocô.

Já estamos economizando grana pra Harvard ou Julliard. A escolha é dele, lógico.

A palavra em sueco do dia é indianer, índios.

Filed under: Max e a maternidade,Trabalho,Variedades — Maria Fabriani @ 05:10

May 13, 2008

Nuvem

Franzo o cenho e me jogo.
Sonhei que conversava com uma pessoa e que estávamos na Índia, acho. E eu dizia: “É importantíssimo que as mulheres possam sair de casa para trabalhar, é importantíssimo”. Álibi até debaixo dágua, cara pálida. No trabalho, no final do dia, tiro dez minutos para ler os jornais, para unwind, você sabe. Aí clico no globo e me sinto na twiligt zone. É divertido e assustador: me lembro da minha vida antes de tudo e de repente vejo e considero: “Que viagem!” Aliás, dia nove completei sete anos de Suécia. Eu tinha me esquecido de comemorar. Logo agora que eu finalmente tenho razões – muitas, muitas – para fazê-lo. Max agora quer ajudar a mamãe a limpar todos os pontinhos escuros do rosto dela, também conhecidos como sardas. O resultado são diversos arranhões mais ou menos doloridos. O problema é que ainda nao descobri um jeito de manter as unhas de um baby em cheque. Virge Maria. Sinto saudade dos meus pais. E a Doris Lessing disse que foi um bloody disaster receber o Nobel, que ela não tem mais tempo pra escrever, somente dar entrevistas e tirar fotos. O problema é que ela diz que perdeu a sparkle, aquela coisa que a fazia escrever. Se for verdade mesmo, é trágico. Queria poder comentar que ela pode se consolar com suas muitas libras no banco, mas não quero ser cínica, ainda mais em se tratando de DL. Ciclone em Burma, terremoto na China, guerra civil no Líbano, fome no mundo inteiro. I must - must, must! - count my blessings.

A palavra em sueco do dia é moln, nuvem.

Filed under: Elucubrações,Variedades,Vidinha — Maria Fabriani @ 07:33

October 4, 2007


Free Burma!

Filed under: Variedades — Maria Fabriani @ 14:31

November 17, 2006

De passagem na Web

Sorry! No sex today either, boys.

Se eu cavar um buraco beeeem fundo, onde é que vou parar? (Obs.:Tinha que ter brasileiro por trás disso.)

Quem diria! Dieguito virou santo!

Alguém me explica o que é/como/de onde veio esse tal de Borat?

O homem com o trabalho dos meus sonhos.

A coisa mais linda do mundo. O bebê chama-se William, tem pouco mais de um ano, é sueco e uma graça. Ele ri porque o pai, Kjell-åke Andersson, imita um forno de microondas. Hohoho.

Filed under: Cinema e televisão,Jornal,Variedades — Maria Fabriani @ 15:31

October 4, 2006

Chata

Tinha escrito um textão, mas depois de lê-lo novamente, antes de publicar, o achei tão chato que desisti. Era sobre o Ingmar Bergman… quer dizer, não sobre ele, mas sobre um livro sobre ele, ou algo semelhante. Vai ver que sou eu quem está chata. É, acho que sim. Bão, deixa pra lá. Vou lá e já volto.

Filed under: Variedades — Maria Fabriani @ 17:41
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